quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Bebel provoca boom no mercado do sexo em Florianópolis

O Sindicato das Prostitutas de Florianópolis anunciou ontem que bateu a meta de filiações para 2007, a três meses do fim do ano. Kelly Marlene, presidente da organização, apontou a personagem Bebel, da novela global Paraíso Tropical, como o principal fator catalisador para o surgimento de novas garotas de vida fácil. "As meninas vêem a Bebel como um exemplo de vida, uma guerreira, que ficou muito tempo por baixo, mas terminou por cima, no controle da situação", declarou Kelly, que jura que esse é o seu nome verdadeiro. Ela ainda apontou as constantes notas publicadas pelo colunista Cacau Menezes a respeito dos estabelecimento de má reputação da cidade, além do próprio Cacau Menezes, como fatores de atração, porém refutou a tese de que a diminuição do público do El Divino Lounge nas sextas e sábados tenha alguma coisa a ver com isso.

O primeiro efeito prático para o sindicato foi a suspensão das viagens às universidades particulares em busca de novas filiadas. Kelly Marlene esclarece que havia um acordo com as universidades para que fossem abordadas apenas as meninas que já tinham feito a opção pelo trabalho mais antigo do mundo. Os estabelecimentos de ensino temiam que as outras alunas fossem informadas que ganhariam muito mais dinheiro trabalhando deitadas e acabassem largando seus cursos. Procuradas pelo LARANJAS, as assessorias de imprensa dessas universidades negaram a existência de tal acordo e classificaram a reportagem como preconceituosa e cretina, mas aproveitaram para nos oferecer descontos de até 50% na matrícula em vários cursos.

Esse aumento no número de garotas de programa veio a calhar, pois Florianópolis vive um momento histórico, em que o meretrício está sendo tirado do armário e colocado à vista da sociedade como um todo, logo ali na Mauro Ramos. Aproveitando-se da dualidade clássica da economia, de oferta e demanda, a nova casa, que tem o discreto nome de Sexy Night, vem sendo um grande sucesso. O gerente do local, Valdomiro (ele não quis fornecer o sobrenome), disse ao LARANJAS que o movimento está uma loucura. "Você precisa ver o dia que teve uma reunião do PSDB em Floripa... O Aécio Neves pegar três, tudo bem, agora brincadeira foi o Alckmin. Não digo mais por causa da ética profissional, entendeu?", declarou o gerente, que em seguida se arrependeu do que disse e tentou arrancar o gravador do repórter. Em seguida, tentou subornar o repórter com a mercadoria da casa. Três horas depois, a reportagem se retirou do estabelecimento.

A constatação do aumento de filiadas do Sindicato de Prostitutas de Florianópolis reabre a velha discussão sobre a influência negativa que a televisão pode ter sobre os jovens. "As meninas acham que vão ficar um tempinho na putaria e que logo vai vir um Olavo pra tirar elas da zona... Tadinhas, são é um bando de burras! Mas o sindicato agradece a grana da filiação e da mensalidade", declarou Kelly Marlene, que logo se arrependeu do que disse e tentou arrancar o gravador do repórter. Em seguida tentou subornar o repórter com seus serviços. Dez minutos depois (a conversa com Kelly foi um pouco antes da visita à Sexy Night), a reportagem se retirou do local. No fim das contas, o LARANJAS não chegou a qualquer conclusão na discussão sobre a TV, mas conheceu a fundo o ramo do entretenimento adulto florianopolitano. Reiteramos que não houve conflito ético, pois publicamos as frases ditas por Kelly e Valdomiro e não achamos esse negócio de ética tão importante assim.

4 comentários:

Paulinha disse...

hahahaha
Mto bom texto Volps!
Abandonou o outro blog?
Bjokas

Gabriel Geller disse...

Oorra, o Volps se supera. Mas "3 horas depois a reportagem se retirou"? Que enganar quem? De maneira alguma! Aposto que a reportagem não aguentou 1 horinha com as amigas do Valdomiro!

Anônimo disse...

não é isso não gabriel...foram 2 horas pra levantar cara...10 minutos de serviço e 50 de conversa e cigarro...

Gozadinho disse...

Pelo jeito a mãe do anônimo gosta de falar sobre como foi o dia de trabalho quando chega em casa.