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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jovem processa Facebook por ainda não ter a nova timeline

Pietra se desespera por não ter a timeline
A estudante Pietra Gonçalo entrou com uma ação de reparação por danos morais contra o Facebook e seu dono, Mark Zuckerberg, na 14ª vara cível de Florianópolis, no bairro Estreito. A jovem de 21 anos, estudante de Direito na Universidade Federal de Santa Catarina, alega que está sofrendo perdas irreparáveis por ainda não possuir a nova Timeline, serviço lançado com alarde pela rede social há pouco mais de um mês.

"Tipo assim cara, os caras prometem super que o Face ia revolucionar e tals, e aí não vem pra mim, cara...", afirma Pietra. A estudante diz que o modo antigo do Facebook não permite que ela personalize de forma adequada suas fotos, o que impossibilita que seus amigos acompanhem correta suas idas às festas da universidade. "As fotos da Tourada estão aparecendo antes das da Insanitária, cara... COMO ASSIM?!?!", completa.

Pietra afirma ter lido em torno de 25% do contrato de uso do Facebook e que, pode, com certeza, afirmar que tem um caso. Seu namorado, Tiago Demirona, concorda. "Eu também li quase metade do contrato, e ali fala claramente que todo mundo igual no Face, tipo Constituição, mano", defende o rapaz, que é formado em Direito, mas como não passou no exame da OAB, não pode representar a namorada.

O outro lado - Procurados pela reportagem do LARANJAS, o escritório de advocacia que representa o Facebook no Brasil disse que aguarda notificação da justiça para se manifestar. No entanto, o próprio Mark Zuckerberg postou em seu perfil na rede social um comentário que pode ter a ver com o caso. "Vocês brasileiros não aprendem mesmo", diz a nota. O LARANJAS procurou então Pietra Gonçalo para saber sua opinião sobre a nota, mas não conseguiu encontrá-la em lugar nenhum. Nem no Facebook.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Volta do RU movimenta UFSC

Depois da Pegadinha do Mallandro de segunda-feira, quando todos esperavam a abertura que não aconteceu, o RU finalmente voltou hoje (27). Os universitários perdoaram a piada e homenagearam os trabalhadores do restaurante com A Maior Fila de Todos os Tempos, que chegou a rótula do CCE. Famintos, a legião de estudantes devorou ao todo três toneladas de carreteiro, feito com as sobras de todos os churrascos promovidos pelos servidores durante a greve; cinco caixas d'água de suco, 10 carrinhos de mão de farofa e cinquenta panelas de arroz e feijão.

A volta do Restaurante Universitário também despertou o espírito empreendedor em algumas pessoas. O estudante de Biologia Rodrigo Bastos aproveitou a oportunidade para ganhar um dinheiro extra: ele não revelou a notícia ao seu pai, que mora em Sorocaba, e continua lhe enviando 15 reais por dia para almoço. "Pretendo investir esse dinheiro em churrascos, baladas e maconha". Já o graduando em Ciências Sociais Roberto Adamastor viu nas grandes filas um ótimo negócio: ele entra nelas, e quando está lá na frente, vende seu lugar. Hoje, no dia da reabertura, ele lucrou 50 reais. "É incrível como muita gente não sabe que furar a fila sem pagar é uma prática comum", revelou, em off, para a reportagem do LARANJAS.

Universitário já está acostumado com filas: xerox, BU, trânsito. "Por 1,50, até injeção na testa", conta um calouro.
De olho na concorrência - Depois de meses de preços altos e lucratividade elevada, os demais restaurantes do entorno da UFSC estão preocupados com a perda de clientela. José Antônio Cardoso, proprietário de um bifê a quilo no Pantanal, buscou uma solução para evitar o prejuízo. Ele vai reformular seu restaurante, para entrar em concorrência direta com o RU. O preço será R$ 1,49, um centavo a menos, "e prometo dar o troco exato", conta Cardoso. Para possibilitar esse desconto, já que não é subsidiado pelo governo, o proprietário vai cortar os gastos na cozinha: a bandeija de lata só terá três divisórias (enquanto a do RU possui seis), o cardápio vai ser arroz ou feijão, salsicha, meio ovo cozido, e de sobremesa, metade de uma laranja. "O universitário não liga para o cardápio, ele quer é pagar barato", explica. A única ameaça para o empresário são os dias em que o RU serve Strogonoff: "Batata palha à vontade é um grande apelo".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Laranjadas da Semana [3] - Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo

- Apenas uma palestrante esteve presente para representar a Agência Pública, Natália Viana. A outra, Marina Amaral, alegou lesão e não viajou com o resto da delegação, sendo vista tomando algumas dezenas de saqueirinhas com o atacante Fred, do Fluminense;

- Natália, aliás, trouxe livros para tentar, de acordo com palavras da própria, subornar os presentes. Aqueles que fizessem as melhores perguntas levariam as publicações. No entanto, nenhum aluno da Estácio de Sá ganhou, apesar de terem feito questionamentos de nível muito superior;

- Falando nos livros, um dos membros da redação do LARANJAS foi agraciado, após intensa troca de olhares com a palestrante. O fato gerou extremo mal-estar com a patroa do rapaz, que acompanhava tudo pela internet. "Foi mal!", declarou o jovem. Após o fim da sabatina, no entanto, o intrépido e isento jornalista foi trocar algumas palavras com Natália, certamente apenas para pegar um autógrafo e fazer o bom e velho networking;

- Em uma laranjada completamente não relacionada à anterior, pedimos desculpas pela falta de qualidade deste post. Tomás Petersen era o Laranja designado para escrever este relato, mas, de última hora, teve um compromisso inadiável ainda para esta noite, que deve mantê-lo ocupado até amanhã no começo da tarde, quando sai o vôo para São Paulo levando uma certa jornalista independente para casa.

[ATUALIZAÇÃO - 15/09 02h20]
- De acordo com informações de Milena Lumini, uma das organizadoras do evento e mediadora da sabatina, o compromisso de Tomás Petersen deve se estender até o fim de semana, com a desculpa de que irá assistir o resto da programação da 10ª Semana de Jornalismo. De acordo com as investigações do LARANJAS, essa decisão de prolongar a estadia em Florianópolis foi tomada subitamente, durante um jantar a luz de velas com um dos ganhadores dos livros.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

LARANJAS é censurado na 10ª Semana do Jornalismo da UFSC

Rodrigo Martins, participante da mesa, entre os bundões da organização
O LARANJAS vem a público repudiar as ações da organização da 10ª Semana do Jornalismo da UFSC, que censurou as perguntas enviadas pelos repórteres do blog presentes à mesa de discussão a respeito de mídias sociais. Muito embora tenha feito perguntas de qualidade superior às que foram transmitidas aos participantes esquisitinhos da mesa, o LARANJAS foi claramente censurado pela mediadora Luísa Pinheiro.

Há quatro anos no ar, é a primeira vez que sofremos esse tipo de perseguição por outros jornalistas, já que a censura ao blog anteriormente era feita apenas pelo editor-chefe e Bruno Volpato, que sou eu. Não vamos aceitar esse ato terrorista desse bando de calouros fascistas futuros empregadinhos dos PIGs, e vamos reclamar em todas as redes sociais. Não vai ficar barato. Já criamos um evento no Facebook convocando uma marcha, além da hashtag #foramaranhão no Twitter já estar nos TTs da UFSC.

Cansamos de preconceito, mas não vamos abandonar a melhor cobertura desse megaevento, negando aos nossos milhares de leitores o direito à informação. Blogueiro de humor também é gente! TODA CENSURA É BURRA!!!

Laranjadas da Semana [2.1] - Palestra de Zé Hamilton Ribeiro

Ao contrário de um de meus colegas de redação, que após postar a última Laranjada foi a um jantar romântico seguido de "ah, você sabe... [piscadela de olho]" com um certo palestrante septuagenário, existe uma parcela de nossa equipe que não se deixou levar pelo charme de sua voz suave, pela atração animal de sua barbicha grisalha, ou pelo poder foderengo de um homem com sete prêmios Esso na prateleira.

Isso dito, algumas observações feitas durante sua palestra desta noite de segunda-feira, dia 12.

- Contrariando as expectativas de que os filmes favoritos de um ex-correspondente de guerra ou jornalista velha-guarda badass motherfucker como José Hamilton Ribeiro fossem produções como Apocalipse Now, Couraçado Potemkin, Todos os Homens do Presidente ou, por que não?, Duelo na Hora do Banho, o de Zé Miltinho é não outro que Billy Elliott, aparentemente.

- Matando a charada sobre o sexo oposto, declara: "Da cintura pra baixo, a mulher tem controle. Dali pra cima, elas precisam de ajuda."

- Empolgado, ZH tenta vaga no LARANJAS:
"...tem a lua certa para plantar mandioca... a lua de mel."

- JET SKIS AÉREOS!!!! - isso não é nem engraçado, só é uma PUTA IDÉIA mesmo. Merece mais um Esso só por isso.

[ATUALIZAÇÃO - 13/09 12H45]

- Dois homens do curso de Jornalismo da UFSC não choraram ao ver a morte do potrinho, levantando sérias questões sobre sua homossexualidade.

- Zé Hamilton encerrou sua participação deixando uma pertinente pergunta a todos que assistiam, e que nós impertinentemente não iremos publicar. Estávamos todos chorando com a morte do potrinho.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Laranjadas da Semana [2] - Palestra de Zé Hamilton Ribeiro

Caro leitor:
havíamos pensado em várias piadas engraçadíssimas, porém maldosas, sobre o palestrante. A proposta era "perguntas que nunca seriam feitas ao José Hamilton Ribeiro". Porém, quando o velhinho começou a falar, percebemos que ele é tão fofo que seria de péssimo gosto fazer qualquer piada a respeito. Ultrajante, lamentável, contra todos os princípios éticos que nós, membros honorários do Partido da Imprensa Golpista, seguimos.

Com a situação toda, o auditório lotado, o renomado jornalista compartilhando suas experiências, a sede por conhecimento daquela juventude vigorosa, chegamos a duas e somente duas conclusões:

1 - Sobrancelhas não ficam grisalhas;
2 - Para a próxima Semana do Jornalismo, busquem patrocínio da Axe.

Gratos.

Laranjadas da Semana [1] - Mesa de Cobertura de Conflitos Agrários na Amazônia

- Pesquisa LARANJAS da plateia indica que: 78% nunca ouviram falar de cobertura jornalística de conflitos agrários na amazônia; 36% só vieram para reservar lugar para o Zé Hamilton Ribeiro; 14% estavam com o notebook ligado - facebook, twitter, etc.; 89% dos que fizeram pergunta as inventaram na hora para ter seu nome dito publicamente e em voz alta; 50% dos presentes eram da organização; 95% dos calouros bocejaram três vezes a cada cinco minutos. A margem de erro é de 12,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

- Alunos da Unisul que estiveram presentes relataram que essa foi a melhor aula de suas graduações.

- Giovanni Bello saiu antes do fim, cabisbaixo, triste por não terem dado uma câmera para ele.

- Aliás, finalmente esta organização se tocou que não precisa ficar tirando fotos incessantemente, a toda hora, o tempo todo, da mesa.

- Parabéns aos calouros, que com 1 mês de curso já são da organização!

- E a Isadora Mafra, também da equipe organizadora, que depois de três semanas continua bronzeada?

- E o Torugho, mediando a mesa sobre conflitos agrários, com uma puta cara de jagunço?

O mediador no centro, barbudo e descabelado, com cara de maluco

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

10ª Semana de Jornalismo começa com o pé na porta

Inovando com ousadia, a 10ª Semana de Jornalismo da UFSC mostrou que esta edição vai abalar os próximos dias no melhor Curso de Jornalismo do país. Empolgado com a abertura do evento, Alecs Sobradinho, aluno da terceira, quarta e quinta fase da graduação, quando soube que nesta sexta-feira já tem palestra, não hesitou - pegou um artigo da velharia que se acumula no Departamento e atirou contra a porta de vidro que dá acesso ao corredor.

Testemunhas que acompanharam o ato intepestivo relataram que o estudante teria questionado minutos antes "Hoje tem Semana?". Ao ouvir "Tem, sim senhor!", o jovem entrou rapidamente na secretaria abandonada desde o início da greve e saiu segurando um monitor "tubo". Ainda com sorriso no rosto levantou e jogou contra a porta de vidro, que continha vários avisos importantes.

A chefe do Departamento, Batte Peixeira, imediatamente acionou a segurança para denunciar o ato, considerado em reunião extraordinária do departamento como vandalismo por unanimidade. "A Semana de Jornalismo é muito válida, mas o computador ainda funcionava, né? Podia ter jogado aquele retroprojetor da sala 009, que não funciona nunca", argumentou.

Alecs Sobradinho tem 25 anos e não gosta de rotina, nem de portas de vidro. Como punição, o colegiado do curso solicitou a secretaria do DESEG que ele cole os avisos pelo corpo até a conclusão da reforma.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estudantes prometem desocupar a reitoria

Estudantes que acampam na reitoria dormem em barracas de 400 reais
Depois do anúncio do reitor da UFSC Álvaro Prata, os estudantes revoltados com o sistema anunciaram que vão descocupar a reitoria só depois do dia 10. Em reunião com os pró-reitores, chegou-se à conclusão de que, por causa do expediente paralisado, as bolsas estágio e permanência não serão pagas no prazo. A reitoria da UFSC está ocupada pelos estudantes desde quinta-feira, em protesto contra um monte de coisa ao mesmo tempo. 

O estudante de Design de Produtos da Imaginarium Luiz Augusto Ferreira, 32 anos, está preocupado. Ele está cursando a décima quarta fase, e ao fim do mês já está sem dinheiro. Ele recebe da UFSC uma bolsa permanência, vale-alimentação, auxílio baladas, ajuda de custo para cervejinha e também possui um estágio remunerado. “ Se essa grana não cair no dia 10, não vou ter nem como abastecer o tanque do carro que papai me deu”, lamenta Ferreira. 

Um dos líderes do Diretório Central dos Estudantes, que articulou a manifestação, o estudante de Marxismologia Contemporânea João Taylor da Silva, 19 anos, acusa a reitoria da universidade de chantagem: “Eles estão mexendo no nosso bolso para nos obrigar a sair”. Segundo ele, a principal justificativa do protesto é a falta de cultura. “Isso é tudo uma conspiração entre a sociedade burguesa e o Partido da Imprensa Golpista, para alienar a juventude e derrubar a Dilma do poder”, esclarece Silva.

Dia de folga
Em nota, o DCE da UFSC anunciou que fará, no domingo, uma folga nas manifestações. O motivo alegado é a 19ª rodada do Brasileirão, conhecida com a Super Rodada, na qual todos os jogos serão clássicos estaduais. “Por que o estudante e o operário sofrem muito, e merecem tomar sua cervejinha e ver o seu time jogar de vez em quando”, justificou o documento.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Curso de Jornalismo da UFSC é premiado mais uma vez

Após 18 títulos conquistados no primeiro semestre deste ano, incluindo o prêmio SABU de Graduação Mais Sóbria e Careta e o NOCU de Festas_Acadêmicas#sohquenao, o Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina levou mais uma. Na noite desta segunda-feira, representantes de primeira a quinta fase foram homenageados na Assembleia Legislativa de Pindamonhangaba-SP por atingir o recorde de reuniões de grupo. Concorreram nesta edição todas instituições públicas, privadas, autarquias e ONGs deste Brasil, no período entre agosto de 2010 e julho de 2011.

Atualmente, a carga horária de atividades acadêmicas paralelas à graduação, tocadas voluntariamente pelos alunos e muitas vezes sem um professor orientador, beira o número de créditos necessário para se graduar. Destacam-se a Associação Atlética Graus Bons, o Centro Acadêmico Livre de Jornalismo, a Empresa Jr. Comunica, os programas da Rádio Ponto e a Semana de Jornalismo. Estas são compostas por nove estudantes em média que realizam em torno de 3 reuniões toda semana, pelo menos.

Silas Madeira, 18 anos, presidente de grampeador da Empresa Jr. Comunica, diretor de pompons da Associação Atlética Graus Bons, um dos organizadores da X Semana de Jornalismo, contra regra do programa Bola na Trave e secretário adjunto na gestão atual do Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho, twitou bem feliz “É nó-x, rapeize. #digdin”.

Já Priscila Novaes, 19, matriculada na quarta fase, acredita que “só a reunião constrói”. “Eu acredito mesmo nisso. Acho que quando a gente discute em reunião, mesmo quando só dois ou três que tomam as decisões e você fica lá só observando e votando, o Curso e, consequentemente, a nossa formação pessoal e profissional tendem a agregar mais um diferencial para a concorrência do mercado de trabalho”, prolixou a atual monitora do Labtele e presidente do CA.

Único calouro na comitiva que viajou para o interior paulista, Jeferson Caiobá, 16 anos, pretende manter esta marca ao longo de sua graduação, mas por enquanto prefere somente acompanhar. “Eu entro na sala, fico olhando a discussão sem entender muita coisa e levanto a mão quando pedem. Foi uma surpresa ter sido chamado para receber o prêmio”, relatou Caiobá.

As reuniões, cada vez mais rotineiras no Departamento de Jornalismo da Federal, chegam a atrapalhar o trabalho de Dona Geni, uma simpática servidora, responsável pela manutenção e limpeza do espaço. “Tem dia que não tem sala vazia, menino. Eles entram em uma sala, ficam lá por umas duas horas, aí quando você acha que eles estão indo embora, já tem uma turma no banco de madeira esperando pra outra reunião. Eles merecem o prêmio”, afirmou Geni.

Segundo a coordenadora do colegiado, Raquel Longhi, o movimento não tem atrapalhado as aulas. “Bãhn! Pelo menos o meu cronograma ainda não foi prejudicado pelas reuniões dos alunos. Não sei os outros professores. Na verdade, nem sabia disto. Você já viu com o Eduardo? Qualquer coisa eu posso assinar”, divagou.

O Laranjas teve acesso a uma destas reuniões. Fomos acordados por seu Agenilton Dimas, porteiro do prédio do CCE. Dona Geni, que acompanhou nossa saída, revelou ter ocorrido pelo menos oito reuniões enquanto dormíamos.

TwitterApós o twet de Silas Madeira, vários outros recados pipocaram no microblog em comemoração, no início da madrugada:

“Vamos nos reunir para comemorar raçaaaaaaa!”
“Vamos pro CA”
“O Jornalismo da UFSC é muito massa”
“DigDin DigDin”
“Graus Bons”
“BUCETÃÃÃÃO”
“Graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaus!”
“Todas curte Lança Perfume!”

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Calouro de Jornalismo se forma no primeiro semestre

Boaventura: mais um jornalista feliz da vida
Vítima das constantes zoações dos veteranos, o calouro de jornalismo na UFSC (o melhor curso do Brasil) Reinaldo Boaventura conseguiu uma façanha até então inédita no ambiente acadêmico brasileiro: obteve o tão sonhado diploma em apenas um semestre. Segundo testemunhas, no segundo dia de aula, uma terça-feira, Boaventura chegou ao curso pela manhã com alguns minutos de atraso, sem saber em que sala era sua aula. Resolveu perguntar aos veteranos que estavam sentados no banco de madeira: "Onde que fica o Labtele?". Muito sacanas, indicaram o caminho errado para a sala 143, no fim do corredor, subindo as escadas.

"Foi então que eu entrei naquela sala, vi o professor e outros alunos e não titubeei. Sentei e prestei a atenção". Desinformado, Boaventura passou a assistir as aulas de "Projetos Experimentais", a disciplina do Trabalho de Conclusão de Curso. Sem perceber, assinou a lista de chamadas - o professor tampouco percebeu a confusão, pensou que se tratava de um estudante que não havia conseguido a matrícula. Enviou a lista com os nomes à secretaria do departamento para serem matriculados corretamente.

"Como é uma aula não-presencial, o rapaz não reprovou por falta", justifica o professor, que não quis se identificar. No final do semestre, Boaventura apresentou como o suposto TCC uma resenha de 20 páginas sobre um manual de telejornalismo. Foi conceituado com um unânime 10 pela banca, e agora aguarda ansiosamente pelo dia da formatura. "Estudei três anos em cursinhos para passar no vestibular, tirei 10 em redação. Acho que sei alguma coisa de jornalismo, e mereço esse diploma tanto quanto qualquer um - apesar de ele não valer nada", conta Boaventura.

Apesar de ter sido a graduação mais rápida da história, essa não foi o primeiro caso bizarro no curso de jornalismo. Conta-se que no passado havia na frente do CCE um cavalo abandonado que pastava do gramado. Como em quatro anos o dono não apareceu, o departamento o matriculou no curso e abonou suas possíveis faltas nas disciplinas - o pangaré tornou-se então bacharel em jornalismo pelo melhor curso do Brasil.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Camarão no RU surpreende universitários

Nesta quarta-feira (22), o Restaurante Universitário (RU) da UFSC surpreendeu o alunos com um prato nunca antes servido: estrogonofe de camarão. Em comunicado, a administração do RU divulgou que esse é um “marco para refeições mais elaboradas e refinadas, e que ainda teremos surpresas”. O anúncio feito na segunda-feira não havia sido levado a sério pelos estudantes, que até a hora da abertura ainda estavam descrentes.

Rafael Medeiros, graduando da 13ª fase de Geografia, aprovou o cardápio. Segundo ele, “era camarão mesmo, e não aquele molho que tem só o gosto”. Só ficou descontente com a medida da porção, que poderia ter sido maior. “O tempero está muito bom, combina bastante com o feijão preto e a batata palha. Salgado na medida certa”. Porém, os moranguinhos, da sobremesa, não foram aprovados pelo paladar de Medeiros, que os julgou pouco doces.

Houve também estudantes que tiveram nesse dia, a oportunidade de degustar o crustáceo pela primeira vez, como Francisco Peixoto, calouro de Engenharia de Materiais. Peixoto mora há apenas dois meses em Florianópolis, desde que se mudou da distante Piçamiranduba do Norte, no interior do Mato Grosso do Sul. “Quando cheguei aqui estava frio, ainda nem conheci o mar. E na minha cidade não passa rio nenhum, nunca tive a oportunidade de comer camarão. Da água, só peixe de rio, mesmo...”. Apesar de ter gostado muito da “novidade”, Peixoto também achou a porção escassa — teve que completar o prato com mais arroz e feijão.

No final da tarde, a administração do RU divulgou que não aconteceram quaisquer incidentes envolvendo alergias a frutos do mar. Contabilizou-se apenas poucos clientes que não se serviram do prato, e um princípio de protesto contra o ato de comer carne — que foi logo abafado pelo tilintar das centenas de talheres batendo no bandeijão de lata. Apesar das mudanças, o RU avisou que o porco agridoce continuará no cardápio, em todas as semanas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Xico Sá é a meta das marias-cérebro na 9ª Semana do Jornalismo da UFSC

Estrela do encerramento da 9ª Semana do Jornalismo da UFSC, Xico Sá está provocando celeuma entre um grupo de alunas, as marias-cérebro. Notabilizadas na edição anterior do evento por atacarem sem pudores o escritor João Paulo Cuenca, elas prometem uma guerra sangrenta para ver quem irá chabadalizar o rapaz antes, durante e depois do regabofe desta sexta-feira.

“Xico diz que é mal diagramado, mas, há algumas noites, adormeci lendo seu último livro e acordei toda molhada”, diz Fulana de Tal. No ano passado, ela abateu o repórter Kléster Cavalcanti numa festa no C.A., e gostou: pretende continuar na temática nordestina. “Espero que ele cite Edgar Allan Poe no meu ouvido.”

Outra que está na disputa para revirar os quatro olhos do jornalista é Sicrana de Souza. “Eu odeio futebol, que não é coisa de intelectual”, diz, “mas assisto ao Cartão Verde todas as quartas e tenho vontade de me tocar”. Beltrana da Silva concorda: “Esse programa é demais, meu sonho é fazer um ménage com o Xico Sá e o Doutor Sócrates, aquele comunistinha safado”.

Passado e futuro das marias-cérebro
Há boatos de que a baixaria que rolou em 2009 também teria vitimado Felipe Gutierrez, integrante do Profissão Repórter. “Querido, nos meus 30 anos de jornalismo da UFSC, eu tenho certeza só de uma coisa: se o cara entra aqui em dúvida se é macho ou se é viado, sai viado”, afirma, misteriosamente, o ex-secretário do curso Dalton Barreto.

Para o ano que vem, as meninas já têm uma lista de reivindicações: João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar e Bárbara Gancia. Para quem esperava Chico Buarque, é surpreendente. “Uma verdadeira maria-cérebro foca na qualidade intelectual. O Chico pode até ser bonitinho, mas só escreve sobre pedreiros e mulheres simplórias”, diz Fulana. “E eu não boto a minha boca onde o Caetano Veloso já botou a dele”, completa.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

PF divulga lista de suspeitas no caso do bebê abandonado

Nesta quarta-feira (14), após dois dias do início das investigações sobre o incomum abandono do bebê no banheiro das professoras do Curso de Jornalismo da UFSC, saiu a lista de prováveis mães de Esmeralda, nome dado pelos funcionários do Hospital Universitário à recém-nascida, que está internada desde segunda-feira (12).

A investigadora da Polícia Federal e responsável pelo caso, Sílvia Nunes, declarou ter limitado o quadro de suspeitas após análise minuciosa. “A chave do problema está nos detentores da chave, entendeu? Ou seja, só pode ser uma das professoras ou o Agenilton Ton Ton”, concluiu animada.

Como o Laranjas não acredita ser o porteiro a progenitora da criança, revelamos a seguir, baseado na teoria da PF, as prováveis mães de Esmeralda, que até a presente data tem futuro incerto e deve ficar babando, cagando e chorando no HU por mais alguns dias:

Daisi Vogel
Elias Machado
Gislene Silva
Maria José Baldessar
Raquel Ritter Longhi
Ricardo Barreto
Valci Zucoloto

Um resultado de enquete falso, com piadinhas oportunas, sairá na próxima edição do jornal mural Zero à Esquerda.

Até a publicação desta, Sílvia Nunes não afirmou se gosta mais de mulher ou de homem.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nasceu o primeiro bebê no banheiro das professoras de jornalismo da UFSC

Na última sexta-feira (9), às 21h40min, no apagar das luzes do Curso de Jornalismo da UFSC, o porteiro do Centro de Comunicação e Expressão, Agenilton Ton Ton, ouviu um choro de bebê no banheiro feminino reservado às professoras e não teve dúvidas, saiu correndo a trancar portas e portões para se refugiar em seu lar, localizado na Costeira, em Florianópolis. “Quero ver o homem que entra naquele lugar. Se dizem ser mal assombrado, porque eu, pobre porteiro avaiano temente ao Senhor, iria invadir aquilo lá pra confirmar se era mesmo um bebê?”, justificou-se à Polícia Federal.

Pois o som que correu com o servidor público era mesmo choro de bebê. Na segunda-feira (12), no abrir das portas do referido curso, a responsável pelo turno, Maria dos Passos, encontrou uma menina de 1,4 kg, sem cabelo algum, com um rostinho de joelho, olhos de cor indefinida, envolvida por uma manta verde de camurça, óunnn.

Perguntada sobre como era o interior do ambiente onde a criança foi encontrada, dona Maria desconversou. “Uma criança linda destas e vocês preocupados em saber como é lá dentro. Vão arrumar alguma coisa pra fazer”.

O papiloscopista Basílio Queiroga e o perito criminal Souza Luís, da Polícia Federal, compareceram ao local por volta das 16 horas, colheram depoimentos, comeram três saltenhas de carne com requeijão do Laranjá cada e acionaram a investigação. “Fomos orientados a não entrar naquela peça. Teremos que esperar a investigadora Sílvia Nunes, que dará sequência aos trabalhos”, informou Queiroga. “É muito boa esta saltenha!”, acrescentou o perito, olhando a bunda de uma estudante de Letras que passava no local.

Após duas horas trancada no cômodo, Nunes saiu com uma expressão interrogativa, comum de seu ofício, para divulgar, em entrevista coletiva realizada no banco de madeira em frente, que nada é conclusivo. “Parece que a criança nasceu ali mesmo, na tarde de sexta-feira, foi amamentada e abandonada em seguida. Mas vamos fazer mais análises das provas encontradas, cruzar dados, checar as imagens do corredor, já disponibilizadas pelo servidor Eduardo Mangueira (sic), e um resultado deve sair em menos de um mês”, adiantou.

A recém-nascida passa bem e está agora internada em uma incubadora do Hospital Universitário, a receber cuidados e mimos de todos os funcionários apresentados a ela, que mal entende o que se passa dentro daquela caixa transparente cheia de cheiros e tubos.

Até a publicação desta não vimos bunda como aquela da estudante de Letras.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Gênio da matemática morre em trote violento

O estudante sul-coreano Chang Chung Kim Ywig, 18 anos, faleceu na tarde da última quinta-feira (11) envenenado por álcool, durante o trote ocorrido em frente à concha acústica da UFSC. Calouro de matemática, Ywig veio ao Brasil em busca de maiores incentivos – aos 7 anos de idade foi considerado gênio em um teste de QI. A polícia do campus está investigando as imagens do circuito interno de vídeo, e afirmou que já possui suspeitos.

A Universidade proíbe a prática do chamado “trote violento”. Testemunhas afirmam que os veteranos do curso de Matemática obrigaram os novatos a beberem cachaça pura (prática bastante usual em alguns trotes), além de outras humilhações. O organismo do estudante sul-coreano teve uma reação inesperada ao álcool, causando uma forte convulsão. Quando a equipe de emergência do Hospital Universitário chegou, Ywig já estava morto por overdose alcoólica.

Nascido na província de Gangwon, Ywig fazia parte de uma minoria excluída da Coréia do Sul, país famoso por sua educação escolar de primeiro mundo. Órfão de pai e com a mãe desempregada, Chang Chung Kim Ywig não teve acesso ao ensino primário. Seu talento com a matemática surgiu aos 7 anos, quando o pequeno prodígio inesperadamente declamou os 30 primeiros algarismos do número Pi. O fato repercutiu no país, e rapidamente Ywig foi recebendo incentivos para estudar. Formado no ensino médio, resolveu estudar no Brasil, onde seria considerado muito mais inteligente em comparação com as outras pessoas.

O grupo de operações táticas da segurança do Campus já está com uma lista de suspeitos, que ainda não foi revelada. Os rápidos resultados da investigação foram graças ao sistema de câmeras da UFSC, além do acesso à lista de estudantes da terceira fase do curso de Matemática. Caso seja provada a culpa em uma sindicância interna na Reitoria, os suspeitos terão suas matrículas canceladas, sendo impedidos de colarem graus, almoçarem no Restaurante Universitário e desfrutarem de outras regalias do ambiente universitário.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Laranjas descobre plagiador das provas da Fepese

Depois de 193 ações judiciais, histeria, na quarta-feira (9), proporcionada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorginho Melo, e o bolão feito entre os estudantes do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) para identificar o plagiador, nesta quinta-feira (10), data limite da fatura do cartão de crédito do vice-governador Leonel Pavan, o Laranjasblog conseguiu o nome.


O professor de Jornalismo teria sido apontado pela Fundação de Pesquisas Socioeconomicas (Fepese), responsável pela elaboração da prova, como o culpado, por fazer aquilo que qualquer pessoa já fez algum dia na vida: Ctrl+C Ctrl+V em alguma página encontrada no Google. Nesse caso, o docente "de renome" copiou 43 questões de outros exames, na maioria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), para elaborar as provas do concurso público para as vagas de Jornalista, Operador de Rádio e de TV.

Como 193 candidatos não chegaram a estudar pelos exames da UFU, e tem tempo para mover ações contra irregularidades em prova, a Assembléia teve que fazer o mea culpa apontando o dedo na cara da Fepese, obviamente. A empresa, com cara de supresa e boquiaberta devido ao fato, indicou para o esquecido, monótono e sem graça Curso de Jornalismo, resultando em 3 reuniões de departamento, cinco discussões da velha guarda no NTDI, quatro piadinhas no mural, 143 e-mails no grupo jornalismo_ufsc@yahoogrupos.com.br e uma nota à imprensa, para limpar um pouco a imagem imaculada dos docentes do curso de 30 anos, reconhecido em Palhoça, Biguaçu e Piratuba.

O ex-suspeito, agora culpado, descoberto em crise nervosa no Hospital Universitário, dividindo o quarto com o paciente Máureo Veditsch, é o renomado e reconhecido em toda a América Latina, Armando Calvo (foto), que fez doutorado no Colégio Mundial, mantido pelo milionário Sr. Morales. Calvo, ou Firmino, como era conhecido, não quis falar com nossa equipe.


prof. Armando Calvo junto a seus colegas no Colégio Mundial em 87

crédito de foto: Monique Paloma

O centenário professor, e não zelador, como a emissora SBT vendeu sua imagem nos anos 80 e início dos 90, se entregou à Polícia Federal, após telefonema feito do quarto 143 do Hospital. "A anulação da prova não encerra com as investigações aberta pela Promotoria da Moralidade Administrativa. O Ministério Público vai cobrar como devido", declarou o promotor Trelias Bexeira Naldessar, responsável pelo caso.

Armando Calvo lecionava as disciplins de Comunicação entre Milionariazinhas e Pé-rapado Gente Boa (JOR 5401) e Resistindo à Professora Helena em Todos os Níveis (JOR 5809). É também autor de "Cirilo, um jovem empreendedor na onda do rádio" e "Ensinar e aprender com a professora Helena", este em dois volumes.

Atualização 11/12/09 - 03:49
Segundo uma fonte do HU, que não quis se identificar, o paciente Máureo Veditsch também era professor do Curso de Jornalismo da UFSC e também sofria de crise nervosa. Recebeu alta às 23:45 do dia 10, visivelmente emocionado e solidário ao colega de quarto. Porém, não quis dar entrevista, mesmo com o Laranjasblog oferecendo duas cervejas Quilmes, geladíssimas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bairro Trindade pede muro ao redor de Campus da UFSC para evitar que estudantes bêbados urinem nas ruas da redondeza

O bairro Trindade divulgou em nota seu descontentamento com a posição da UFSC na ilha de Santa Catarina. Acontece que por não ser um bairro violento, estudantes bêbados resolvem transitar por ele diariamente. E noturnamente.

Durante as brincadeiras bêbadas, os estudantes acham divertido urinar em praças, ruas e prédios do bairro, o que pode tornar os locais intransitáveis no dia seguinte.

O síndico do prédio Avenida Trindade ressalta que “antigamente esses bêbados só degradavam o patrimônio público. Porém, neste mês, já foram registradas 5 ocorrências de pessoas se aliviando no jardim e escadas do prédio. Isto é um absurdo”.

A situação se tornou pior quando a universidade resolveu abrir a possibilidade de consumo de cerveja no campus. “A cerveja, por seu teor diurético, acaba favorecendo as atitudes bestiais de nossos universitários”, disse o biólogo bêbado Ricardo Coelho Machado.

A prefeitura estuda a construção de um muro ao redor do campus, para que estudantes não possam ultrapassar a barreira para a trindade, aos moldes do muro que separa os EUA do México. “Seria basicamente um condomínio fechado. Proibido para estudantes”, comentou o urbanista Oscar P. Budweiser.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estudante é humilhado por colegas na UFSC

O estudante de Letras Ernesto Noam foi hostilizado por mais de cem alunos no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC. Acuado por xingamentos e ameaças de agressão devido ao seu vestuário, o rapaz teve que se refugiar numa sala até ser escoltado para fora do prédio pela polícia militar. A confusão foi registrada por cinegrafistas amadores e já está no YouTube, além de ter virado tema de documentário na TV UFSC.

Ernesto chegou para as aulas de terça-feira achando que seria um dia normal. No entanto, logo começou a perceber os olhares atravessados, além de algumas risadas pouco disfarçadas. Um amigo acabou lhe avisando: "Que que é essa calça, meu? Vai trocar, pessoal tá zoando!". O estudante estava utilizando calças jeans masculinas, algo praticamente impensável nos corredores do CCE. Não demorou muito e os apupos começaram a ficar mais violentos.

"Demodê!", "Bobo!", "Sooooo last decade!" e "Hetero!" foram as palavras mais leves dirigidas a Ernesto Noam. Alguns alunos de Artes Cênicas cercaram o rapaz e começaram a fazer uma performance incompreensível, aumentando a tensão. Estudantes de Design confeccionaram cartazes conceituais com dizeres em francês e alemão. O pessoal do Cinema gritava coisas como "Isso é muito Godard, porra!" e ligava suas câmeras para filmagens com nudez desnecessária. O curso de Jornalismo, pra variar, ficou alheio à movimentação.

Há suspeitas de que Ernesto seja, de fato, demodê, bobo, soooo last decade e heterossexual. Nada ainda confirmado. Os estudantes do CCE mudam de assunto, mas alguns comentam que não fariam aquele fuzuê todo só por causa de uma peça de roupa. O LARANJAS poderia apurar, mas como todo bom jornalista que tira conclusões apressadas e embarca no politicamente correto, prefere acompanhar a versão óbvia. Sim, era só o vestuário, portanto.