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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Paulistas antecipam volta do feriadão para evitar congestionamentos

LaranjasCop registra congestionamento recorde em São Paulo
O movimento na rodovia Régis Bittencourt, no sentido de volta para São Paulo, está lento na noite desta sexta-feira (11). Através de um sobrevoo do LaranjasCop, a reportagem estima 34 quilômetros de congestionamento para entrar na capital paulista. A lentidão esta sendo causada por turistas que estão antecipando a volta do feriadão, com medo de pegar um trânsito ainda maior na terça-feira.

O pai de família Roberto Alvarenga estava no meio do caminho para Florianópolis quando descobriu que chovia na capital catarinense. "Então resolvi que não ia perder meu tempo e voltei para sampa, meu", conta Alvarenga, que viajava junto com sua esposa e seus dois filhos. Ele disse ainda que vai aproveitar o fim do feriadão para descansar: "É muito estressante para o paulistano aproveitar os dias de folga. Passamos a maior parte do tempo dentro do carro, e não temos ar-condicionado, o que cansa mais ainda".

Já o carimbador-chefe do departamento de despachos da Secretaria Municipal da Pesca de São Paulo Carlos Augusto Vagaroso conseguiu aproveitar um dia ensolarado no litoral paranaense. "Como eu sou o chefe do meu setor, me autorizei uma folga na quinta-feira. Saí de São Paulo à noite e consegui aproveitar um pouco em Guaratuba. Fazia sol e calor", garante Vagaroso. Agora ele vai aproveitar o resto do feriadão para passear pela cidade vazia e adiantar o trabalho que levou para casa. "É tanto trânsito na nossa vida que muitas vezes chegamos na repartição já na hora de sair", confessa o servidor público.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Americanos vêm ao Brasil em busca de oportunidades

Um programa de viagens há muito conhecido no Brasil agora é novidade nos Estados Unidos: o Work Experience. Anunciado pelas agências pelo nome de Experiência de Trabalho, o programa dá a chance aos jovens americanos de conhecerem a cultura brasileira ao mesmo tempo em que ganham dinheiro trabalhando. Essa iniciativa começou a surgir depois da crise de 2008, quando o dólar começou a perder valor, o desemprego subiu nos EUA e muitos cidadãos tiveram que botar a mão na massa.

O graduando em física molecular John Robert Steven agendou o seu Experiência de Trabalho para agosto deste ano. “Meus pais conseguiram juntar um dinheiro, mas eu espero pagar o intercâmbio com o que eu receber por lá”, conta Steven. O estudante da Universidade de Michigan vai passar seis meses trabalhando como vendedor de coco na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e vai ficar em uma moradia compartilhada por outros intercambistas americanos. “Espero nesses seis meses aprender não só a língua portuguesa mas também a cultura do Brasil. Se sobrar dinheiro eu pretendo fazer uma viagem para a capital Buenos Aires”. Segundo a agência de viagens, trabalhando no Brasil Steven vai receber cerca de R$ 5 mil.

Com a crise, ao mesmo tempo em que a oferta de emprego nos EUA caiu para os brasileiros participantes de Work Experience, aumentou o número de jovens americanos trabalhando aqui. “Foi uma virada de mesa”, resume o presidente da Associação de Agências de Viagens e Intercâmbio (AAVI) João Nascimento. Segundo ele e o ex-presidente Lula, a crise no Brasil foi só uma “marolinha”, enquanto os EUA sofreram muito. Profissões que até então eram exercidas por estrangeiros, como atendente de loja, faxineiro, babá, guia de estação de esqui e chapeiro do McDonald’s, agora estão cada vez mais ocupadas por americanos. “Muitas pessoas com alto nível de instrução tiveram que pegar o primeiro emprego que viram pela frente”, conta Nascimento. Segundo ele, é possível encontrar médicos trabalhando em açougues e físicos por trás de balcões de lojas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Sim, Eu Fui ao Paraguai

*Os acontecimentos redigidos a seguir se passaram no dia 27/12. Os horários foram arredondados, mas tudo que está aí aconteceu mesmo. Releve meu status de Laranjas para este post.

03:00
Pela casa a sinfonia Tavella ressoa por todos os cantos. Sou o único na platéia. Do avô ao primo mais novo, todos roncam.

05:30
O despertador da minha irmã a acorda. Em seguida, ela me acorda. Vamos ao Paraguai. Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná. Duas tias, minha mãe e minha irmã são minha companhia. Escovo os dentes me perguntando: que merda está fazendo? Você vai se ferrar!

06:15
Estamos na estrada. Minha tia (a guia) dirige, eu vou no banco ao lado. Atrás o restante dos turistas, muambeiros, sacoleiros, mãos de vaca... viajamos tranquilos. Chegaremos em Foz às 08:00

08:15
Acabamos de cruzar a Ponte da Amizade, após deixarmos o carro num estacionamento à 800 m da ponte. Estou animado, mas um comentário da tia guia me atordoa. "Nunca vi este movimento antes. Tá cheio demais". Diz isto com um sorriso de quem já veio mais de 10 vezes e nunca se cansou da maratona.
Viro a direita, após o final da ponte e então... o caos: cada metro quadrado encerra 6 pessoas em média. Cruzo o primeiro ambulante que oferece óculos escuros, cinto, colares, etc. A partir daí não para mais: entra em loja, sai de loja. Recusa ambulantes, esbarra nas pessoas, entra em loja, sai de loja. Uma ficou para trás. Espera, enquanto recusa ambulantes. Entra em loja, de roupa geralmente (um imã para mulheres), espera, sai da loja e mais ambulantes... neste ritmo, sem trégua até as 14:00.

13:00
Falta metade das compras. Nunca sairemos daqui às 14:00. A temperatura está em 38º C. Um ambulante acaba de me informar. Agora, a média de pessoas por metro quadrado já está em 7 pessoas.

13:45
A tia guia e minha irmã partem em busca de um álbum de fotografia.

14:10
A tia guia e minha irmã voltam onde nos encontramos sentados (degrau de uma escada), ao som de fitas crepes que fecham caixas num dos shoppings da cidade. Voltam sem o maldito álbum.

14:20
Estamos próximos da saída. Entramos numa galeria nova (acho que entramos em todas, menos nesta), assim, bem perto da saída. Me sinto num episódio da Caverna do Dragão com o portal aberto e eu prestes a voltar para casa. Mas como no desenho...
Nesta galeria há um banco. Me sento para descansar, pois carrego um trambolho, que meu pai encomendara, que pesa uns 7 Kgs e estou a andar desde às 08:00.
As duas tias e minha irmã vão para a parte superior da loja.

14:25
Minha irmã volta ao banco onde me encontro enfadado e entediado ao lado da minha mãe. "Tá uma loucura lá em cima", ela diz. Alguns minutos depois e ela propõe comprar um presente de aniversário para minha mãe (completará 50 anos no dia 04/01). Estimulo a ir (atitude estupida da minha parte como verão a seguir).

14:40
A tia guia chega avisando que se perdeu da outra tia e diz que lá, na parte superior, está uma loucura (eu sei, tia). Minha mãe, a pouco havia saído em busca das duas e minha irmã, nada. Ou seja, desencontro total. Sai a tia guia em busca das duas na parte superior.
Me sinto num ato de uma comédia.
Volta minha mãe sozinha (não agüento mais isto). Está preocupada com minha irmã que não deu sinal de vida. Alguns minutos depois e chegam as tias. Uma delas me traz uma camiseta de presente (só queria sair deste inferno). A tia guia pergunta da minha irmã. Sai em busca da dita cuja.

15:05
Chegam as duas sorridentes e com todo o gás. Dói ficar sentado, dói ficar em pé. Vamos a última compra do dia: um som para o carro.
É a última loja antes da ponte. Não tem o som.
A tia guia e minha irmã saem atrás deste maldito som em outra loja ali perto. O restante se senta no chão mesmo.

15:15
Vamos embora. Até que enfim! Não é tão mal assim. Só uma hora de atraso. A tia guia acaba com meu alívio. Diz que teremos que passar pela Receita Federal para declararmos a mercadoria para seguir viagem em paz pelo país. Isto quer dizer... fila.
Chegamos ao final dela às 15:30. Saímos dela às 17:00. Ficamos neste tempo sob um sol duplicado de tamanho e uma temperatura de mais de 40º C. Os ambulantes continuam. Vendem canetas para preencher a declaração, água, refrigerante e cerveja.
(Durante a fila começou a chover e eis que surgiram ambulantes com guarda-chuva. São um fenômeno!)

17:10
Enfim, piso no Brasil. Como eu amo este país! Seus produtos superfaturados, seus impostos, seus políticos desonestos...

Paraguai, até o ano que vem

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Roteiro Laranja

Infelizmente para as grávidas de 8 meses e 5 dias, técnicos demitidos e barrados, garçonetes e massagistas, me ausentarei por alguns dias. Porém, deixo a vocês leiotores do blog um roteiro pelo qual pretendo me orientar nestes dias longe de um computador:
- Escalarei o Pico da Neblina, redobrando minha carga de testosterona para...
- negociar com as Farcs, da Colômbia, a soltura dos reféns que estão sob seu domínio há anos;
- Viajarei pela Transamazônica até o Nordeste e em seguida chegarei a Barra, na Bahia. Lá comerei picanha maturada com batata souté e salada mista na frente do bispo Luiz Flávio Cappio.
- Parto em seguida para São Paulo, onde recebi uma proposta de emprego. Serei, por 2 dias, manequim de roupas natalinas num sex shop, chamado Veja! Abriu, ao lado do prédio da Editora Abril, em Pinheiros. Aceitei porque nunca estive tão perto desta editora, minha meta profissional.
- Visitarei o Parque São Jorge com a camiseta do Avaí.
- Contrariando meus princípios, assistirei a missa de Natal ao lado de minha avó, que deposito o maior respeito, mas no decorrer da missa, dependendo do que o padre disser, não me conterei a questionar alguns aspectos duvidosos da Igreja Católica.
- Voarei à Brasília, por conta de uma rave que será realizada no Congresso em recesso.
- Por fim, chegarei a Mineiros, minha cidade natal de que tanto sinto saudades.

A todos boas festas familiares e até a volta...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

LARANJAS no Rio de Janeiro - Dia 1: Propaganda Enganosa

O LARANJAS está temporariamente instalado no Rio de Janeiro, num apartamento com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Felizmente, apenas com vista e não com aroma, pois esse famoso cartão-postal carioca fede mais que a Beira-Mar Norte de Floripa. Só não tem cheiro de maconha, pelo menos. O blog, contudo, não veio a passeio nem em busca de entorpecentes e pretende dar vazão a sua verve jornalística com uma série de entrevistas e reportagens. Porém, assim como uma candidatura do Nildo Ouriques a reitor da UFSC, o LARANJAS está apenas sendo barulhento, espalhando sujeira e não está obtendo resultado algum.

A primeira decepção foi ontem, na chegada, com a saída rigorosamente no horário dos vôos Florianópolis-Congonhas e Congonhas-Santos Dumont. Não precisei nem tomar o tradicional chá de cadeira em CGH. Nem mesmo as minhas malas foram extraviadas! Lamentável, pois tive que jogar fora um brilhante (como sempre) texto que criticava o ministro Nélson Jobim e pedia a volta do glorioso Milton Zuanazzi, esse injustiçado, à presidência da ANAC. O texto repousa agora numa lixeira da sala de embarque de CGH junto a uma revista Coquetel (Edição Especial para Gênios), que também se mostrou inútil e difícil pra cacete.

No SDU, não sofri nenhuma tentativa de golpe ou roubo, mesmo com a minha cara de turista alemão em busca de sexo com menores de idade. Minhas últimas esperanças estavam em encontrar alguma taxista fanfarrão, que não parasse de falar durante o trajeto todo sobre o bando de vagabundos que dirige a cidade, o estado e o país e que seria meu primeiro entrevistado carioca. Nada. O sujeito só abriu a boca para xingar uma velhinha que atravessava fora da faixa, no que recebeu apoio do LARANJAS, que é pequeno-burguês e odeia pedestres mal-educados. Pensei seriamente em soltar algo como "e o Flamengo, hein?", mas logo lembrei que o LARANJAS, dada a sua condição acima citada, também é contra aglomerações populares.

Ao chegar à base na Lagoa, esperei por alguns minutos em frente ao prédio, com minhas malas Samsonite e Louis Vuitton dando sopa, mas não sofri nenhuma tentativa de assalto. Nada, nem mesmo passaram a mão na minha bunda. O Rio de Janeiro não é aquilo tudo que nos vende a TV e o filme Tropa de Elite. Consternado, só me restou subir ao apartamento, deixar as minhas coisas e procurar um pé-sujo para alguma refeição rápida. Encontrei um lugar chamado Nakombi, que pareceu-me apropriadamente vagabundo graças a uma Kombi estacionada dentro do ambiente. "Me vê um especial da casa e uma caipira, chefe!", berrei ao sentar num dos bancos da Kombosa. Só percebi o erro quando o garçom trouxe o pedido: umas 68 peças de sushi e uma caipirinha de saquê. Astuto, oportunista e mão-de-vaca, o LARANJAS concluiu que a melhor maneira de reparar aquela cagada era, claro, provocar uma briga e ser expulso do restaurante. "Tu tá me ishtranhando, mermão...", a essa altura eu já falava com sotaque carioca, "eu só cuomo eisse tipo de freishcura quando quero cumê alguém, tá ciérto? Tu tá vendo mulhé aqui? Agora vai pra puorra da tua cuzinha e me traish um pêéfe de alcatra! Pra huoje!"

A estratégia deu parcialmente certo, pois briguei com (leia-se "tomei uma surra de") três garçons lutadores de judô e tive que pagar 19 reais pela 'caipissakê', a coisa mais bicha que o LARANJAS já tomou desde que tentou dar um porre numa menina com vários 'sex on the beach'. Foi o bastante por uma noite, até porque ficarei aqui por mais quatro dias. O LARANJAS tentará entrevistar figuras como Cap. Nascimento, Anthony Garotinho, Ricardo Teixeira, Romário e alguma gostosa na praia de Ipanema. Tentará, também, cobrir um baile funk, uma roda de samba e alguma gostosa na praia de Ipanema. Provavelmente não conseguirá, mas quem disse que a vida é feita só de sucessos, certo Adriane Galisteu? By the way, alguém sabe se ela mora no Rio?