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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Novos minicursos serão ministrados na 10ª Semana do Jornalismo na UFSC

A 10ª Semana de Jornalismo na UFSC está oferecendo novas opções para quem já cansou dos minicursos disponíveis. A ideia é que as alternativas promovam um ensino baseado nas necessidades da profissão – o que até o momento não ocorre, pois há uma quantidade razoável de alunos lendo jornais murais expostos no corredor do curso enquanto ocorrem as aulas.

A primeira proposta é para situações de extrema privação no jornalismo. O minicurso de “Produção de café extra-forte em meias soquetes” ajuda os alunos a confeccionarem café de qualidade em condições desfavoráveis, como no caso de correspondência de guerra. Neste mesmo parâmetro, visando preparar o foca a um ambiente insalubre e selvagem, o “Como lidar com o desemprego após a formatura” já está com dez páginas de lista de espera.

Uma das grandes inovações neste ano é a criação do “psicografia jornalística”. Pai-de-santo que o diga! Sempre houve a discussão no campo ético se o jornalista é ou não o gatekeeper das informações. No entanto, agora é a oportunidade de provar que ele pode ser o médium. Isso mesmo! O minicurso irá ensinar técnicas de entrevista com espíritos e transmissão de informações via teléus ou infernex (a rede de comunicação do céu ou inferno - depende para que lado você trabalha).

Além disso, a convite da equipe de organização, o pneumologista Carlos Tabaco Soares ministrará o curso que debate os destinos dos pulmões da profissão: “como diminuir a dependência ao cigarro”. Segundo pesquisa do centro de estudos da nicotina em Michigan, de cada dez jornalistas atuando na grande imprensa, cinco fumam quatro carteiras de cigarro por dia, três já perderam o pulmão esquerdo e dois infelizmente já não estão mais aqui para dar entrevista.

Em paralelo ocorrerá a mesa redonda pela internet de “Como conquistar mulheres nas redes sociais”. As cantadas que estão na moda, os novos approaches virtuais e a paudurescência em 140 caracteres serão tema para duas horas de discussão sem intervalo – porque toda logística de uma mesa redonda é para que sejam suficientemente longas a ponto de tornarem-se chatas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Laranjadas da Semana [3] - Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo

- Apenas uma palestrante esteve presente para representar a Agência Pública, Natália Viana. A outra, Marina Amaral, alegou lesão e não viajou com o resto da delegação, sendo vista tomando algumas dezenas de saqueirinhas com o atacante Fred, do Fluminense;

- Natália, aliás, trouxe livros para tentar, de acordo com palavras da própria, subornar os presentes. Aqueles que fizessem as melhores perguntas levariam as publicações. No entanto, nenhum aluno da Estácio de Sá ganhou, apesar de terem feito questionamentos de nível muito superior;

- Falando nos livros, um dos membros da redação do LARANJAS foi agraciado, após intensa troca de olhares com a palestrante. O fato gerou extremo mal-estar com a patroa do rapaz, que acompanhava tudo pela internet. "Foi mal!", declarou o jovem. Após o fim da sabatina, no entanto, o intrépido e isento jornalista foi trocar algumas palavras com Natália, certamente apenas para pegar um autógrafo e fazer o bom e velho networking;

- Em uma laranjada completamente não relacionada à anterior, pedimos desculpas pela falta de qualidade deste post. Tomás Petersen era o Laranja designado para escrever este relato, mas, de última hora, teve um compromisso inadiável ainda para esta noite, que deve mantê-lo ocupado até amanhã no começo da tarde, quando sai o vôo para São Paulo levando uma certa jornalista independente para casa.

[ATUALIZAÇÃO - 15/09 02h20]
- De acordo com informações de Milena Lumini, uma das organizadoras do evento e mediadora da sabatina, o compromisso de Tomás Petersen deve se estender até o fim de semana, com a desculpa de que irá assistir o resto da programação da 10ª Semana de Jornalismo. De acordo com as investigações do LARANJAS, essa decisão de prolongar a estadia em Florianópolis foi tomada subitamente, durante um jantar a luz de velas com um dos ganhadores dos livros.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

LARANJAS é censurado na 10ª Semana do Jornalismo da UFSC

Rodrigo Martins, participante da mesa, entre os bundões da organização
O LARANJAS vem a público repudiar as ações da organização da 10ª Semana do Jornalismo da UFSC, que censurou as perguntas enviadas pelos repórteres do blog presentes à mesa de discussão a respeito de mídias sociais. Muito embora tenha feito perguntas de qualidade superior às que foram transmitidas aos participantes esquisitinhos da mesa, o LARANJAS foi claramente censurado pela mediadora Luísa Pinheiro.

Há quatro anos no ar, é a primeira vez que sofremos esse tipo de perseguição por outros jornalistas, já que a censura ao blog anteriormente era feita apenas pelo editor-chefe e Bruno Volpato, que sou eu. Não vamos aceitar esse ato terrorista desse bando de calouros fascistas futuros empregadinhos dos PIGs, e vamos reclamar em todas as redes sociais. Não vai ficar barato. Já criamos um evento no Facebook convocando uma marcha, além da hashtag #foramaranhão no Twitter já estar nos TTs da UFSC.

Cansamos de preconceito, mas não vamos abandonar a melhor cobertura desse megaevento, negando aos nossos milhares de leitores o direito à informação. Blogueiro de humor também é gente! TODA CENSURA É BURRA!!!

Webconferências Laranjas

Seguindo a onda de webconferências desta 10ª Semana do Jornalismo, nós, do LARANJAS (que não podemos ver algo fazendo sucesso que corremos para "homenagear"), não ficamos atrás. A partir da próxima sexta-feira, dia 16, damos início a uma série de psychconferências com os maiores nomes da história do jornalismo, como Edward Murrow, Paulo Francis, Ernest Hemingway, Apporelly (o Barão de Itararé), Stanislaw Ponte Preta e Euclides da Cunha.

Hunter Thompson falará sobre a facilidade em abordar fontes
Quem inaugura as Palestras Laranjas é o maior expoente do jornalismo foderengo do mundo, Hunter S. Thompson.

As palestras acontecerão toda sexta-feira, à meia-noite, e serão mediadas por Pai Toninho Preto. A vantagem é que, para participar, você não precisa estar conectado à internet, nem estar com o seu player atualizado. Basta apenas duas velas vermelhas, uma galinha preta, um prato de farofa e duas doses de cachaça (no caso da palestra inicial, aumente de duas doses para cinco garrafas de rum, três de whisky e meia dúzia de gim). Para uma melhor recepção do sinal, encruzilhadas são recomendadas.

Laranjadas da Semana [2.1] - Palestra de Zé Hamilton Ribeiro

Ao contrário de um de meus colegas de redação, que após postar a última Laranjada foi a um jantar romântico seguido de "ah, você sabe... [piscadela de olho]" com um certo palestrante septuagenário, existe uma parcela de nossa equipe que não se deixou levar pelo charme de sua voz suave, pela atração animal de sua barbicha grisalha, ou pelo poder foderengo de um homem com sete prêmios Esso na prateleira.

Isso dito, algumas observações feitas durante sua palestra desta noite de segunda-feira, dia 12.

- Contrariando as expectativas de que os filmes favoritos de um ex-correspondente de guerra ou jornalista velha-guarda badass motherfucker como José Hamilton Ribeiro fossem produções como Apocalipse Now, Couraçado Potemkin, Todos os Homens do Presidente ou, por que não?, Duelo na Hora do Banho, o de Zé Miltinho é não outro que Billy Elliott, aparentemente.

- Matando a charada sobre o sexo oposto, declara: "Da cintura pra baixo, a mulher tem controle. Dali pra cima, elas precisam de ajuda."

- Empolgado, ZH tenta vaga no LARANJAS:
"...tem a lua certa para plantar mandioca... a lua de mel."

- JET SKIS AÉREOS!!!! - isso não é nem engraçado, só é uma PUTA IDÉIA mesmo. Merece mais um Esso só por isso.

[ATUALIZAÇÃO - 13/09 12H45]

- Dois homens do curso de Jornalismo da UFSC não choraram ao ver a morte do potrinho, levantando sérias questões sobre sua homossexualidade.

- Zé Hamilton encerrou sua participação deixando uma pertinente pergunta a todos que assistiam, e que nós impertinentemente não iremos publicar. Estávamos todos chorando com a morte do potrinho.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Laranjadas da Semana [2] - Palestra de Zé Hamilton Ribeiro

Caro leitor:
havíamos pensado em várias piadas engraçadíssimas, porém maldosas, sobre o palestrante. A proposta era "perguntas que nunca seriam feitas ao José Hamilton Ribeiro". Porém, quando o velhinho começou a falar, percebemos que ele é tão fofo que seria de péssimo gosto fazer qualquer piada a respeito. Ultrajante, lamentável, contra todos os princípios éticos que nós, membros honorários do Partido da Imprensa Golpista, seguimos.

Com a situação toda, o auditório lotado, o renomado jornalista compartilhando suas experiências, a sede por conhecimento daquela juventude vigorosa, chegamos a duas e somente duas conclusões:

1 - Sobrancelhas não ficam grisalhas;
2 - Para a próxima Semana do Jornalismo, busquem patrocínio da Axe.

Gratos.

Laranjadas da Semana [1] - Mesa de Cobertura de Conflitos Agrários na Amazônia

- Pesquisa LARANJAS da plateia indica que: 78% nunca ouviram falar de cobertura jornalística de conflitos agrários na amazônia; 36% só vieram para reservar lugar para o Zé Hamilton Ribeiro; 14% estavam com o notebook ligado - facebook, twitter, etc.; 89% dos que fizeram pergunta as inventaram na hora para ter seu nome dito publicamente e em voz alta; 50% dos presentes eram da organização; 95% dos calouros bocejaram três vezes a cada cinco minutos. A margem de erro é de 12,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

- Alunos da Unisul que estiveram presentes relataram que essa foi a melhor aula de suas graduações.

- Giovanni Bello saiu antes do fim, cabisbaixo, triste por não terem dado uma câmera para ele.

- Aliás, finalmente esta organização se tocou que não precisa ficar tirando fotos incessantemente, a toda hora, o tempo todo, da mesa.

- Parabéns aos calouros, que com 1 mês de curso já são da organização!

- E a Isadora Mafra, também da equipe organizadora, que depois de três semanas continua bronzeada?

- E o Torugho, mediando a mesa sobre conflitos agrários, com uma puta cara de jagunço?

O mediador no centro, barbudo e descabelado, com cara de maluco