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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Berlusconi renuncia ao governo para aproveitar carnaval brasileiro de 2012


Berlusconi utilizará a tática bunga-bunga para curtir o carnaval
De bolonhesa O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi renunciou o mandato, ontem, depois de assistir a competição que elege a rainha do carnaval do Rio de Janeiro para o evento que ocorrerá ano que vem. “Sono molto occupato con queste cose il governo e non hanno tempo per dedicarmi a ciò che conta davvero” – disse à população italiana na praça de São Pietro do Vaticano, ao lado do Papa Bento XVI, que o abençoou. 

De acordo com informações da cúpula de modelos que assessoram o primeiro-ministro, a decisão foi tomada logo depois que Berlusconi viu a finalista do concurso Luciana Abreu sambando na passarela. “Bisogno di uno sguardo più attento. in Brasile ci sono più "risparmi" in Italia” confirmando o que o lider já suspeitava sobre o carnaval brasileiro – que há muito mais “poupança” que na Itália, uma das razões apontadas por Berlusconi de o Brasil ter sofrido somente uma marolinha durante a crise de 2008.

Logo depois de ter anunciado a renúncia, Berlusconi antecipou-se e garantiu seu lugar na Marquês de Sapucaí de 2012. Comprou dois ingressos, segundo informações oficiais: um para ele e outro para a primeira brasileira que se atracar em seu colo. Revelou, já ensaiando o português: “Battisti fez bem em sair da Itália. Agora, eu é que quero ser extraditado daqui e ir para o Brasil!”  

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Movimento "Desoccupy Sarney" toma corpo em Brasília

"Fora o Bigode! Fora o Danado! Desoccupy, a moita do Senado"
Da sucursal de Bigodolândia - Na manhã desta segunda-feira (31), quinze estudantes, enfurecidos pela atual rebeldia-restart sem causa no Brasil, resolveram mexer o traseiro e fazer algo que pode arejar os corredores do coronelismo patriarcal da capital brasileira. Com bigodes-vassoura e tochas na mão, os protestantes bradaram o hino "Desoccupy Sarney" em frente ao Senado.

De acordo com um popular que presenciou o momento, o bigode-chefe, depois de ouvir gritos dos manifestantes, decidiu sair do casulo político para ver o que acontecia. "A surpresa foi inevitável. Sarney ouviu aquele pequeno burburinho chamando-o pelo nome e ficou pessoalmente emocionado. Resolveu, então, ir até aos estudantes e acenou. Todos começaram a gritar mais alto. Ocorre que vossa excelência, Presidente da Casa, não entende inglês". O relato oficial emitido pela secretaria de governo relata que o "Sarney só recolheu-se do local quando percebeu que os manifestantes queriam acertá-lo com bigodes e tochas".

O movimento tem raízes nos protestos da primavera, verão, outono e inverno americano contra a hegemonia bancária e multinacional em Wall Street. O "Occupy Wall Street" começou ignorado pela imprensa e, agora, molda-se como uma reivindicação legítima, influenciando outras pelo mundo - inclusive os estudantes do "Desoccupy Sarney". "Quando vimos que a biografia do bigode e do Restart estavam entre os livros mais vendidos da semana, tivemos noção de que havia algo muito sério na cabeça do brasileiro. Enquanto isso, o Sarney cagai, mas não Desoccupy a moita do senado".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Zezé di Camargo e Luciano encenam adaptação no cinema do livro "Dois Irmãos" de Milton Hatoum

Zezé e Luciano ensaiando antes do show em Curitiba
Os dois filhos de Francisco fecharam, nesta sexta-feira (28), um acordo que promete apaziguar uma richa histórica entre os irmãos: o fato de Zezé sempre ser o protagonista da dupla. "No filme, a ideia do roteiro foi colocar Luciano como o personagem principal, que ganha o coração de Lívia, objeto da primeira disputa entre os irmãos Yaqub e Omar no livro. Vai ser incrível ver essa mudança de olhar" - explica o diretor Walter Salles, contratado a peso de ouro por Luciano.

No entanto, esta decisão já gerou um conflito real entre a dupla. Pela primeira vez Zezé sentira-se subjulgado ao seu irmão, fato que não engoliu no seco. Antes do show de ontem que realizariam juntos em Curitiba, Zezé, no camarim, em um ato de fúria, quebrou um pedaço de garrafa de vidro e atirou contra Luciano. O irmão, que protagonizaria Omar, o garanhão da história de Milton Hatoum, agora será obrigado a fazer o papel de Yaqub: a cicatriz em forma de meia lua ficou evidente em seu rosto.

Omar, quer dizer, Zezé di Camargo, manda seu irmão para o Líbanoquetepariu. Mas o que Yaqub faz, quer dizer, Luciano, é ficar quieto e sair do camarim. Acontece que durante o show solo que Zezé iria protagonizar, Luciano reaparece e declara à multidão: "fui eu quem escrevi todas as nossas músicas e aceitei, sem restrições, o fato de ficar em segundo plano na nossa carreira". O público surpreso responde com "Zezé é um mané, Zezé é um mané" e Yaqub sente, quer dizer, Luciano, com um sorriso no rosto, que poderá voltar a viver o papel que sempre quis em sua vida: ser o protagonista da história.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ex-ministro Burlando Silva pendura chuteira e leva bolada de Demitilma Rousseff


"Nesse jogo, Burlando, você entra só no Terceiro Tempo"

Após intenso debate sobre como iriam jogar a pelada no fim de semana, a técnica Demitilma Rouseff decidiu que a bola de Burlando Silva andava muito murcha. “Já comprei da marca Wilson, Nike, Adidas, mas todas são furadas pela Veja. Parece até mentira”. A saída do jogador já era esperada. No fim da tarde de ontem, devido à dificuldade de encontrar uma redonda que satisfizesse os desejos da chefe, o próprio resolveu pendurar as chuteiras.

“Nós tentamos dar 110% a cada jogo, mas a professora não considerou os esforços do time” – revela Burlando, infeliz com a bolada de Demitilma. O caso foi levado a inquérito no STF (Suprema Titica do Futebol) e, unanimemente, adubaram o caso. É o sexto jogador que a técnica manda para onde o Diabo perdeu as chuteiras. O time, contando com os pontos sofridos, está apertado no campeonato. Os russos, chineses e indianos estão logo atrás para meter pressão.

No lugar de Burlando, entrará seu colega de partido Aldo Bedelho, que continuará metendo o dedo no trabalho de meio de campo entre laranjas e ONGs fantasmas fabuladas pela Veja.  A intenção é passar a bola do dinheiro público para debaixo do gramado mal capinado de nossa democracia. Mas, conselho de comentarista esportivo: Bedelho não poderá esquecer de agradar a técnica Demitilma, que, ao que parece, anda em uma terrível e interminável TPM (tensão pós-ministro).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ministério do Trabalho lança novo cadastro jurídico, o chamado Pessoa Cítrica

Campanha vistual do MT para cadastro de Pessoa Cítrica

Depois da descoberta pela Controladoria Geral da União (CGU) de que pelo menos 114 milhões foram desviados do tradicional patrocínio governamental a Organizações Não-Governamentais (o que me leva a pensar que dizer que uma ONG é independente é o mesmo que afirmar que frequentador de sauna gay é macho), o Ministério do Trabalho resolveu organizar um novo programa de cadastramento de pessoas que não são físicas e nem jurídicas, mas sim, cítricas.

“Há mais de 25 anos exerço a profissão, com orgulho, e só agora posso existir legalmente. Parece uma incongruência para um país que sempre confiou no trabalho de laranjas” – revela a pessoa cítrica, P.C., que não quis revelar sua identidade, mas que atualmente trabalha para Paulo Maluf. A ideia do programa “Minha Ong, Minha Laranja” do Ministério do Trabalho é atualizar o cadastro para alternar nomes e possibilidades de contratação desse serviço cítrico, porque os atuais já estão gastos pela recorrente divulgação na imprensa.

 Agora atenção! Papel e canetas à mão, para anotar os requisitos básicos para o cadastramento (caso você esteja morrendo de vontade de ser P.C. e padrinho de casamento de alguma filha do juiz Lalau – para sermos mais atuais, caso você esteja a fim de bater uma bolinha no fim de semana com o Ministro dos Esportes Orlando Silva e comer caviar na casa do Sarney): 

  1. Declare que você comprou uma mansão em jurerê internacional em seu nome, mesmo que sejas somente um vendedor de picolé na praia.
  2. Abra uma conta bancária nas Ilhas Cayman. (e viaje para lá, para ninguém desconfiar de quem te contratou). Pode ser um tiro no pé, mas serás bem recompensado.
  3.  Tome muita vitamina C. Segundo estudo da Universidade de Michigan, os laranjas mais bem sucedidos do mundo ingeriam, toda manhã, uma cota de vitamina C para mascarar o vírus da corrupção.
  4. Diga que você não sabe de nada e desde o começo aceitou o trabalho para ajudar a sua comunidade.
  5.  Fique por dentro dos últimos lançamentos de sabão em pó, para investir em uma lavagem monetária eficiente.
  6.  De vez em quando, denuncie seus concorrentes à imprensa, sempre com aquela voz de E.T. dentro do aquário, para aliviar a barra para o seu lado.
  7. Brigue por causas sociais, faça camisetas de “não violência aos animais”, porque ninguém desconfia de quem ama os bichinhos – principalmente os Koalas do nordeste da Austrália.
  8. Trabalhe periodicamente em uma casa de câmbio, para descobrir o fluxo financeiro das moedas estrangeiras.
  9. Quando você cumprir todos requisitos acima, cadastre-se pelo site (Não é o LARANJAS! Somos só um blog de humor, não ganhamos nada de nenhum político ou estelionatário – e freqüentamos o jurerê que não é o internacional!) http://ministériodotrabalho.org.br/cadastropessoacítrica
  10.  Pronto! Você ganhará uma carteirinha, com o seu número P.C., e poderá usufruir dos melhores benefícios desviados de Brasília.

sábado, 15 de outubro de 2011

Depois de morto, editora lança “O corpo de Steve Jobs”

O livro já é um dos mais aguardados na booklist do NYT. Steve Jobs, que morreu no início deste mês, teve uma homenagem póstuma anunciada esta semana pela Editora Vida: todos os adoradores do ícone poderão agora conhecer um álbum de fotos impresso do corpo de Steve. Antes que isso pareça mórbito, a editora esclarece que pretende seguir o sucesso desencadeado pelo livro “A cabeça de Steve Jobs”.


“Nenhuma cabeça funciona sem o corpo. Isso a medicina já comprovou há anos e, ao que tudo indica, sustentará as vendas do primeiro livro da série. O quebra-cabeças Steve Jobs está sendo desmistificado” – conta o autor Steve Wozniak, conhecido como Woz, companheiro e admirador do corpo de Steve Jobs.

O outro corpo – Dennis Ritchie, fundador da linguagem C e do sistema operacional Unix, não teve sequer um livro sobre o pé dele. Sem o que Ritchie criou provavelmente não existiria computação, nem Linux, nem Windows, nem iPad, nem Android, nem Mac OS X, nem internet, nem celulares, nem a sua mãe talvez. O fato de grande parte dos meios de comunicação terem esquecido de noticiar sua morte, no dia 8 de outubro, foi porque poucos do jornalismo entendem o que é linguagem C (além daquele que está na pasta Meu Computador) e Unix e pelo infeliz fato de Ritchie ter escolhido morrer logo depois de Jobs. Os princípios editoriais da organizações Laranjas, no entanto, enfatizam que “é imprescindível para a existência do blog tal conhecimento, pois, mesmo sem sabermos o que é, aplaudimos quem o criou”.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Anões do orçamento voltam a jogar pela seleção brasileira

À dir: Sarney dita as regras para os anões fora de prática
Lembra dos Gigantes do Congresso? Que aviltaram os gramados de Brasília em 1993? Não? Pois é. Contando com isso, os pequenos e grandes corruptos da história brasileira José Carlos Alves dos Santos, Ibsen Pinheiro, Genebaldo Corrêa, que formaram a primeira equipe de fraudadores anões do mundo, estão de volta para estremecer os corredores do parlamento brasileiro junto com uma tropa de comissionados.

Mas para conseguir votos na próxima eleição, sem serem reconhecidos por algum professor de cursinho, camuflaram-se de jogadores da seleção brasileira. Deu certo – até meio metro. “Tentei ficar feio que nem o Ronaldinho Gaúcho. Mas o que não consegui mesmo foi esconder dinheiro com essa fantasia. Era mais tranqüilo na época do paletó, calça, gravata e algumas ONGs” – conta Ibsen, nostálgico. Veja mais na reportagem: http://tinyurl.com/4yuwa82

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Larábolas do dia:

Porque os profetas ditam as parábolas, mas os sábios as profetizam.

"Pedi 1000 litros desse achocolatado... dizem que é muito bom, né?"
Justin Bieber exigindo Toddynho para seu camarim nesta turnê brasileira, sem saber que, dias antes, a vigilância de Saúde do RS constatou que o líquido havia um ph similar ao da soda cáustica.
Os fãs do Metallica, que ainda estavam no Rio de Janeiro, bradaram a escolha.





"Sabe como é, devagar, devagarinho"
Martinho da Vila sorrindo, como sempre, ao comentar sobre as previsões de inauguração dos estádios da Copa em 2014.




"Yo soy Real, mas assino como Santos no Brasil"
Neymar carimbando passaporte na Espanha.




"Eu já sabia"
Professor aposentado pela UFSC, que há anos não frequenta o espaço universitário, sobre a descoberta da expansão acelerada do Universo que levou o prêmio Nobel de Física 2011.




"Nunca irei alcançar meu ídolo Charlie Sheen"
Rafinha Bastos, após publicar esta imagem em seu twitter, complementando que "foi uma noite muito triste" depois de ser afastado pelo programa CQC.





"Depois da Wanessa e o bebê, agora voltarei a comer as gordinhas. É um investimento a longo prazo"
Rafinha Bastos sobre a liberação pela Anvisa da substância sibutramina, anunciada hoje, o que deixará as gordinhas mais amigas do espelho e de Rafinha.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coveiros aderem à onda de greves e negociam com Morte para aliviar número de corpos

Nesta sexta-feira,30, os trabalhadores do cemitério do Itacorubi e de São Cristóvão, em Coqueiros, resolveram largar a pá da cova para reivindicar melhores condições de trabalho, assim como os bancários e os carteiros. Acontece que a quantidade de mortos nesse ano superou a capacidade de armazenamento dos jazigos em Florianópolis. Só no mês de agosto, a proporção se manteve de 8 mortos para um túmulo. Com isso, os próprios coveiros foram intimados pela Prefeitura a fornecer parte de seus quintais para enterrar os presuntos.

“O pior é que nunca tive algum pedaço de terra. Mesmo assim, um funcionário da guarda municipal utilizou de sua truculência para me intimar a colocar um morto fresquinho em meu freezer novo. Isso não é justo” – lamenta Tristo de Sanctis, coveiro há mais de 20 anos no Itacorubi.

Segundo ele, o problema está justamente na qualidade dos defuntos. “Não ficaria chateado em colocar alguém no frigorífico lá de casa. O problema é que só tem morrido gente sorrindo ultimamente, com cara boa. Como vou colocar alguém assim perto dos meus nuggets de frango? É muito triste. Preciso ligar para a Morte e dar uma dura nela. Porra, fazem dois anos que não enterramos nenhum salafrário! Muito menos um político”.

Outra razão apontada pelos funcionários à greve foi o aumento expressivo nesses últimos meses de mortes de pessoas acima de 1,90 de altura. Devido a esse fato, o trabalho de readequação do corpo, que deveria ser realizado por especialistas do Instituto Médico Legal, ficou a cargo dos próprios trabalhadores, que sem instrumentos adequados, acabavam fatiando presuntos com facas de pão.

A negociação

De acordo com o site de notícias FOL, funerária online, o maior portal de notícias para os que já viram o fim do túnel, o apoio à greve está sendo avaliado pela Comissão Reguladora da Vida (CRV), que decide quem vai ou não bater as botas. A atual presidente da CRV, Dona Morte, acredita que a reivindicação é legítima, mas diz que manterá o desejo dos comensais em ceifar jogadores de vôlei e basquete. “Atualmente todos querem descansar em paz e eu é que fico com todo o trabalho. Claro que isso é desgastante para os coveiros, mas isso também complica para mim. Como nunca gostei de esportes, mantenho a minha posição”.

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*Para quem se interessa por notícias funerárias, aí vão as últimas do FOL:

Australiana cria Coleção de Roupas para quem já Passou Dessa para uma Melhor

Funerárias de Manaus terão Central de Distribuição de Óbitos

Necrotério na Turquia cria Alarme para Defuntos que “Ressuscitam”

Motorista de carro funerário é preso por dirigir bêbado na BR-153 em GO

Agente funerário: um olhar histórico sobre o surgimento dessa profissão

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Christiane Torloni imita Cássia Eller e mostra os peitos ao vivo no Rock in Rio 2011


Ao final da entrevista para a repórter Dani Monteiro do Multishow neste fim de semana, Christiane Torloni resolveu lembrar um gesto que marcou a todos que viram a coisa mais estranha da face da terra na edição de 2001: os peitos da Cássia Eller.

Com a frase “Eu sou rock ‘n rolla, baby”, a atriz cinquentona terminou o depoimento para a Dani na área VIP e puxou a blusa para cima, mostrando que pode ressuscitar a falecida Eller só com um gesto e silicones.

Tudo começou com o open bar do camarote. Torloni já tinha Torlado boa parte do cardápio de bebidas, sobrando para os organizadores do local recorrerem a um plano B. “O que vamos fazer” – perguntaram-se, aflitos, os barmens do camarote sem saber onde arranjar mais bebida para o pau-d’água e furacão Torloni. A resposta veio rápido.

“Estávamos limpando a cozinha, quando, de repente, um maluco correndo arrancou da minha mão o álcool que eu usava para tirar a sujeira da chapa de hamburguer” – conta o chef de cozinha do Bob’s, boliviano, que foi contratado para fazer um trabalho escravo durante os dois fins de semana do evento. Então, o que parecia uma solução de emergência, acabou em uma cuba libre especial para Torloni que glorificou, mais uma vez, o jeito Cássia Eller de terminar um Multishow.

domingo, 25 de setembro de 2011

[LARANJAS QUATRO ANOS] O Genésio dos blogs

VATICANO - Eu sei que estou atrasado, mas vamos lá. Fui o último convocado pela seleção, um pouco fora de forma, treinando em campo de várzea abaixo do nível esperado para um empreendimento como este. No entanto, desde que entrei para o time, tenho aprendido com meus colegas a produzir risadas (mesmo que não sejam muitas).

Fazer humor é difícil. Periodicamente, então, corre-se o sério risco de recontar piadas do Ary Toledo ao invés de sacar uma nova pilhéria. Desgraça que por vezes caímos sem perceber – livrai-nos desse mal, amém. Mas nada como levar a sério o que as pessoas tendem a acreditar como uma brincadeira despretensiosa. Mesmo que isso não dê em nada. Parece que a graça está em surpreender e inverter a ordem mais ou menos estabelecida. E para isso precisa-se de trabalho e um pouco de cerveja.

Essa história de subverter não é invenção nossa, infelizmente. Existe até na religião católica. Sem brincadeira nenhuma, me falaram que há um santo para os humoristas: o São Genésio. Já ouviu falar? Nem eu. No mínimo a imagem deve segurar uma caneca de chopp na mão e expandir um sorriso malicioso de quem olha um fio dental feminino na praia pelos óculos escuros. Não à toa, o maldito deve ter uma visão privilegiada lá de cima. Rezai e vigiai.

LARANJAS é como um Genésio dos santos, um em um milhão de veículos. Têm poucos devotos, mas os que oram pela gente são valorizados. Com quatro anos de existência, dois milagres concretizados e três freiras apaixonadas (número em ascensão desde a alta no último pregão na bolsa), o blog já pode ser beatificado pelo Papa. O que não seria de todo o mal, afinal, iríamos de graça até Roma e de quebra, com a grana da beatificação, poderíamos fazer umas compras. Vida longa à santíssima laranjada!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Laranjas reivindica o retorno da Praça Vermelha ao curso de Jornalismo da UFSC

Este é um momento muito sério. Vivemos em uma época cuja convergência de mídias aponta uma revolução tecnológica e profissional, porém, o que parece mais desgastante para quem faz um curso de Jornalismo na UFSC atualmente é que certas tradições ficaram engavetadas, como deveriam ficar as pautas sobre cabras domésticas que são exibidas em telejornais de grande audiência . O passado está sendo renegado.

Para quem não está entendendo o tom melancólico desta mensagem, convido-lhes a viajar no túnel do tempo. Na mesa de discussão sobre os rumos de um foca, ontem, na 10ª Semana de Jornalismo na UFSC, o jornalista Marques Casara relatou sobre o que mais gostava da época em que era estudante da baiúca. Sem titubear, revelou que era o usufruto da “praça vermelha”. Um espaço estudantil e organizado, institucionalmente patrocinado, onde as ideias inovadoras eram discutidas e... na verdade, conclamou, era um local basicamente para a livre iniciativa de sexo, drogas e Rock'n Roll. O Éden na terra, bem mais Paraíso que a estação metroviária de São Paulo.

Mas como o propósito tinha uma função edificante, filosoficamente falando, e contando a quantidade cada vez mais desesperadora de desistências no curso depois do Golpe que fechou o espaço, estamos promovendo um abaixo assinado para o retorno da “praça vermelha”. O centro político e religioso do nosso curso. O Kremlin só de nome, sem russos, comunistas ou desfiles militares. É a materialização dos prazeres da vida pelos estudantes de jornalismo que, precisando encarnar baixos salários e uma rotina massacrante de trabalho, aproveitavam o espaço para dessacralizar as pressões do cotidiano.

O sonho de uma revolução está de volta. Esta mensagem panfletária tem somente um propósito: conclamar as massas a lutarem por uma ideia que ficou renegada às traças vociferantes da censura no passado e que nunca mais reviveu a liberdade surubística estudantil. A briga pelo retorno desta sétima maravilha do mundo é uma reivindicação social, antes de tudo, legítima de respeito aos colegas que vivenciaram esta época de muita festa.

Os próximos dez dias que virão, caso a lista complete um abaixo assinado de dez nomes, podem abalar o mundo (e o curso de jornalismo). Depende somente de você.

Abaixo um vídeo comparando esta época com o que virou atualmente o espaço sepulcral e bacanístico do curso. Para quem não viu, um convite à história:

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Novos minicursos serão ministrados na 10ª Semana do Jornalismo na UFSC

A 10ª Semana de Jornalismo na UFSC está oferecendo novas opções para quem já cansou dos minicursos disponíveis. A ideia é que as alternativas promovam um ensino baseado nas necessidades da profissão – o que até o momento não ocorre, pois há uma quantidade razoável de alunos lendo jornais murais expostos no corredor do curso enquanto ocorrem as aulas.

A primeira proposta é para situações de extrema privação no jornalismo. O minicurso de “Produção de café extra-forte em meias soquetes” ajuda os alunos a confeccionarem café de qualidade em condições desfavoráveis, como no caso de correspondência de guerra. Neste mesmo parâmetro, visando preparar o foca a um ambiente insalubre e selvagem, o “Como lidar com o desemprego após a formatura” já está com dez páginas de lista de espera.

Uma das grandes inovações neste ano é a criação do “psicografia jornalística”. Pai-de-santo que o diga! Sempre houve a discussão no campo ético se o jornalista é ou não o gatekeeper das informações. No entanto, agora é a oportunidade de provar que ele pode ser o médium. Isso mesmo! O minicurso irá ensinar técnicas de entrevista com espíritos e transmissão de informações via teléus ou infernex (a rede de comunicação do céu ou inferno - depende para que lado você trabalha).

Além disso, a convite da equipe de organização, o pneumologista Carlos Tabaco Soares ministrará o curso que debate os destinos dos pulmões da profissão: “como diminuir a dependência ao cigarro”. Segundo pesquisa do centro de estudos da nicotina em Michigan, de cada dez jornalistas atuando na grande imprensa, cinco fumam quatro carteiras de cigarro por dia, três já perderam o pulmão esquerdo e dois infelizmente já não estão mais aqui para dar entrevista.

Em paralelo ocorrerá a mesa redonda pela internet de “Como conquistar mulheres nas redes sociais”. As cantadas que estão na moda, os novos approaches virtuais e a paudurescência em 140 caracteres serão tema para duas horas de discussão sem intervalo – porque toda logística de uma mesa redonda é para que sejam suficientemente longas a ponto de tornarem-se chatas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Filme Árvore da Vida mata 150 pessoas e deixa 85 feridas em uma única sessão

A nova produção do diretor Terrence Malick gerou uma onda de protestos e mortes nos cinemas brasileiros desde a estréia em 12 de agosto. Só neste último fim de semana, foram 150 pessoas mortas e 85 gravemente feridas pelo longa-metragem no Iguatemi de Florianópolis. O Centro de Estudos de Prevenção a Doenças Cinematográficas (CEPDC) aponta que o principal motivo para a chacina é o tédio – submetido a doses acima do limite permitido pela ANCINE.

“O problema está na duração do filme. Se fosse um curta, causaria somente uma corrosão lobular no cérebro dos espectadores, muito recorrente quando se vê experimentais russos. Mas a contínua exposição sem sentido de imagens da natureza destrói o lado dito “racional” de sinapse entre os neurônios” – explica Terry Brendan Mac Onha, especialista em análise de saúde mental pós-traumática da 7ª arte no CEPDC.

O sobrevivente Carlos Castanha, estudante de filosofia na UFSC, disse que a única coisa que não entendeu foi o fato de o filme só ter 138 minutos. “Ah cara, quando eu comecei a entrar em transe, acabou. Achei uma puta conexão entre aquelas cachoeiras, dinossauros e o Brad Pitt, entende?”. Castanha conta que viu corpos sendo carregados durante a sessão e, quando indagado sobre como escapou ileso do tédio, simplesmente acendeu um cigarro cuja procedência era incerta.

De acordo com o atendente da bilheteria, que não quis se identificar, a onda de gritos a certo ponto do filme foi ensurdecedora. “Pensei que viesse da sala do Super 8, aquele thriller produzido pelo Spielberg. Mas logo entendi que é mais fácil morrer de tédio do que levar susto com Spielberg”.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Arqueólogos descobrem que o santo sudário é laranja

O Centro de Pesquisa Arqueológica No Oriente (C.P.A.N.O), em parceria com a Sociedade Universitária Jovem do Oriente (S.U.J.O), divulgou nesta terça-feira, 26, o resultado do exame coloral 14 no santo sudário. O teste aponta a cor do famoso manto que cobriu Jesus após a morte: é laranja – apesar de um pouco desbotado.

A assessoria do Vaticano mandou nota repudiando o estudo, porque segundo o evangelho de Mateus, capítulo 1, versículo 19: “alvo e branco, como todos os panos lavados com Q’Boa, o manto cobre o corpo e alma de Jesus”. Porém, a própria citação se contradiz no capítulo seguinte, onde há fortes indícios de que Judas lavou o pano com um sabão em pó vagabundo, o que teria deixado a cor alaranjada.

Para desmistificar o problema, arqueólogos da C.P.A.N.O e pesquisadores da S.U.J.O submeteram o santo sudário ao coloral 14, que consiste dar catorze esfregadas no manto com sabão de coco em um tanque. “Foram dois milênios de sujeira acumulada. Não tinha como saber de que cor era realmente. Nada que uma boa lavada à mão para tirar a craca. E de fato, o pano é laranja. Isso será uma revolução cultural para os cristãos que cresceram acreditando que o branco seria uma cor divina” – revela o pesquisador da S.U.J.O Robert Gandalf, o Laranja.