Durante os primeiros dias da primeira fase no famoso Curso de Jornalismo da UFSC, alguns alunos daquela turma, matriculada no segundo semestre de 2007, tentaram iniciar uma publicação própria. O princípio era o de se expressar, com a justificativa de que qualquer um que tem ideia na cabeça e observa o mundo de maneira meramente crítica pode ter sua publicação. Algo comum entre calouros de comunicação em qualquer universidade do país.
Em reunião na sala 142, do Centro de Comunicação e Expressão, ocorrida em meados de agosto, o então calouro Thomas Michel Antunes reuniu cerca de 15 iguais para apresentar a sua ideia - um zine que falasse das coisas da UFSC, com foco no público universitário. A dificuldade de harmonizar tipos tão distintos em experiência, convicção e expectativa fez com que o projeto morresse ali mesmo.
Ainda na saída, dois alunos ali presentes foram abordados por um colega que tinha uma ideia parecida com a de Thomas, mas não com aquele foco. Bruno Volpato marcou então com Marcone de Souza Tavella e Rafael Hertel uma reunião para os próximos dias onde ele iria expor sua proposta.
Só em setembro os três voltariam a se reunir com este objetivo. Ensaiando uma nova amizade, sentaram então em um jantar no Restaurante Universitário para que, enfim, Volpato falasse.
A ideia era um jornal mural, com notícias falsas, baseadas em um humor nonsense característico em publicações como Pasquim, Planeta Diário e Casseta Popular. Marcone e Rafael se empolgaram na hora, mesmo sem saber muito bem do que se tratavam estas publicações e qual humor estava presente nelas. Começaram a produzir textos na mesma noite.
Mas a produção era pouca para um jornal mural e o idealizador não demonstrava muita ação. Foi quando em 19 de setembro de 2007 Rafael Hertel criou o Blog dos Laranjas. Ato que não agradou o dono da ideia, mas serviu para que este se mexesse e criasse, no dia seguinte, o LaranjasBlog.
Por quê Laranjas?
O nome surgiu na mencionada reunião no Restaurante Universitário. Rafael Hertel, até então meu companheiro de refeições de R$ 1,50, recolhia mais uma laranja fornecida junto ao prato subsidiado. Bruno Volpato falava sobre sua experiência em um jornal produzido na Esag, faculdade pela qual havia se formado em Administração meses antes.
Eram muitas laranjas dentro da bolsa de Rafael. Aquilo não era normal. Interrompi o Volpato, enquanto o loirinho de olhos verdes se acomodava na cadeira após ter guardado a oitava laranja dentro da bolsa, que estava ao lado, no chão.
— Rafa, você vai ou não vai comer estas laranjas? — questionei.
Na hora, rimos daquilo. Rafael tentou se explicar, sem muito êxito, e retomamos a conversa sobre o tal jornal mural. As laranjas e a mania de Rafael, que consta como uma das primeiras piadas internas entre os membros fundadores, resolveria a falta de um nome melhor na hora de lançar o blog, dias depois.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
[LARANJAS QUATRO ANOS] A origem
domingo, 25 de setembro de 2011
[LARANJAS QUATRO ANOS] O Genésio dos blogs
VATICANO - Eu sei que estou atrasado, mas vamos lá. Fui o último convocado pela seleção, um pouco fora de forma, treinando em campo de várzea abaixo do nível esperado para um empreendimento como este. No entanto, desde que entrei para o time, tenho aprendido com meus colegas a produzir risadas (mesmo que não sejam muitas).
Fazer humor é difícil. Periodicamente, então, corre-se o sério risco de recontar piadas do Ary Toledo ao invés de sacar uma nova pilhéria. Desgraça que por vezes caímos sem perceber – livrai-nos desse mal, amém. Mas nada como levar a sério o que as pessoas tendem a acreditar como uma brincadeira despretensiosa. Mesmo que isso não dê em nada. Parece que a graça está em surpreender e inverter a ordem mais ou menos estabelecida. E para isso precisa-se de trabalho e um pouco de cerveja.
Essa história de subverter não é invenção nossa, infelizmente. Existe até na religião católica. Sem brincadeira nenhuma, me falaram que há um santo para os humoristas: o São Genésio. Já ouviu falar? Nem eu. No mínimo a imagem deve segurar uma caneca de chopp na mão e expandir um sorriso malicioso de quem olha um fio dental feminino na praia pelos óculos escuros. Não à toa, o maldito deve ter uma visão privilegiada lá de cima. Rezai e vigiai.
LARANJAS é como um Genésio dos santos, um em um milhão de veículos. Têm poucos devotos, mas os que oram pela gente são valorizados. Com quatro anos de existência, dois milagres concretizados e três freiras apaixonadas (número em ascensão desde a alta no último pregão na bolsa), o blog já pode ser beatificado pelo Papa. O que não seria de todo o mal, afinal, iríamos de graça até Roma e de quebra, com a grana da beatificação, poderíamos fazer umas compras. Vida longa à santíssima laranjada!
sábado, 24 de setembro de 2011
[LARANJAS QUATRO ANOS] 40 anos em 4
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| Futuro dono do LARANJAS e de todos os órgãos da Grande Mídia |
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Aumento do IPI barra entrada de fragmentos de satélites importados no Brasil
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| Satélite nacional: R$ 29 mil. Com direção, air bag e ar, sai por R$ 39 mil |
"Precisamos fortalecer a indústria nacional de satélites, que sofre com a concorrência desleal de chineses, mais eficientes e que cobram mais barato por produtos muito mais completos", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O IPI para satélites fabricados fora do país terá um aumento de até 30%, dependendo do número de canais com produção nacional que são disponibilizados aos assinantes.
Dessa forma, os fragmentos estão abandonados logo na entrada da atmosfera. Em nota oficial, a NASA disse que não tem nada a ver com a decisão do governo brasileiro, pois "os Estados Unidos pararam de foder com a vida dos sulamericanos há um bom tempo". É especialmente perturbador o relato de um rapaz que vendeu duas antenas parabólicas e uma antena de telhado para comprar um satélite novinho, mas teve que deixá-lo antes mesmo da exosfera.
Enquanto isso, o governo federal deixou claro que não exigirá nenhuma contrapartida da indústria nacional. "Não. Nada. Nadica de nada", afirmou o ministro, às gargalhadas, no que foi acompanho pelos presidentes das montadores de satélite que se aglomeravam à sua volta. "Também não estamos nem aí para os empreendedores que investirampara trazer novas marcas para o país", completou, chorando de rir.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Redes sociais causam mais uma revolta árabe
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| Depois de derrubar o governo, a primeira providência será baixar os impostos sobre eletrônicos |
O estopim de tudo, segundo manifestantes, foi as mudanças na navegação do Facebook, que acrescentou novas ferramentas para seus usuários. “Não temos direito a votar, não temos um estado democrata, nem liberdades como de culto, expressão e política. Daí vem o Mark Zuckerberg, aquele judeuzinho, e muda o Face pra pior. Vamos quebrar tudo se esse sultão não sair!”, afirmou o usuário do twitter @Abdul_Al_Ahraad. “O Face é nosso!”, twitou logo em seguida.
O sultão garantiu que vai tomar medidas para resolver a situação. “Estou entrando em contato com Zuckerberg. Apesar de ele ser judeu, temos que respeitar nossas diferenças em nome da paz e da ordem”, afirmou ‘Bu Sa’id. A proposta dele é, pelo menos em Omã, o Facebook voltar ao que era antes. “Eles têm que perceber que essa geração Y é muito ortodoxa quando o assunto é internet”, concluiu o premiê Omanense.
O assunto também repercutiu no restante do mundo. O chefe do Departamento de Obviedades da Universidade de Michigan John McKeena afirmou que “as redes sociais tem um papel importante no contexto da globalização, são revolucionárias”. Já na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi lembrou-se das férias de 93, quando fez um tour na companhia de Qadaffie pelos países árebes. “Bons tempos... O Qaboos fechou o melhor harém dele só pra gente, várias virgenzinhas de 16 anos. Lá isso é permitido, ao contrário desse país de merda”, rememorou.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
[LARANJAS QUATRO ANOS] Depois de tanto tempo, ainda não estamos maduros
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| Festas Laranjas em seu primeiro ano eram as mais divertidas do curso. Eu morria de inveja |
Eu ainda nem fazia parte da redação e já observava com inveja o sucesso absoluto que todos os seus membros adquiriam com as mulheres do curso de Jornalismo da UFSC. Festas constantes regadas a álcool e sexo livre e fácil marcaram seu ano de estréia, e eu só sabia que tinha que conseguir minha vaga nessa mamata de qualquer forma, não importando quão escusos seriam os métodos para sacramentar minha adesão.
Assim sendo, como qualquer jornalista que se preze tem de fazer ao longo de sua carreira, ofereci a total e irrevogável prostituição de minha ética deontológica ao editor-chefe e cafetão Bruno Volpato durante as férias de janeiro de 2009. Conseguia, enfim, a promessa de nunca mais ter que suar para conseguir a companhia das jovens estudantes maravilhadas que infestam os corredores do aquário.
Mal sabia eu, no entanto, que o que vêm fácil, vai fácil. O LARANJAS entrou então em uma época de nefasto ostracismo, a qual me recuso a acreditar ser o culpado. Dei o sangue por este blog, dediquei horas de trabalho para que conseguíssemos sair da sombra de gigantes como O Pasquim, Bundas, Onion e o Jornal da Globo, referências internacionais no Jornalismo de Humor. Infelizmente, o saldo para nossa equipe não é dos mais felizes.
Chegamos ao quarto ano de existência com quatro membros totalmente domados, reféns daquelas que juraram jamais colocar na frente dos companheiros de batalha. Marcone e eu, após o divórcio (o amor não acabou. Eu culpo a gonorréia) de nosso relacionamento de mais de 30 meses, somos agora os últimos bastiões do orgulho macho por essas bandas, e não é como se a vida tivesse sido fácil. É verdade, pode perguntar por aí. Ralamos pra caramba nestes últimos tempos. Afinal, casos extra-conjugais sempre foram encarados com muita naturalidade por ambos.
Acho que o que estou tentando dizer é: parabéns, LARANJAS. E muito obrigado por todos os abraços, todas as palavras de apoio, todos as risadas e sorrisos sinceros, todas as caminhadas pela praia sob a luz do luar, todos os ombros amigos, todos os afagos e todas as deitadas de conchinha após o coito, mas vocês merecem mais. Não, não são vocês, sou eu. Acho que não estou pronto para esse tipo de comprometimento. Queremos coisas diferentes e quatro anos é um tempão, né? Ainda há tanto o que fazer com as nossas vidas... Não, por favor, não faça cena. Com o tempo vocês verão que é melhor para todo mundo. Olha, ainda gosto muito de vocês e não quero perder a amizade. Podemos ser amigos. Isso, por favor, pare de chorar. Eu te ligo. A gente se vê por aí.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Petersen & Tavella's Corporation rumo a mais um fracasso
Depois do Núcleo Esportivo do Thome Rosas e da Associação Atlética das Meninas da Atlética, a Petersen & Tavella's Corporation anunciou, nesta terça-feira, mais um plano que deverá acabar na mão de terceiros - o Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo de Tomás e Marcone.
A sociedade, que também promove churrascos medíocres e excursões exclusivamente masculinas para Oktoberfest de Blumenau, deverá entregar ainda este ano um projeto editorial promissor a qualquer um que mostrar um pouco mais de empenho. "Nosso foco não é tocar projetos, é criar", revelou o goiano da dupla, que ainda não compôs um repertório para ser usado por outros artistas. Ainda.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Michel Teló lança o primeiro livro de gênero sertanejo até dezembro
O sucesso de vendas,de cds e, obviamente, camisinhas, Michel Teló, anunciou neste sábado, 18, que irá escrever o primeiro livro do gênero sertanejo do Brasil até dezembro. A história do livro será baseada na mesma que o inspirou para realização da música Ai se eu te pego, novo sucesso do craque musical.
Na música, Michel Teló conta a história de dificuldade que passou em uma balada e várias dúvidas que teve no recinto. A mais importante delas foi se dizia ou não para uma gata que passava ao seu lado a frase: “Delícia, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.
“Passei por muitas dificuldades na minha vida, até acertar a cantada certa. Levei vários foras, até o ai se eu te pego. É uma abordagem fantástica”, explicou Teló. O cantor também irá revelar no livro que sofria bullying quando criança. “Me chamavam de Michael. Isso me deixava triste”, contou com exclusividade à redação dos laranjas. Hoje, Telozinho, como gosta de ser chamado, desconta o bullying que sofreu nas mulheres, mas de uma forma que, aparentemente, elas gostam.
Laranja: Rafael Hertel às 23:42 0 espremida(s)
Seções: Clássicos Laranjas, Literatura, Música, Rafael
[LARANJAS QUATRO ANOS] O gosto amargo e rançoso do de uma laranja podre
| Foto de quando eu era calouro do JorUFSC |
Culpo todos os que escrevem aqui, mas principalmente eu, o membro mais velho e, portanto, supostamente mais prudente em escrever cretinices. Apenas supostamente. A lista enorme de projetos abandonados no meio me credencia a destaque negativo nesses quatro anos. O primeiro que vem à mente é a novelaranja "Gênese de um cafa", que combinava realidade e ficção na saga do que seria a minha transformação, quando jovem, em um grande pegador. Não bastasse a premissa por si só pouco crível, a história foi abandonada no quinto capítulo, quando começaria a pegar pesado na depravação. No entanto, esta série rendeu uma das minhas melhores atitudes no LARANJAS: justamente a decisão de interrompê-la, antes que eu virasse um motivo ainda maior de piadas.
Creio que as pessoas riram mais de mim que comigo nesses quatro anos. Em muitos momentos confundi vida pessoal com profissional e postei coisas que não tinham a menor coerência com a linha editorial que eu mesmo propus para o LARANJAS. Logo no primeiro ano, quando calouro, fiz a cobertura de uma edição do Tim Festival única e exclusivamente para atrair leitoras indies e hipsters, exatamente o tipo de mulher que (mais) me despreza. Em nenhuma das três postagens havia uma boa piada ou mesmo uma frase remotamente engraçada. Não que eu seja uma sumidade e as pessoas riam litros do que escrevo, mas sempre é conveniente lembrar que este é um blog de humor.
Tive bons momentos, não nego. Alguns deles, porém, acabaram gerando enormes equívocos. Criei um obituário, chamado "Seção Presunto Fresco", que tinha o extremo bom gosto de questionar a relevância de figuras públicas que recém haviam abotoado o paletó de madeira. Humor negro de qualidade. Tudo foi por água abaixo, porém, quando tive a brilhante ideia de sacanear o príncipe de Petrópolis que morreu na queda do avião da Air France. O LARANJAS aparecia em primeiro quando se googlava nome do rapaz. Resultado: milhares de acessos e algumas pessoas defendendo meu assassinato nos comentários. Retirei o texto, o que provocou a ira do colega César Soto. Ira que se transformaria em puro desprezo quando, pelos mesmos motivos, censurei um post do Marcone a respeito de um sujeito que se suicidou no Iguatemi. Não lido bem com críticas e, principalmente, com ameaças de morte.
Aliás, procure algum post meu no período eleitoral do ano passado. Ou qualquer post. Em nome de um recém-adquirido profissionalismo, silenciei durante a campanha majoritária nacional mais vergonhosa da história da democracia brasileira. "Ah, seus empregadores devem ter te censurado", especula o romântico leitor. Seria uma honra, porque isso significaria que alguém verdadeiramente ocupado lê o LARANJAS. Foi uma inexplicável auto-censura, falta de bolas em português claro, tanto que não tive pudores em usar o Twitter para atacar candidaturas que não me agradavam. Acho que pensava que seria mais fácil argumentar que me expressei mal em 140 caracteres que num texto de 2000 toques.
Resta-me apenas lamentar ter entrado em alta velocidade nesta rua sem saída que é o LARANJAS. Escrever humor é um comprometimento de vida, porque gera a estúpida necessidade de sempre fazer as pessoas rirem. Uma dependência, até. Diariamente olho os relatórios de acesso, esperando um miraculoso crescimento de leitores, mas tenho que me contentar com onanistas que vêm em busca de um vídeo erótico de uma vadia paraguaia, cortesia de Tomás Petersen. Sim, pois depois de quatro anos de esforços no sentido de sempre melhorarmos a qualidade dos nossos textos, temos que conviver com o fato de que quase 50% do nosso público é composto de sujeitos querendo se masturbar com um pornô caseiro da Larissa Riquelme.
E sabe o que é pior? Esse vídeo não existe. Eu procurei e, sem querer, caí no LARANJAS.
sábado, 17 de setembro de 2011
Neymar anuncia que vai trocar de esporte
Em coletiva de imprensa realizada no começo da noite de ontem (16), o atacante do Santos e queridinho do Brasil Neymar anunciou que vai largar o futebol e passar a jogar vôlei. O argumento principal defendido pelo jogador foi que o futebol é um esporte muito violento. "Sofro perseguição, apanho em todos os jogos. Já o vôlei é um esporte que preserva nossa individualidade, não corro o risco de me machucar". Ao lado do papai, que também é seu empresário, a jovem promessa chegou a chorar quando lembrou do carinho da torcida: "Infelizmente, o vôlei nesse país não dá muito dinheiro, não vou ter grana pra comer mulheres, mas é um sacrifício que vai valer a pena. Espero que todos me acompanhem nessa nova fase da minha carreira".
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| Com fama de cai-cai, agora Neymar só vai ao chão para defender saques |
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Laranjas reivindica o retorno da Praça Vermelha ao curso de Jornalismo da UFSC
Este é um momento muito sério. Vivemos em uma época cuja convergência de mídias aponta uma revolução tecnológica e profissional, porém, o que parece mais desgastante para quem faz um curso de Jornalismo na UFSC atualmente é que certas tradições ficaram engavetadas, como deveriam ficar as pautas sobre cabras domésticas que são exibidas em telejornais de grande audiência . O passado está sendo renegado.
Para quem não está entendendo o tom melancólico desta mensagem, convido-lhes a viajar no túnel do tempo. Na mesa de discussão sobre os rumos de um foca, ontem, na 10ª Semana de Jornalismo na UFSC, o jornalista Marques Casara relatou sobre o que mais gostava da época em que era estudante da baiúca. Sem titubear, revelou que era o usufruto da “praça vermelha”. Um espaço estudantil e organizado, institucionalmente patrocinado, onde as ideias inovadoras eram discutidas e... na verdade, conclamou, era um local basicamente para a livre iniciativa de sexo, drogas e Rock'n Roll. O Éden na terra, bem mais Paraíso que a estação metroviária de São Paulo.
Mas como o propósito tinha uma função edificante, filosoficamente falando, e contando a quantidade cada vez mais desesperadora de desistências no curso depois do Golpe que fechou o espaço, estamos promovendo um abaixo assinado para o retorno da “praça vermelha”. O centro político e religioso do nosso curso. O Kremlin só de nome, sem russos, comunistas ou desfiles militares. É a materialização dos prazeres da vida pelos estudantes de jornalismo que, precisando encarnar baixos salários e uma rotina massacrante de trabalho, aproveitavam o espaço para dessacralizar as pressões do cotidiano.
O sonho de uma revolução está de volta. Esta mensagem panfletária tem somente um propósito: conclamar as massas a lutarem por uma ideia que ficou renegada às traças vociferantes da censura no passado e que nunca mais reviveu a liberdade surubística estudantil. A briga pelo retorno desta sétima maravilha do mundo é uma reivindicação social, antes de tudo, legítima de respeito aos colegas que vivenciaram esta época de muita festa.
Os próximos dez dias que virão, caso a lista complete um abaixo assinado de dez nomes, podem abalar o mundo (e o curso de jornalismo). Depende somente de você.
Abaixo um vídeo comparando esta época com o que virou atualmente o espaço sepulcral e bacanístico do curso. Para quem não viu, um convite à história:
TSE admite que Sarney foi eleito dono do Brasil em 2006
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| Um jovem José Sarney celebra sua 1ª eleição: musa do carnaval de São Luís de 1922 |
"Já não dava mais pra esconder, né amigo? De novo botam um sujeito que não entende porra nenhuma de Turismo, uma pasta vital para o desenvolvimento econômico do país, única e exclusivamente porque o Sarney mandou... O que você quer que eu diga? Vamos parar de hipocrisia!", afirmou um revoltado Lewandowsky à reportagem do Laranjas. Ele admitiu que, apesar de acreditarem estar apertando o botão verde para eleger um senador, os eleitores amapaenses na verdade escolheram o dono do Brasil pelos próximos oito anos.
Lewandowsky explica que o acordo foi costurado pouco antes das urnas eletrônicas serem lacradas, através de uma gambiarra inexplicável, com a presença do próprio Sarney e do Osso, seu companheiro inseparável. Questionado se isso era justo, ou seja, se um estado com 360 mil eleitores poderia apontar um sujeito que mandaria nas ações de toma-lá-dá-cá no Brasil por oito anos, o ministro do TSE respondeu "não, óbvio que não é, mas o que você vai fazer a respeito disso?"
Pois é. Uma hashtag no Twitter, talvez?
Google quer ser Laranjasblog

Antevendo o sucesso irreversível deste blog, que deve chegar a casa dos 100 mil acessos diários na semana de aniversário*, a marca Google prestou uma singela homenagem em seu principal site nesta sexta-feira. A capa da empresa traz no topo a já conhecida logo do blog — duas laranjas escondendo o rosto, em meio a um pomar promíscuo de moranguinhos e goiabas — envolta por dois "g", dois "o", um "l" e um "e".
Em nota escrita especialmente para este post, a equipe do blog agradeceu a lembrança e aproveitou para convidar a todos os usuários da Google a se juntar aos leitores do blog numa orgia regada a bagaços de laranja e fanta com vodka barata, a ser realizada no Terminal Urbano do Saco dos Limões, terça-feira, 20 de setembro — aniversário de 4 anos do Laranjasblog.
*Fonte: Estimativas do Laranjas Analytics
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
[EXCLUSIVO] Wikileaks foi responsável pelo vazamento de fotos de Scarlett Johansson
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| "Agora não precisamos mais só imaginar" |
Jornal do Almoço exibe maior vaca parada do estúdio
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| Cow Parade no Leste Europeu |
A promoção segue uma modinha mundial de expor ao ridículo réplicas do animal sagrado no Oriente e sugado e comido no Ocidente. Nas versões catarinenses, o original deve prevalecer, com ilustrações que remetem a Serra Catarinense, peixes e a colonização alemã. O local de exposição escolhido para Florianópolis deve pegar os manezinhos de surpresa: Beira Mar Shopping.
Novos minicursos serão ministrados na 10ª Semana do Jornalismo na UFSC
A 10ª Semana de Jornalismo na UFSC está oferecendo novas opções para quem já cansou dos minicursos disponíveis. A ideia é que as alternativas promovam um ensino baseado nas necessidades da profissão – o que até o momento não ocorre, pois há uma quantidade razoável de alunos lendo jornais murais expostos no corredor do curso enquanto ocorrem as aulas.
A primeira proposta é para situações de extrema privação no jornalismo. O minicurso de “Produção de café extra-forte em meias soquetes” ajuda os alunos a confeccionarem café de qualidade em condições desfavoráveis, como no caso de correspondência de guerra. Neste mesmo parâmetro, visando preparar o foca a um ambiente insalubre e selvagem, o “Como lidar com o desemprego após a formatura” já está com dez páginas de lista de espera.
Uma das grandes inovações neste ano é a criação do “psicografia jornalística”. Pai-de-santo que o diga! Sempre houve a discussão no campo ético se o jornalista é ou não o gatekeeper das informações. No entanto, agora é a oportunidade de provar que ele pode ser o médium. Isso mesmo! O minicurso irá ensinar técnicas de entrevista com espíritos e transmissão de informações via teléus ou infernex (a rede de comunicação do céu ou inferno - depende para que lado você trabalha).
Além disso, a convite da equipe de organização, o pneumologista Carlos Tabaco Soares ministrará o curso que debate os destinos dos pulmões da profissão: “como diminuir a dependência ao cigarro”. Segundo pesquisa do centro de estudos da nicotina em Michigan, de cada dez jornalistas atuando na grande imprensa, cinco fumam quatro carteiras de cigarro por dia, três já perderam o pulmão esquerdo e dois infelizmente já não estão mais aqui para dar entrevista.
Em paralelo ocorrerá a mesa redonda pela internet de “Como conquistar mulheres nas redes sociais”. As cantadas que estão na moda, os novos approaches virtuais e a paudurescência em 140 caracteres serão tema para duas horas de discussão sem intervalo – porque toda logística de uma mesa redonda é para que sejam suficientemente longas a ponto de tornarem-se chatas.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Laranjadas da Semana [3] - Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo
- Apenas uma palestrante esteve presente para representar a Agência Pública, Natália Viana. A outra, Marina Amaral, alegou lesão e não viajou com o resto da delegação, sendo vista tomando algumas dezenas de saqueirinhas com o atacante Fred, do Fluminense;
- Natália, aliás, trouxe livros para tentar, de acordo com palavras da própria, subornar os presentes. Aqueles que fizessem as melhores perguntas levariam as publicações. No entanto, nenhum aluno da Estácio de Sá ganhou, apesar de terem feito questionamentos de nível muito superior;
- Falando nos livros, um dos membros da redação do LARANJAS foi agraciado, após intensa troca de olhares com a palestrante. O fato gerou extremo mal-estar com a patroa do rapaz, que acompanhava tudo pela internet. "Foi mal!", declarou o jovem. Após o fim da sabatina, no entanto, o intrépido e isento jornalista foi trocar algumas palavras com Natália, certamente apenas para pegar um autógrafo e fazer o bom e velho networking;
- Em uma laranjada completamente não relacionada à anterior, pedimos desculpas pela falta de qualidade deste post. Tomás Petersen era o Laranja designado para escrever este relato, mas, de última hora, teve um compromisso inadiável ainda para esta noite, que deve mantê-lo ocupado até amanhã no começo da tarde, quando sai o vôo para São Paulo levando uma certa jornalista independente para casa.
[ATUALIZAÇÃO - 15/09 02h20]
- De acordo com informações de Milena Lumini, uma das organizadoras do evento e mediadora da sabatina, o compromisso de Tomás Petersen deve se estender até o fim de semana, com a desculpa de que irá assistir o resto da programação da 10ª Semana de Jornalismo. De acordo com as investigações do LARANJAS, essa decisão de prolongar a estadia em Florianópolis foi tomada subitamente, durante um jantar a luz de velas com um dos ganhadores dos livros.
Laranja: César Soto às 23:30 1 espremida(s)
Seções: César, Jornalismo, Laranjadas, Semana do Jornalismo, UFSC
terça-feira, 13 de setembro de 2011
LARANJAS é censurado na 10ª Semana do Jornalismo da UFSC
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| Rodrigo Martins, participante da mesa, entre os bundões da organização |
Há quatro anos no ar, é a primeira vez que sofremos esse tipo de perseguição por outros jornalistas, já que a censura ao blog anteriormente era feita apenas pelo editor-chefe e Bruno Volpato, que sou eu. Não vamos aceitar esse ato terrorista desse bando de calouros fascistas futuros empregadinhos dos PIGs, e vamos reclamar em todas as redes sociais. Não vai ficar barato. Já criamos um evento no Facebook convocando uma marcha, além da hashtag #foramaranhão no Twitter já estar nos TTs da UFSC.
Cansamos de preconceito, mas não vamos abandonar a melhor cobertura desse megaevento, negando aos nossos milhares de leitores o direito à informação. Blogueiro de humor também é gente! TODA CENSURA É BURRA!!!
Laranja: Bruno Volpato às 19:23 4 espremida(s)
Seções: Bruno, Celebridades, Semana do Jornalismo, UFSC
Webconferências Laranjas
Seguindo a onda de webconferências desta 10ª Semana do Jornalismo, nós, do LARANJAS (que não podemos ver algo fazendo sucesso que corremos para "homenagear"), não ficamos atrás. A partir da próxima sexta-feira, dia 16, damos início a uma série de psychconferências com os maiores nomes da história do jornalismo, como Edward Murrow, Paulo Francis, Ernest Hemingway, Apporelly (o Barão de Itararé), Stanislaw Ponte Preta e Euclides da Cunha.
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| Hunter Thompson falará sobre a facilidade em abordar fontes |










