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domingo, 11 de setembro de 2011

Cobertura especial do LaranjasBlog no dia da Parada da Diversidade


Ainda em agosto, o decalque gigante já estampava a fachada do principal shopping da Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Anunciava o amor acima de tudo, contra todas as diferenças. Pois enfim chegou o tão esperado 11 de setembro, histórico em vários países e no mundo por tabela. Sob um sol ainda tímido pelo chega pra lá que levou da chuva na última semana, catarinenses de todas as idades receberam de celulite, buço suado e purpurina "genthis" de todos os cantos para mais uma Parada da Diversidade.

Dada a relevância do evento, por volta das 16 horas o LaranjasBlog se vestiu a caráter, reuniu todos os equipamentos disponíveis, pesquisou, coletou um número razoável de informações importantes e partiu para a cobertura de uma pescaria na Caieira da Barra do Sul, no último paralelepípedo da Baldicero Filomeno, extremo-sul da Ilha de Santa Catarina, quase Naufragados.

Munidos apenas com tarrafas, os moradores daquelas paragens Zézo, Filó e Amadeu lutavam, de pés e canelas encobertos pelo mar gelado, contra os peixes, claro, mas sobretudo contra o vento forte que vinha de encontro a costa. "Não é bom dia para pesca, seu repórter. Não tinha assunto melhor para vocês cobrir (sic) hoje não?", resmungou Filó, 45 anos, batendo a mandíbula rapidamente no maxilar.

Certos de que tínhamos acertado na pauta, resolvemos ser solidários ao esforço de nossos três personagens e também entramos no mar esverdeado, devido a um lodo pegajoso que predomina no fundo. O sol, este fraco, foi dando lugar a nuvens, e o gelo da água começou a castigar os ossos da canela. "Traz a cachaça!", bradou seu Zézo, 62, que lançava pela décima vez sua ferramenta de náilon, sem qualquer perspectiva de sucesso.



O cheiro do ambiente lembra um peido que está passando. Nem gaivotas testemunhavam aquela empreitada. Filó e Amadeu (de 15 anos) estavam a 100 metros mar adentro em busca de algum mísero cardume quando uma rural estacionou na beira da estrada. A esposa de Filó, filha de Zézo e mãe do Amadeu, dona Nadir, se posicionou nas pedras quase entrando no mar e, com as mãos cerradas apoiadas na cintura, bradou com uma raiva que fez estremecer os três sujeitos. "O que os senhores estão fazendo aqui, posso saber?! Já não falei que domingo é sagrado. Nada de pesca, nada de cachaça e nada de futebol! Pro carro os três, vamos!".

Encolhidos, olharam-se, entregues ao sentimento de culpa cristã. Sem dar qualquer explicação para a reportagem do blog ali presente saíram da água (estupidamente gelada) arrastando as tarrafas e a garrafa de cachaça quase vazia.

Voltando para a cidade que parou em nome do amor e contra as diferenças, nossa equipe tinha só um pensamento - Zézo, Filó e Amadeu nunca iriam a uma Parada da Diversidade.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Arqueólogo brasileiro encontra o Elo Perdido da espécie humana

O dia de Anísio Coelho começa cedo. Apesar da ressaca, acorda todo o santo dia às sete da manhã. Come qualquer coisa na geladeira, toma um banho rápido e escova os dentes. Em 20 minutos chega à sua repartição, o escritório de registro de pessoas físicas, da Receita Federal, onde sempre bate ponto às oito horas. Há 13 anos, esse carioca de 35 faz a mesma função desde que passou no concurso público, após sua graduação em Administração: verifica a situação dos CPFs (antes era na base da carimbada, hoje a tecla ENTER resolve). Todo dia cinco recebe seus 3 mil reais por mês, gastos em aluguel, comida, cerveja depois do expediente e outros gastos supérfluos.

Era pra ser um dia normal, esse último dia 15 de julho. Quinta-feira cinzenta, acabaria de certo na oitava garrafa de Antártica no armazém do Rubens. Mas, perto das três horas da tarde, a vida de Anísio mudou, com a entrada do 78º cidadão (ele conta todos eles), o arqueólogo da Universidade de São Paulo, Franscisco Cagliari. O pesquisador suspeitava de algum problema no seu CPF – tentara comprar um celular e não obteve sucesso – e foi à sede da Receita Federal verificar sua situação. Se os interesse não fosse científico, poder-se-ia dizer que foi amor à primeira vista: lágrimas escorreram do rosto de Cagliari ao deparar com o eficiente funcionário que lhe havia requerido uma assinatura. Na mesma hora, o arqueólogo percebeu que estava diante da descoberta científica do século. Havia encontrado o Elo Perdido da espécie humana!

Desde que Charles Darwin lançou A origem das espécies, propondo a teoria da evolução por meio da seleção natural, cientistas do mundo inteiro têm pesquisado sobre o Homo sapiens e seus ancestrais. Conseguiram estabelecer uma escala evolutiva das espécies hominídeas, que descreve a ereção da coluna vertebral, o caminhar em duas pernas e o aumento da capacidade intelectual. O Elo Perdido em questão corresponde a determinada espécie que fosse o ancestral comum entre o homem e o primata.

Apesar de conhecer as noções aprendidas na aula de biologia, nunca passou pela cabeça de Coelho que ele era o tal do Elo Perdido. Mas para o arqueólogo Calgiari, estava claro: a espessa pelagem no rosto e no corpo (Coelho não fazia a barba), a postura arqueada das costas e o dedão não-opositor (para Coelho era apenas um dedo torto) eram características definitivas. O maior motivo de espanto é o fato da criatura estar viva, e não em estado fossilizado, como a comunidade científica sempre imaginou. Desde o dia 15, Coelho é submetido a testes de laboratório para provar a sua espécie. Os resultados todos vêm confirmando o fato de que ele é o Elo Perdido, o ancestral comum. Segundo Cagliari, 80% dos testes já foram realizados: “Depois disso, é só dar o nome científico em latim”, prevê o arqueólogo.

Mas Anísio Coelho não gosta dessa história: “Não é nada bom ser chamado de macaco”, reclama o servidor público em entrevista exclusiva ao LARANJAS.. A maior preocupação de Coelho é no convívio social com seus amigos e familiares. Até então ele era considerado da espécie humana, mas agora fica a dúvida se não haverá nenhum tipo de segregação: “Imagina o que o pessoal da repartição vai falar depois que tudo isso acabar?”. Apesar disso, ele também espera ter alguma vantagem econômica. Planeja cobrar por palestras e participações em congressos. Também vai acionar o advogado para pedir alguma quantia à USP: “Eles estão me explorando”, justifica Coelho. Com o dinheiro, planeja estudar para a pós-graduação. O sonho de Coelho é se tornar um professor universitário, e nunca mais ter que carimbar formulários e verificar CPFs no sistema da Receita Federal.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Benefício da merda remunerada só atinge o serviço público

Todos os dias, o escrivão da receita pública José Antônio Valadares, 42, gasta em torno de 20 minutos da sua tarde na repartição a concluir o processo digestivo. O que ele e muitas das mais de 8,7 milhões de pessoas inseridas no serviço público nacional não sabem, é que estão exercendo um direito garantido pela legislação trabalhista. O benefício do tempo livre para necessidades fisiológicas, mais conhecido como a “merda remunerada”, é destinado a todos os trabalhadores públicos em âmbitos federais, estaduais e municipais.

Não há estatísticas oficiais sobre o tempo médio que cada servidor público demanda para fazer cocô diariamente na repartição. Considera-se então o mesmo tempo de Valadares, 20 minutos, que afirma que não demora mais que o suficiente. Semanalmente, cada funcionário fica uma hora e 40 minutos improdutivo. Em uma jornada de oito horas diárias, isso corresponde a 4,16% do tempo. Descontando do salário médio do funcionário público, que segundo o Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Governo Federal é de 2.158 reais, a merda remunerada custa aos cofres públicos 86,32 reais por pessoa ao mês. Multiplicando pelo número de funcionários, isso dá mais de 750 milhões de reais por mês literalmente jogados na privada.

Outro lado – Nem todo mundo é como Valadares, que pode desfrutar desse momento individual e metabólico. Augusto Reis Filho, 25, advogado recém contratado de um escritório de advocacia em São Paulo, tem seus “honorário” descontados. Ele trabalha 6 horas por dia, mas toda vez que precisa ir ao banheiro, tem que bater o ponto. Não se considera prejudicado: “Aqui no escritório é assim porque anterioremente tinha gente que abusava, ficava 30, 40 minutos no banheiro. Quem não abusa acaba arcando com as irresponsabilidades dos outros. Mas é por isso que as leis servem, então não tenho o que reclamar”.

O diretor do escritório, Felipe Camargo de Albuquerque Calvalcanti Ferraz se justifica, dizendo que a Constituição é bem específica quanto ao direito da merda remunerada, limitando-o apenas ao serviço público. “Enquanto não criarem normas para regulamentar no âmbito privado, cada empresa pode criar suas próprias regras internas, desde que não desrespeite outros direitos garantidos pela Lei”. Ferraz conta que no passado, antes de impôr a norma interna, chegou a se ver somente com outros 2 funcionários no escritório – todos os outros estavam no banheiro. Além de obrigar os funcionário a bater ponto, limitou o número de vasos sanitários para dois: “Antes tínhamos cinco, e como o escritório só possui 10 funcionários, eu tinha muitos problemas”.

Trâmites – Mas há quem faça algo por Augusto Reis Filho. Na câmara, o deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA) escreveu um projeto de emenda à Constituição que visa garantir o direito das necessidades fisiológicas ao setor privado. No texto, ele obriga às empresas a não cobrarem ponto pelo tempo no toalete, porém criando alternativas para sanções a quem fica mais de 25 minutos – o limite tolerável para o cocô. A proposta ainda está sendo discutida no congresso, já contando com apoio de deputados de outras legendas: Vital do Rêgo Filho (PMDB/PB), Jackson Barreto (PMDB/SE), Mário Negromonte (PP/BA) e Ricardo Barros (PP/PR) confirmaram apoio ao projeto. A votação acontecerá no dia 28 de julho. Caso o resultado seja favorável, irá tramitar no senado, para depois ser assinada pelo Presidente da República.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Laranjas descobre plagiador das provas da Fepese

Depois de 193 ações judiciais, histeria, na quarta-feira (9), proporcionada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorginho Melo, e o bolão feito entre os estudantes do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) para identificar o plagiador, nesta quinta-feira (10), data limite da fatura do cartão de crédito do vice-governador Leonel Pavan, o Laranjasblog conseguiu o nome.


O professor de Jornalismo teria sido apontado pela Fundação de Pesquisas Socioeconomicas (Fepese), responsável pela elaboração da prova, como o culpado, por fazer aquilo que qualquer pessoa já fez algum dia na vida: Ctrl+C Ctrl+V em alguma página encontrada no Google. Nesse caso, o docente "de renome" copiou 43 questões de outros exames, na maioria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), para elaborar as provas do concurso público para as vagas de Jornalista, Operador de Rádio e de TV.

Como 193 candidatos não chegaram a estudar pelos exames da UFU, e tem tempo para mover ações contra irregularidades em prova, a Assembléia teve que fazer o mea culpa apontando o dedo na cara da Fepese, obviamente. A empresa, com cara de supresa e boquiaberta devido ao fato, indicou para o esquecido, monótono e sem graça Curso de Jornalismo, resultando em 3 reuniões de departamento, cinco discussões da velha guarda no NTDI, quatro piadinhas no mural, 143 e-mails no grupo jornalismo_ufsc@yahoogrupos.com.br e uma nota à imprensa, para limpar um pouco a imagem imaculada dos docentes do curso de 30 anos, reconhecido em Palhoça, Biguaçu e Piratuba.

O ex-suspeito, agora culpado, descoberto em crise nervosa no Hospital Universitário, dividindo o quarto com o paciente Máureo Veditsch, é o renomado e reconhecido em toda a América Latina, Armando Calvo (foto), que fez doutorado no Colégio Mundial, mantido pelo milionário Sr. Morales. Calvo, ou Firmino, como era conhecido, não quis falar com nossa equipe.


prof. Armando Calvo junto a seus colegas no Colégio Mundial em 87

crédito de foto: Monique Paloma

O centenário professor, e não zelador, como a emissora SBT vendeu sua imagem nos anos 80 e início dos 90, se entregou à Polícia Federal, após telefonema feito do quarto 143 do Hospital. "A anulação da prova não encerra com as investigações aberta pela Promotoria da Moralidade Administrativa. O Ministério Público vai cobrar como devido", declarou o promotor Trelias Bexeira Naldessar, responsável pelo caso.

Armando Calvo lecionava as disciplins de Comunicação entre Milionariazinhas e Pé-rapado Gente Boa (JOR 5401) e Resistindo à Professora Helena em Todos os Níveis (JOR 5809). É também autor de "Cirilo, um jovem empreendedor na onda do rádio" e "Ensinar e aprender com a professora Helena", este em dois volumes.

Atualização 11/12/09 - 03:49
Segundo uma fonte do HU, que não quis se identificar, o paciente Máureo Veditsch também era professor do Curso de Jornalismo da UFSC e também sofria de crise nervosa. Recebeu alta às 23:45 do dia 10, visivelmente emocionado e solidário ao colega de quarto. Porém, não quis dar entrevista, mesmo com o Laranjasblog oferecendo duas cervejas Quilmes, geladíssimas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pesquisadores encontram vestígios de piada ancestral

Durante escavações em Porto Seguro, na Bahia, a equipe de arqueólogos do Instituto de Pesquisas Anedóticas descobriu o que se acredita ser o fóssil do primeiro homem a escorregar numa casca de banana. A tese, caso confirmada, estabelecerá um divisor de águas na história do humor em diversas áreas: humor negro, humor pastelão e até as piadas de português. Uma descoberta de tamanha importância não ocorre desde 1911, quando pesquisadores alemães descobriram indícios de textos humorísticos sobre o judaísmo em pergaminhos remetentes ao Antigo Egito.

Os arqueólogos encontraram junto a uma casca de banana fossilizada, uma ossada com marcas de fratura no crânio. O local das escavações é o principal fator que interliga muitas das teses a serem confirmadas: testes preliminares de carbono 14 datam todo o sítio arqueológico no ano de 1500. As características ósseas apontam para o fenótipo lusitano, do sexo masculino, e sabe-se também que o local abrigava na época uma tribo indígena.

O líder da pesquisa, principal teórico na área e autor de vasta bibliografia, João Klein, descreve o que as evidências sugerem: “Está bem claro para mim que estamos diante de uma cena histórica. Um explorador português escorregou na casca da banana de um índio, bateu de cabeça numa pedra e veio a óbito”. Para Klein, diante da cena os índios gargalharam da situação do lusitano, originando assim o humor negro (a graça na morte), o humor pastelão (situações exageradas), as piadas envolvendo portugueses pouco dotados de inteligência e o próprio fato de escorregar em cascas de banana ser engraçado. Agora a equipe aguarda os resultados de todos os exames, para assim, apresentar a teoria definitiva a toda a comunidade acadêmica internacional.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cuide bem do seu animalzinho

Presentear com filhotes os alunos de séries iniciais tem sido prática usual desde 1806. Foi quando o Padre Lugero Santini, professor do 1º ano da Escola Primária Papale Inocêncio IX, em Ravena, Leste italiano, deu um filhote de ganso para cada um dos seus 9 nobres bambini. Passarinhos, coelhinhos, peixinhos e pintinhos depois... a Universidade inglesa de Cambridge, através de pesquisa científica realizada por acadêmicos de lá mesmo, chegaram a uma descoberta... (sem adjetivos). Constatou-se, após intenso trabalho de campo, que vários sinais da personalidade de pessoas, adultas, têm relação direta com estes animaizinhos, presentes da escola. A forma de tratamento, a relação com o bichinho ou até o comportamento deste pode ter influências significativas em determinadas pessoas. Laranjas teve acesso a lista dos submetidos à pesquisa, que inclui alguns famosos.

Sir Elton Hercules John, que neste momento ainda se refresca do calor recebido pelo povo brasileiro, aos 6 anos, ganhou um preá colorido quando cursava o pré-primário. Bob, como era chamado, tinha uma cor diferente a cada dia, dependendo do humor de Elton. Um dia tinha descolorida a cabeça e o dorso todo verde. No outro, seus pelos eriçavam com bastante gel. Vermelho, laranja, rosa, enfim, uma aquarela foi despejada no bichinho durante duas semanas. Depois disto Bob, o rebelde, fugiu com Jim, preá de David Furnish, para uma mata selvagem dos arredores de Middlesex.

Amy Jade Winehouse, muito antes da primeira overdose, alimentava seu peixinho Tattoo com Alcon Guppy 20 gr, ração tirada de circulação em 91 devido ao efeito estranho que causava nos clientes, os peixes. Estes começavam a nadar em círculos e a cada 3 voltas se chocavam contra as paredes do aquário. A “onda” durava alguns minutos, quando não, matava os pobrezinhos. Amy revelou em uma entrevista ao The Sun, jornal Laranja de Londres, que gostava muito de Tatoo e se divertia muito com o azulzinho. Tatoo foi um dos peixes que mesmo com doses extremas de Alcon Guppy 20 gr viveu mais que qualquer um estimava.

O atual primeiro-ministro da França, presidente do Conselho Europeu, co-príncipe de Andorra e marido de Carla Bruni, Nicolas Sarkozy, aos 5 anos, deixou morrer seu pintinho Poulet por negligência. A falta de um simples grão de milho por dia fez perecer o frágil Poulet, que morreu ao terceiro dia, no momento em que Sarkozy ia exibí-lo para Justine e Benedit, estudantes de duas séries a cima. O efeito deste repudiado tratamento ao animal, como já previsto pelo nobre leitor, é a insuficiência sexual. Sim, o grande problema da brochura, tão comum em homens com tamanha responsabilidade como Nicolas Sarkozy. Seu relatório não deixa claro quanto a isto, mas basta ler nas entrelinhas que é isto mesmo. Porém, sem deixar dúvidas, o Laranjas encochou Carla Bruni que não assumiu o fato, mas ficou claro pelo suspiro, de olhos fechados, mordidinha no lábio inferior, seguido de um sussurar quase inaudível “Ma che cosa!”, que Carla tem sido negligenciada como o saudoso Poulet.

Estes são alguns exemplos de uma lista vasta com mais de 500 nomes, contando humanos e animais de estimação. Inclui também histórias como a do depilador inglês, James Lacourt, que na infância passou a cera quente da mãe no pobre coelho Sunnye que viu seus pelinhos brancos sairem em uma puxada talentosa do pequeno JL. Ou a do ex-presidiário Alex DeLarge, que teve a sorte de ganhar em seu primário dois periquitos. A convivência com eles era no mínimo estranha, pois engaiolados desde o momento em que chegavam na casa de Alex, este ficava a arquitetar planos para que os pássaros fugissem por conta própria, mas sempre de um forma com que ele os recuperasse e assim traçasse outra idéia de fuga (Alex Delarge está atualmente foragido da penitenciária Her Majesty's Prison Service, de Wandsworth, Londres, sua 6ª prisão).

A lista completa você encontra no site da University of Cambridge: http://www.cam.ac.uk/. Há um link na página desta pesquisa a respeito do andamento de outro estudo: se há também alguma influência sobre a formação da pessoa o tratamento dado ao pé-de-feijão, famoso trabalho de ciências.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Uma Novidade da "Séria" Central Globo de Jornalismo

Após reconhecer, tardiamente, a capacidade que os telejornais da emissora possuem em produzir famosos, a cúpula da Central Globo de Jornalismo se reuniu ontem, após o Jornal Nacional, com o objetivo de tomar alguma medida para seguir nesta linha com mais profissionalismo. Depois de 23'38" de reunião o que ficou decidido entre o diretor responsável Carlos Henrique Schroder, o diretor executivo Ali Kamel e mais uns três ou quatro que eu não reconheci, por ter faltado a última reunião de cúpula, é um tanto surpreendente...

Até sábado, será anunciada a contratação de Nelson Rubens, da RedeTV! Isto mesmo! O maior especialista da televisão brasileira, em famosos, se junta a equipe de jornalistas da emissora carioca com a função de pinçar, no vasto material produzido todos os dias, algo que possa tirar do anonimato pais assassinos, padres voadores, jogadores confusos, travestis arrependidas, entre outros personagens do cotidiano brasileiro. O maior problema constatado já nesta reunião decisiva foi a questão de onde encaixar o fofoqueiro na programação imutável da Rede Globo. A reportagem do Laranjas passou pelos telejornais, inclusive pela revista semanal, o Fantástico, para saber a reação dos novos colegas em relação a novidade.

No Bom dia Brasil, chegamos um pouco atrasados, mas encontramos Renato Machado babando na Renata Vasconcellos. Perguntado sobre a novidade, Renato não esboçou reação alguma, apesar de ter parado de babar. "Vai acabar vindo pro Bom dia Brasil. Já to acostumado. Todo dia chega um novo na redação. É o telejornal mais democrático da casa. Tem a Miriam Leitão, monstra da economia, aliás em todos os sentidos, que não deve dormir e por isto foi parar num jornal tão cedo. Tem também o Alexandre Garcia, que até pouco tempo era só o step da Globo e resolveram encaixar ele como o Jabor da manhã e... ah! Tem mais. Além do Tadeu Schmidt com seus comentários oportunos e engraçadinhos agora tenho que aguentar o Noronha, que é alguém que tava passando na frente do Projac tranquilo e foi convidado a comentar futebol... é... mas do que a gente tava falando mesmo, meu filho? Ah sim, do Nelson Rubens. Então, acho que é isto". Ficamos meio sem jeito de continuar a entrevista, pois era visível a necessidade de ficar a sós que os dois demonstravam. Seguimos...

Ligamos às 8:30 para o dinossauro Cid Moreira. Eis sua resposta sobre a vinda de Nelson Rubens. "Olha, depois de apresentar o Jornal Nacional de bermudas, interpretar um texto de Leonel Brizola, gravar horas e horas a Bíblia Sagrada e ver mágicas seculares serem desmascaradas pelo mascarado (risos), eu não duvido de mais nada. Menos desta informação que o senhor está me dando. Não é possível". Tentamos convencer o esclerosado de trocadilhos infelizes, mas acabamos pegando no sono com a sua voz hipnotizante.

Mais tarde, no Jornal Hoje, o jovem Evaristo Costa, sucessor eterno de Carlos Nascimento, disse que o jornal em questão tem pouco espaço na programação e só serve como ponte para o Vídeo Show. Segundo ele, encaixar o Nelson Rubens no JH tiraria a expectativa da grande massa em relação ao programa inútil seguinte, pois ele trataria dos mesmos assuntos, além de reduzir o tempo de almoço dos cidadãos brasileiros, que é a função mor cumprida pelo Jornal Hoje, na programação global. Achamos coerente e prosseguimos.

Chegamos na redação na primeira chamada ao vivo entre-novelas do Jornal Nacional. Willian Bonner e Fátima Bernardes não se olhavam. Aproveitando a possível briguinha do casal já chegamos de sola no perfeitinho:

Laranjas - Qual a importância da Fátima no JN?
Bonner - É... - olhou ela meio sem graça e disse meio sem prestar atenção nas palavras - Ela é a mulher do programa. Não, quero dizer... ela é muito importante, pois participa de toda a produção, é perfeita nas edições, cuida bem das crianças, ops... É...
Laranjas - E você trocaria ela pelo Nelson Rubens?
Bonner - Na apresentação do Jornal você tá dizendo, né? (L -urrum) Eu considero ele um bom jornalista, mas na área dele. Acho que o quadro de jornalistas da Globo já é bastante saturado e restringe ainda mais quando o assunto é apresentação - uma olhada pra Fátima, que de braços cruzados batia o pé ligeiramente no chão - apesar de considerar a Fátima insubstituível, claro.
Laranjas - Inclusive no casamento?
Bonner - ... (silêncio) - Neste momento, Fátima Bernardes seguiu em direção a sala da redação enfurecida proferindo palavras chulas inimagináveis em ser tão perfeitinho.
Laranjas - Você sabia que o Nelson Rubens é o novo contratado da Globo e vai ser encaixado em algum telejornal para desenvolver a capacidade de produzir famosos através de noticiários?
Bonner - O quê?!
Laranjas - Sim. E cogitam a hipótese dele vir a substituir sua excelentíssima esposa.
Bonner - Com licença, por favor. Boa noite!

Willian Bonner saiu rapidamente em direção a sala. Da discussão ouvimos apenas algo envolvendo Galvão Bueno e cobertura da última copa. Porém, saimos satisfeitos por receber um "Boa noite!" exclusivo do perfeitinho.

Antes do Jornal da Globo, ligamos para o apresentador do Globo Repórter, Sérgio Chapelin, para saber o que ele acha sobre a contratação de Nelson Rubens. "Boa noite! Pernilongos, borrachudos, mosca varejeira. No programa de hoje você vai conhecer o mundo destes excêntricos representantes da fauna brasileira. Na verdade, você não vai conhecer nada, pois isto é uma secretária eletrônica personalizada. Deixe seu recado após a vinheta de abertura". Esperamos toda a música, mas ele não atendeu a nossa reportagem.

Ligamos ainda para o que, dentre os telejornais, mais produz famosos por edição graças as notícias, entrevistas e shows da vida real. Representando o Fantástico, Zeca Camargo nos atendeu educadamente ao telefone. Disse que não se importava com a nova contratação e que o Fantástico estaria de portas abertas para ele. "Quem sabe um novo quadro? Ou no próprio 'Central de Boatos'... quem sabe o Kubrusly não leva ele junto pelo Brasil. Nossa! Fiquei entusiasmado com esta notícia. Qual é o seu nome, mesmo?". Inesperadamente a ligação caiu. Mas íamos sugerir mais um quadro para o Fantástico. "Entrevista ensaiada", com Patrícia Poeta (a mulher que desbancou a funkeira, Glória Maria).

Já exausto e sem saber o porquê daquela iniciativa chegamos a redação do Jornal da Globo. William Waack, com sua expressão de moribundo e coitado, tomava café tranquilo a espera do final da novela. Ao saber da novidade ele mudou toda a expressão de moribundo e coitado e se pôs surpreso. Depois voltou a expressão de moribundo e coitado, coitado.

Laranjas - William Mer... ops! William Waack. Renato Machado foi a favor da vinda dele, Evaristo Costa, argumentou contra, o Bonner, disse que tanto faz. Enfim, qual é a sua opinião?
Mer... - Acho que o Jornal da Globo já está no limite de comentaristas. Acho que a medida a ser tomada seria contratar de volta a Ana Paula Padrão.
Laranjas - O que tem uma coisa a ver com a outra?
Mer... - Então, a Ana Paula Padrão encaixa no perfil que a gente procura pro Jornal da Globo e não o Nelson Rubens, claro.
Laranjas - Mas e a... como é o nome dela mesmo?
Mer... - Ela trabalha bem, mas tu ia gostar de trocar a Padrão por ela?

Deve ser por isto a expressão de moribundo e coitado, coitado.

Por fim, quase desmaiando de tanto trabalhar, chegamos ao final das entrevistas. Cabia apenas ligar para a cúpula e repassar o que coletamos para ajudar na decisão de onde por o Nelson Rubens. Carlos Henrique Schroder começou a rir descontroladamente. "Você acreditou mesmo nesta história? Foi só uma ironiazinha que o Kamel estimulou e virou uma piada. Pior que ninguém riu mesmo depois que eu disse isto. Mas a gente não pediu para que fizesse este trabalho todo também (risos)".

Pensando bem realmente não tem fundamento tal informação, mas quem duvidaria do chefão do jornalismo da Globo?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Porque Cagar... É um Sinal de Vida

Estudos realizados pela Universidade da Mongólia, localizada na Ásia Central, comprovam que quem defeca sentado ao vaso sanitário tem menos chance de receber respingos de fezes e água sanitária do que os indivíduos que obram em pé sobre o trono. A pesquisa surgiu após o ator grego mundialmente famoso, Antonis Chalkias, declarar em entrevista à uma TV albanesa que desde criancinha faz suas necessidades com os pés apoiados na borda da privada e, deste modo, se coloca de cócoras para *#$¿®. Chalkias acrescentou ainda que lê um gibi de 70 páginas tranquilamente cada vez que tranca a porta do banheiro para concluir tal missão.

Sobre o estudo... a pesquisa foi realizada em várias regiões do globo que não estão em guerra, por motivos óbvios (uma cagada nestas regiões muitas vezes é feita na rua mesmo, de roupa e tudo, basta uma multidão com facões surgir numa esquina ou uma troca de tiros acontecer de repente. Além disso, eles não têm a calma necessária para a análise em questão, enfim...). Chegou-se a conclusão de que em cada dez pessoas que evacuam sentados, num vaso padrão de 50 cm, duas apresentam resquícios do componente orgânico recém liberado. Já a proporção da outra posição, que segue o exemplo do glorioso Antonis Chalkias, é de oito por dez.

Ainda sobre este momento sagrado do ser humano, seguiram-se outras pesquisas importantes:
- Três entre dez cidadãos do mundo liberam o intestino na Posição Chalkias (homenagem da Universidade da Mongólia);
- Sim, gostosas cagam também e com fedor equivalente ao das barangas, dizem os especialistas;
- *Há 2366 produções acadêmicas e/ou literárias sobre o tema, entre artigos, obras, periódicos,etc;
- 43 % dos entrevistados declararam que tomaram decisões importantes enquanto soltavam o barro;
- Somente 11 % deram risada daquela velha piadinha sobre ser uma dádiva da natureza a vaca não voar como os pombos, que não pensam nenhuma vez para cagar sobre nossas cabeças;
- Morrer obrando, ser pego no ato e evacuar em lugares públicos ou na própria roupa, foram escolhidos como as piores situações relacionados ao assunto;
- 37 % definiram o momento como sendo sagrado, fazem algum tipo de ritual, tem alguma mania, decoraram o banheiro pensando no momento de sentar-se ao trono (uns até fizeram vasos personalizados), saem de festas para defecar e voltam, olham o cocô indo embora, entre outras maluquices.

A Universidade da Mongólia notificou que segue fazendo pesquisas sobre o assunto particular mais universal da humanidade. Trata do assunto de maneira científica com o objetivo de desmitificar este tema e torná-lo pauta banal das conversas cotidianas entre as pessoas. Conclui dizendo que não dá a mínima para os frescos e frescas que ao lerem este artigo sintam nojo ou coisas do tipo e considera uma total ignorância e hipocrisia por parte destes.

O Laranjasblog, aproveitando a deixa da Universidade da Mongólia, apresenta aos leitores uma letra de música popular brasileira que trata sobre o tema. Os autores são Hermes e Renato e o título da canção é "Cagar é bom demais!":

Cagar é bom quando a gente tá em paz
ouvindo na água o som
que a merda caindo faz

cagar molinho,
cagar durinho,
cagar soltinho,
de qualquer jeito, de qualquer maneira
até quando é caganeira

Cagar é bom
é muito bom
Cagar é bom demais

* Número contabilizado até o fechamento desta matéria

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

LARANJAS no Rio de Janeiro - Dia 1: Propaganda Enganosa

O LARANJAS está temporariamente instalado no Rio de Janeiro, num apartamento com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Felizmente, apenas com vista e não com aroma, pois esse famoso cartão-postal carioca fede mais que a Beira-Mar Norte de Floripa. Só não tem cheiro de maconha, pelo menos. O blog, contudo, não veio a passeio nem em busca de entorpecentes e pretende dar vazão a sua verve jornalística com uma série de entrevistas e reportagens. Porém, assim como uma candidatura do Nildo Ouriques a reitor da UFSC, o LARANJAS está apenas sendo barulhento, espalhando sujeira e não está obtendo resultado algum.

A primeira decepção foi ontem, na chegada, com a saída rigorosamente no horário dos vôos Florianópolis-Congonhas e Congonhas-Santos Dumont. Não precisei nem tomar o tradicional chá de cadeira em CGH. Nem mesmo as minhas malas foram extraviadas! Lamentável, pois tive que jogar fora um brilhante (como sempre) texto que criticava o ministro Nélson Jobim e pedia a volta do glorioso Milton Zuanazzi, esse injustiçado, à presidência da ANAC. O texto repousa agora numa lixeira da sala de embarque de CGH junto a uma revista Coquetel (Edição Especial para Gênios), que também se mostrou inútil e difícil pra cacete.

No SDU, não sofri nenhuma tentativa de golpe ou roubo, mesmo com a minha cara de turista alemão em busca de sexo com menores de idade. Minhas últimas esperanças estavam em encontrar alguma taxista fanfarrão, que não parasse de falar durante o trajeto todo sobre o bando de vagabundos que dirige a cidade, o estado e o país e que seria meu primeiro entrevistado carioca. Nada. O sujeito só abriu a boca para xingar uma velhinha que atravessava fora da faixa, no que recebeu apoio do LARANJAS, que é pequeno-burguês e odeia pedestres mal-educados. Pensei seriamente em soltar algo como "e o Flamengo, hein?", mas logo lembrei que o LARANJAS, dada a sua condição acima citada, também é contra aglomerações populares.

Ao chegar à base na Lagoa, esperei por alguns minutos em frente ao prédio, com minhas malas Samsonite e Louis Vuitton dando sopa, mas não sofri nenhuma tentativa de assalto. Nada, nem mesmo passaram a mão na minha bunda. O Rio de Janeiro não é aquilo tudo que nos vende a TV e o filme Tropa de Elite. Consternado, só me restou subir ao apartamento, deixar as minhas coisas e procurar um pé-sujo para alguma refeição rápida. Encontrei um lugar chamado Nakombi, que pareceu-me apropriadamente vagabundo graças a uma Kombi estacionada dentro do ambiente. "Me vê um especial da casa e uma caipira, chefe!", berrei ao sentar num dos bancos da Kombosa. Só percebi o erro quando o garçom trouxe o pedido: umas 68 peças de sushi e uma caipirinha de saquê. Astuto, oportunista e mão-de-vaca, o LARANJAS concluiu que a melhor maneira de reparar aquela cagada era, claro, provocar uma briga e ser expulso do restaurante. "Tu tá me ishtranhando, mermão...", a essa altura eu já falava com sotaque carioca, "eu só cuomo eisse tipo de freishcura quando quero cumê alguém, tá ciérto? Tu tá vendo mulhé aqui? Agora vai pra puorra da tua cuzinha e me traish um pêéfe de alcatra! Pra huoje!"

A estratégia deu parcialmente certo, pois briguei com (leia-se "tomei uma surra de") três garçons lutadores de judô e tive que pagar 19 reais pela 'caipissakê', a coisa mais bicha que o LARANJAS já tomou desde que tentou dar um porre numa menina com vários 'sex on the beach'. Foi o bastante por uma noite, até porque ficarei aqui por mais quatro dias. O LARANJAS tentará entrevistar figuras como Cap. Nascimento, Anthony Garotinho, Ricardo Teixeira, Romário e alguma gostosa na praia de Ipanema. Tentará, também, cobrir um baile funk, uma roda de samba e alguma gostosa na praia de Ipanema. Provavelmente não conseguirá, mas quem disse que a vida é feita só de sucessos, certo Adriane Galisteu? By the way, alguém sabe se ela mora no Rio?

domingo, 28 de outubro de 2007

Turquia!

O exército turco anunciou hoje: "Aqueles que nos fazem sofrer, sofrerão a um nível que não podem nem imaginar", justamente minutos antes de matar 15 rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), em uma operação no leste do país, na província de Tunceli.
Agora estão contabilizados mais de 60 mortos do PKK e dezenas de feridos, entre eles Carl Abin Abobà Bimbuski, ex-militante palestino, do IRA e agora do PKK. Kirkuk, graças, ainda está intacta!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Folclore regional

Estava sentado perto do rio Eufrates quando o meu salvador Giorgio Mahatma Ghandi Hertel tentou "puxar" um assunto. Conversa vai, conversa vem e lá chegamos ao Folclore iraquiano do seu Mahatma.
“Pra contar histórias o mais fácil é apenas reunir palavras singelas, colocá-las numa ordem democrática e apresentá-las de forma inovadora ao leitor. Abaixo a história é conhecida por todos, mas nem todos conhecem esse jeito de se contar história.
Lá estava eu. Já não tinha mais noção do que estava fazendo ali. Nem mesmo sabia quem eu era. De repente virei meus olhos para aquele rapaz. Aquele era o rapaz do desafio. Quando ele aceitou meu desafio de morte pensei: ”Que garoto corajoso”. Mas agora em sua frente e pensando melhor, ele não tinha saída. Se esconder nessa terra é quase impossível, e se possível ele seria taxado como covarde, e covarde nesse mundo não tem vez.Então ele fez como Ulisses fez. Fez como Hércules fez. O pobre soldado escolheu o mais difícil. E esse é o jeito que os heróis encaram as coisas. Se ele tem o meu respeito? Claro
O ex-pastor estava ali, na minha frente, na frente do homem mais poderoso do mundo. Eu podia até ver o medo nos seus olhos. E foi mais ou menos ao mesmo tempo em que eu sorri. Finalmente sorri. Ele me acertou. Davi lançou contra mim apenas uma pedra. Caí e como se não percebesse ele se sentou ao meu lado e fechou meus olhos dizendo palavras que poderiam ter sido as mais belas palavras já ouvidas por algum ser até aquele dia. Já não podia ouvir. Havia deixado meu corpo, e com meu coração desejei que o pobre garoto pudesse governar o reino de Judá, sem endurecer seu coração, como eu endureci. Ele não pôde fazer isso. Rei Davi endureceu.
Essa história foi contado pelo meu avô ao meu pai..."
Fiquei com a impressão que já conhecia essa história!

domingo, 21 de outubro de 2007

Cheguei!

A coisa por aqui está caótica. Cheguei hoje em Bagdá, capital do Iraque, sentindo uma vontade de fazer reportagem. Parece que o Laranjas adivinhou. Saí do aeroporto e minha fonte iraquiana, naturalizada americana, me informou sobre um atrito entre os curdos, os iraquianos e os turcos. Basta saber se a confusão aqui se originou devido a chegada do Laranjas ou já havia uma pré-disposição a ocorrer uma confusão entre esses povos de cultura ímpar no mundo.
Ao sair do aeroporto em direção ao Hotel, fui parado por um soldado chamado John T. K. Smith. Ele me parou aos gritos de “ Stop brazilian, the book is on the table. I want, you know.. Marijuana??” Como não falo inglês respondi em alemão. “Keine kartofell, ya?” Neste momento passava um sósia de Mahatma Ghandi pregando a filosofia da não agressão e isso fez com que o soldado me liberasse sem ter que passar pelo “interrogatótio”. Me senti em casa!

domingo, 23 de setembro de 2007

"O meu futuro é ser pastor e nada me faltará!"

Desde 1976, com as pregações feitas em um rústico altar no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, até os dias de hoje, em que a Igreja Universal do Reino de Deus tem, em seus formulários de arrecadação, mais de 15 milhões de fiéis, o bispo Edir Macedo não havia tido ideia tão genial.

Ensinando alguns pastores, recém abençoados, como receber o dízimo também da mesada das criancinhas, o bispo teve um lampejo de sabedoria divina, quase uma Visão - criar uma escolinha para pastores!

Sim! Não é mera coincidência. A analogia com o futebol neste caso é natural e faz todo sentido.

Tanto o futebol como as funções desempenhadas na IURD são os caminhos mais rápidos para atingir o sucesso financeiro no Brasil. Assim como existe vários campos de futebol espalhados por cada vila deste país, não param de surgir IURDs pelo território (antigos cinemas, teatros falidos, templos faraônicos e casebres de pau a pique). E não há como negar que a renda de um bispo está cada vez mais equiparada a de um jogador de nível médio do futebol brasileiro. Na cabeça de Macedão, nada mais lógico que um, tenha a mesma iniciação que o outro.

- O curso tem 4 anos de duração. Porém, com 3 anos e meio você já se torna obreiro (sem ganhar nada, além da graça do senhor, que já é um motivador pra quem quer seguir carreira neste ramo).

- O preço é insignificante, perto da missão belíssima que é pregar a palavra de Deus (O Macedão), apenas 500 reais por mês (mandados diretamente para a fogueira do Monte Sinai).

- Tem que saber ler...a Bíblia. E não precisa apresentar curriculo escolar (como no futebol).

- Também é interessante ter alguma experiência no ramo de vendas.

- Só passa do primeiro ano se decorar a Bíblia Sagrada.

- No segundo ano há um estudo aprofundado dos trechos: Gênesis 14.18-24, Gênesis 4.3-7, cf Malaquias 3.6-12, Gênesis 13.2, cf Mateus 23.23 e cf Provérbios 3.9-10. Neste mesmo ano será dado o curso de oratória e persuasão por profissionais de publicidade e palestrantes do meio empresarial.

- No ano seguinte, se ensina como curar doenças graves, problemas mentais, de ordem financeira, empregar os desempregados, tirar da solidão os carentes e mal amados e salvar da miséria e da fome. Vai entender, neste estágio da escolinha, porque os pastores e bispos repetidamente pregam que a medicina e os remédios não curam jamais.

- Já no primeiro semestre do quarto ano é dado um curso intensivo de como exorcizar demônios por um grupo de teatro contratado pela IURD e que possivelmente será usado nos cultos.

- No segundo semestre o cidadão, que já é obreiro, é afogado mais uma vez na água benta para ter consciência do seu destino caso não siga A Palavra. Passa 6 meses sob orientação de algum pastor para aprender a malícia da profisão e, por fim, ganha um diploma assinado pelo bispo Edir Macedo e por Jesus Cristo, o próprio.

- Por fim, é realizada uma confraternização entre os formandos na qual ao invés de jogar o capelo para cima, chuta-se uma imagem da santa Nossa Senhora Aparecida, enquanto gritos de louvor ao Salmo 23 ecoam pelo templo: o meu futuro é ser pastor e nada me faltará. Aleluia!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A Scolomprendomorpha centepatis não é mais a mesma

A Universidade da Tonga da Mironga do Cabuletè (UTMC), juntamente com estudantes da Uninortenoroeste, divulgou, no dia 07/09, às 15h47, nota importantíssima na Science and & Sociopolitical Magazine. Segundo estudo, a Scolomprendomorpha centepatis, centopeia para os leigos, não possui cem patas como retratado em vários desenhos da Walt Disney. Esta descoberta, que revolucionará a ciência em todos os sentidos, foi realizada durante vários dias no quintal da casa do Jorge Konder Bornhausen, que patenteou o feito de imediato.

O experimento consistiu em contar as patas de três Scolomprendomorpha centepatis para se chegar a conclusão, sendo a terceira usada como fator desequilíbrio, caso as duas primeiras tivessem número de patas diferentes. Ou seja, se a primeira centopeia tivesse 100 patas e a segunda tivesse 99, a terceira seria usada para o desempate. Porém, se a primeira tivesse 100 e a seguinte tivesse também o mesmo número, a terceira seria jogada fora para não confundir os pesquisadores.

Para se ter precisão na contagem, três voluntários, entre eles o próprio Bornhausen, contariam duas vezes as patas da primeira centopéia alternado-a entre eles. Em seguida, mais cinco voluntários distintos, fariam o mesmo processo com a segunda centopéia.

Após três dias de trabalho o estudo concluiu que a Scolomprendomorpha centepatis tem apenas 32 patas! A equipe foi formada por 18 membros da UTMC, dois da Uninortenoroeste, um vizinho e dois carteiros.

Como foi decisiva para o resultado final a terceira centopéia foi adotada por Jorge, estando inclusive entre os convidados do casamento de Paulinho Bornhausen. Porém, não compareceu devido a forte dores nos pés.

Sem levar em conta os efeitos colaterais, a ciência continua derrubando verdades do mundo natural e reforçando a famosa máxima de Bistrô de Gaulles: “Nada é verdade até que se prove o contrário”.