segunda-feira, 14 de abril de 2008

Egresso da UFSC pede indenização referente à ditadura

O professor de história Ernesto Noam, formado na Universidade Federal de Santa Catarina, entrou ontem com uma ação na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pleiteando uma indenização por supostos danos sofridos graças ao período da ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985. Ele afirma que as recentes indenizações milionárias recebidas pelos jornalistas Ziraldo e Jaguar não têm nada a ver com seu processo, pois ele não lê nada que sai na imprensa marrom e golpista. Ao ser indagado pelo LARANJAS sobre como ele sabia que a imprensa marrom e golpista havia noticiado as indenizações, já que não a lê, Noam disse algo sobre sua faxineira oprimida pelo sistema só assistir à Globo, mas não entendemos bem o que ele quis dizer com isso.

O detalhe interessante é que Ernesto Noam nasceu em agosto de 1980, já nos estertores do governo militar. Como, então, ele pode ter sido prejudicado pela ditadura? "Olha, eu tenho a luta contra a opressão no sangue cara! Fui concebido durante a Novembrada, quando meus pais, que eram do DCE da UFSC na época, se excitaram com os xingamentos ao Figueiredo e foram dar uma cutucadinha numa viela perto da Felipe Schimidt", explica o professor. Confrontado pelo LARANJAS com o fato de que, portanto, sem o governo autoritário ele não teria sido concebido, Noam disse algo sobre endurecimento com ternura, mas não entendemos bem o que ele quis dizer com isso.

A grande reclamação do professor, porém, é em relação aos danos morais que o período da ditadura teria causado. Noam diz que boa parte dos sete anos (1997-2003) que levou para completar a faculdade de história na UFSC foram dedicados ao movimento estudantil, ao consumo de maconha e, portanto, a uma incontrolável saudade de uma ditadura militar que ele não viveu. Assim, ele se considera prejudicado por ter perdido um enorme tempo acampado junto com grevistas (foram quatro greves na UFSC, no período em que ele esteve lá), tentando recriar o clima de contestação que havia entre os universitários de 1964 a 1985, além ter parte do seu cérebro danificado pela assimilação de teorias estapafúrdias e ultrapassadas lecionadas por professores do CFH que até hoje não foram informados que o muro de Berlim já caiu. Confrontado pelo LARANJAS com gargalhadas e a acusação de que aquilo só poderia ser uma piada, Noam disse algo sobre sermos um bando de reaças que nunca conseguirão trabalhar no Pasquim, mas não entedemos bem o que ele quis dizer com isso.

O que realmente machuca Ernesto Noam, na verdade, é ter que dar aulas de história em cursinhos pré-vestibulares de Florianópolis. Ter que conviver com adolescentes consumistas e funcionalmente analfabetos, para ele, é a grande conseqüência nefasta que a ditadura militar lhe imputou. "Se o governo Jango tivesse continuado, estaríamos vivendo hoje numa sociedade socialista e feliz. Lutamos contra os militares por esse sonho, que era o de restaurar a liberdade no Brasil. Hoje, eu não precisaria estar dando aulas para esse bando de idiotas entrarem na UFSC e arruinarem o que sobrou de revolucionário por lá!", lamenta o professor. Confrontado pelo LARANJAS com a verdade histórica de que socialismo e liberdade nunca andaram juntos e, principalmente, que, por sua idade, o máximo pelo que ele poderia ter lutado era contra o aumento do preço do almoço no RU, Noam suspirou e disse algo sobre os bons tempos em que jornalistas eram enforcados, mas não entedemos bem o que ele quis dizer com isso.

3 comentários:

Anônimo disse...

hahahahaha mto bom!! Pena que não entendi muito bem o que você quis dizer com isso...

Jéller

Anônimo disse...

Porra! Esse tal de Jéller tirou a minha "tirada". Vagabundo!

gabriel.luisrosa disse...

"A verdade histórica de que socialismo e liberdade nunca andaram juntos"? "Teorias estapafúrdias e ultrapassadas lecionadas por professores do CFH"?!

Seus reaças!