Marcone de Souza Tavella, estudante do curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina e repórter do LARANJAS, quebrou o recorde mundial de natação em lugares impróprios para o nado na noite de 14 de agosto, exatamente uma semana atrás. O jovem nadou por cerca de 2 minutos e 23 segundos no lago em frente ao Restaurante Universitário, superando a marca de Johann Gröfhson, austríaco que aguentou um minuto e 32 segundos no rio Tietê, em São Paulo, antes de contrair óbito.
Marcone atualmente passa por tratamento de inúmeras micoses, vermes e DST's contraídas no ato heróico, no qual se sagrou como um dos maiores mitos da UFSC, ao lado de Matheus "Macaco" Joffre, Felipe "Zaca" Flores e Catatau.
O LARANJAS pede desculpa pela demora em reportar o acontecimento, mas isso se deu por problemas técnicos em relação à edição do vídeo que registrou o momento de tamanha excelência esportiva. Também gostaríamos de desejar melhoras e boa sorte ao intrépido membro de nossa equipe nesse momento de dificuldade.
Sem mais delongas, é com grande honra que o LARANJAS entra na era multimídia e presenteia seus queridos leitores com este feito de encher os olhos de lágrimas - mesmo que sejam de tanto rir.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Atleta da UFSC quebra recorde mundial de natação
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Senado Federal fecha as portas por causa da nova gripe
O Senado Federal resolveu fechar as portas do estabelecimento por tempo indeterminado após suspeita de que um dos trabalhadores do recinto se encontra com gripe suína. O nome do sujeito é André Carvalho, cozinheiro da casa, que não aparece para trabalhar há cinco dias. Esta prática seria considerada normal pelo senado, não fosse à epidemia de gripe.
O senador Delúbio Saara, comentou com o Laranjas que André “era o melhor cozinheiro do senado”. Em off, ele também salientou que “o gastrônomo servia de laranja para vários senadores e participava de 18 atos secretos da casa”. Após comentar que eu iria escrever isso na matéria ele tentou corrigir dizendo que era brincadeira.
Hoje mesmo já se realizava uma manifestação em frente ao querido órgão da república. Os manifestantes na verdade não estavam reclamando do fechamento da casa, mas pediam que ela não reabrisse.
A Organização Mundial da Saúde também se manifestou sobre o assunto dizendo que é importante se manter longe da sujeira, e portanto, elogiou a atitude dos senadores de fechar o congresso.
Cuidados básicos para prevenção do novo vírus
Atento ao perigo da Gonorreia Suína, e prestando um serviço a população, o LARANJAS entrevistou o urologista dr. Oscar Alho em busca de algumas dicas.
*Sempre que chegar da rua, lave o pênis;
*Ao andar de ônibus, metrô, etc., procure evitar coçar o saco escrotal;
*Ao esporrar, cubra o pênis com um lenço descartável;
* Mantenha distância de pessoas que estiverem esporrando. Para maior segurança, use camisinha;
*Lave o pênis ante e depois de qualquer fornicação;
*Mantenha pênis alheios longe de nariz, boca ou olhos;
*Evite compartilhar ânus e vaginas com desconhecidos no ato sexual.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Record de cu é rola
A Rede Globo fez, na noite deste terça-feira, 11, uma denúncia envolvendo Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e diversas empresas de comunicação, sob suspeita de lavagem de dinheiro que deveria ser direcionado a caridade. Entre tais empresas estaria a Rede Record, atual segunda colocada na audiência, que chega a ultrapassar a líder - Rede Globo - diversas vezes.
Durante a reportagem no Jornal da Globo, o nome da emissora concorrente foi citado inúmeras vezes. Ontem, no Jornal Nacional, um bloco inteiro foi destinado à noticía, que incluiu a repercussão da investigação ao redor do mundo, em jornais de prestígio e destaque como o Taiwan News, o Vietnam Express e o Rio Branco Inquirer.
Nós, do Laranjas, gostaríamos de ressaltar aqui nossa admiração pela alta consciência social mostrada pela Rede Globo que dedicou um grande tempo de seu principal telejornal à denúncia de um grupo que potencialmente representaria uma ameaça em escala nacional, mundial e, por que não?, Universal. Lógico que isso não tem nada a ver com a Record, a segunda colocada na audiência que chega a ultrapassar a líder diversas vezes, nem com o fato da mesma ter contratado inúmeros artistas globais nos últimos meses. O negócio é altruísmo, bicho.
Jornalista do LARANJAS está com gripe suína
Tomás Petersen, um dos mais importantes membros (entre os que foram contratados em 2009) do polêmico blog LARANJAS é a mais recente celebridade a contrair a gripe suína. O jovem repórter, conhecido pela irreverência de seus textos e pela malemolência ao fazer o moonwalk, está isolado num quarto do Hopsital Universitário, em Florianópolis, com um quadro grave.
"O isolamento se deve às hordas de mulheres que fazem vigília e insistem em querer visitá-lo", diz o Dr. Almeida, chefe dos infectologistas do HU. Ele afirma que chegou a ouvir de uma menina que precisava ir até o quarto porque acreditava que Tomás não poderia morrer sem deixar um herdeiro. "A coisa está fora de controle", diz Almeidinha, como é conhecido entre as enfermeiras.
As fãs do rapaz estão sendo orientadas a prestar suas homenagens nos bancos em frente ao prédio do CCE, conhecido pelo estudantes do Curso de Jornalismo da UFSC como "bobódromo", devido ao alto-nível cultural dos debates realizados no local. Algumas flores e camisinhas já foram deixadas no local, que rivaliza com o túmulo do cão Catatau como o novo ponto turístico da Universidade.
Aulas não serão suspensas
A chefe de departamento do Curso de Jornalismo, Tattiana Teixeira, afirma que, por enquanto, as atividades não serão suspensas. "Não há necessidade, já que o Tomás passava a maior parte do tempo no 'bobódromo', que é ao ar livre", explica "mas advertimos as 17 alunas com as quais ele mantém relacionamentos de sexo casual e sem-compromisso para que fiquem em casa nos próximos dias". Muitas delas, porém, estão em vigília constante em frente ao HU em busca de notícias.
Entre os demais alunos do curso, o clima é de consternação. Os corredores do curso estavam vazios na manhã desta quinta-feira, assim como as salas de aula. Alguns estudantes fumavam e tomavam café freneticamente, aparentando tensão. A turma do futebol cancelou a partida de ontem, já que Tomás era o jogador mais assíduo, além de geralmente ser o melhor em campo, mas manteve a cervejada pós-jogo, afinal ninguém é de ferro. As organizadoras do trote, que esperavam contar com a fanfarronice do jovem bobo para as brincadeiras, pensam em cancelar a atividade. "Filho-da-puta, bicho! Meu, sério! Ele tinha que ficar doente bem agora?", disse uma delas, que pediu para não ser identificada.
Mais notícias sobre o estado de saúde de Tomás Petersen aqui no LARANJAS, assim que houver interesse.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Escavações ferem orgulho gay
Aos curiosos que cabularam aula na UFSC na manhã desta sexta-feira (7), espectadores do trabalho de 6 homens e uma patrola (tratorzão com uma pazona) que cavavam um puta buraco em frente ao Centro Fedido e Homeopata (CFH), o Laranjas tem a explicação. Antes que os destemidos alunos deste Bloco se rebelassem em frente à Reitoria, mesmo sem seu líder revolucionário, que apodrece para quem quiser cheirar, num túmulo-macumba, na praça do CCE, a Assessoria de Imprensa da Instituição antecipou com uma nota. A agressão ao gramado do local, com área de 300 metros quadrados, nada mais é que uma piscina.
Devido a relação tensa entre Reitoria, CFH e DCE, este último com sede próxima a nova obra, a administração da UFSC resolveu presentear a ala pobre do campus com o bem mais comum entre os ricos e chiques, como uma forma de pedir paz. Antecipando o próximo verão, a medida tem uma segunda intenção, que só o Laranjas tem conhecimento e agora dividirá com seus leitores (editores do Blog). Nada muito bombástico. Se trata de uma tentativa de fazer migrar gostosas da parte rica da Universidade para o canto esquecido e sem voz.
A piscina terá 13 x 18 metros, uma calçada com mármores vitorianos da Moldávia (já pichados), com largura de 2 metros, um tobogã de 3 metros de altura com 2 voltinhas e só. A obra está orçada em R$ 147288,43 e será bancada pela verba oriunda do Reuni, tão contestado em outros tempos. Segundo Balboa, a previsão para conclusão do novo brinco de pérolas do lado humano da UFSC é para o final de outubro.
A nota da assessoria termina por pedir desculpa pelo incômodo e fazendo uma brincadeira, típica em momentos de reconciliação como este: "acharam que era a terceira ala do RU, né?"
p.s.: não busquem relação do título com o texto.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Rubens Barrichello quase voltou para a Ferrari
O piloto brasileiro Rubens Barrichello esteve muito perto de retornar à Ferrari, escuderia pela qual competiu na Fórmula 1 entre 2000 e 2005, em substituição ao acidentado Felipe Massa. Rubinho afirmou em seu twitter que, antes de anunciarem que o escolhido era Michael Schumacher, os italianos lhe fizeram um convite formal. Alguns dias depois, porém, o atual piloto da Brawn GP recebeu um telefone de Luca Di Montezemolo, pedindo para que cedesse seu lugar ao hepta-campeão mundial. Acostumado com esse tipo de situação, o brasileiro ensaiou reclamar, mas o presidente ferrarista teria dito que aquilo estava previsto no novo contrato.
Rubinho, porém, demostrou bom-humor, twittando "é, mas uma vez o alemão vem por trás e eu tenho que abrir... foda!". O piloto brasileiro ainda fez questão de lembrar que deve terminar o campeonato de 2009 na frente de Schumacher, pois já marcou 44 pontos. "Quero ver o que vão falar quando eu terminar o ano na frente do Dick Vigarista". Procurado pelo LARANJAS para uma entrevista, Barrichello disse que não pode dar maiores comentários, já que um dia seu filho pode virar piloto e querer correr no time italiano. "Além disso, coisas acontecem, molas se soltam e saem voando... sabe como é", completou, enigmático.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Pesquisadores encontram vestígios de piada ancestral
Os arqueólogos encontraram junto a uma casca de banana fossilizada, uma ossada com marcas de fratura no crânio. O local das escavações é o principal fator que interliga muitas das teses a serem confirmadas: testes preliminares de carbono 14 datam todo o sítio arqueológico no ano de 1500. As características ósseas apontam para o fenótipo lusitano, do sexo masculino, e sabe-se também que o local abrigava na época uma tribo indígena.
O líder da pesquisa, principal teórico na área e autor de vasta bibliografia, João Klein, descreve o que as evidências sugerem: “Está bem claro para mim que estamos diante de uma cena histórica. Um explorador português escorregou na casca da banana de um índio, bateu de cabeça numa pedra e veio a óbito”. Para Klein, diante da cena os índios gargalharam da situação do lusitano, originando assim o humor negro (a graça na morte), o humor pastelão (situações exageradas), as piadas envolvendo portugueses pouco dotados de inteligência e o próprio fato de escorregar em cascas de banana ser engraçado. Agora a equipe aguarda os resultados de todos os exames, para assim, apresentar a teoria definitiva a toda a comunidade acadêmica internacional.
sábado, 25 de julho de 2009
O Homem Mais Chato do Mundo em "Orgia na banheira é uma fantasia supervalorizada"
Recentemente, numa noite enfadonha, desci até a padaria vizinha ao meu prédio para comprar alguns croissants e brioches, quem sabe alguns queijos. Queria embebedar-me com um bom vinho até cair no sono, assistindo um DVD da Diana Krall, e precisava de alguns petiscos. Lá chegando a primeira dentre várias decepções daquela noite: nenhum dos queijos da loja combinava com meu Beaujolais. Além disso, os croissants não estavam com aparência convidativa. Chegando no caixa, duas meninas de aparência um tanto quanto vulgar riam muito e tomavam cerveja direto no gargalo. Antarctica, ainda por cima.
Devo ter suspirado um pouco alto, pois ambas se viraram para mim, olhando-me dos pés a cabeça. Fiz o mesmo em relação a elas, apenas para realçar minha impressão de que não possuíam classe: a loira usava um shortinho jeans com a borda desfiada, além de um top demasiadamente revelador; a morena, um tubinho preto que deixava claro que não tinha nenhuma preocupação em usar roupas de baixo. Que vergonha, mal deviam ter completado os 18 anos.
Como ficaram muito tempo me olhando, perguntei se podia passar à frente. "Não, mas pode ficar no meio", disse a loira. Ensaiei um protesto devido a deselegância da resposta, mas logo me puxaram e me vi preso entre seus corpos. O caixa assistia tudo rindo, algo que certamente levarei ao gerente da padaria a posteriori. Em seguida, as amigas começaram uma dança que apenas elas devem considerar sensual, uma roçação grosseira contra meu corpo. E sem música! Embora aquilo não me excitasse mentalmente, a fricção cobrou seu preço e me vi com uma constragedora ereção. Mais um problema para a lista desse meu maldito pênis de 27 centímetros.
As garotas, surpreendentemente, viram meu membro intumescido como um bom sinal. Boquiabertas, perguntaram onde eu morava. "Sério, nesse mega condomínio aqui do lado? Tuuudooooo!" Interesseiras. Gosto de mulheres que me valorizam pela personalidade, não pelo que tenho. Porém, quando dei por conta, elas reforçaram suas cestas com uma caixa de cervejas e comunicaram-me que iriam para minha casa. A educação mandou um abraço. E sim, eram mais Antarcticas.
A falta de decoro continuava. Subindo para o apê, perguntaram se eu já tinha feito sexo no elevador. Minha cara de nojo deve ter sido uma boa resposta. Embora de extremo mau-humor, fiz a gentileza de colocar cervejas no freezer, já que as toupeiras as compraram quentes. E sabe como elas me agradeceram? Colocando um CD de funk pra tocar no meu DVD player. Um disco pirata, que obviamente ia danificar o leitor óptico! No meio da sala, as duas repetiam a roçação da padaria, só que dessa vez sem eu no meio. O que prontamente tentaram corrigir dizendo "vem tesudinho!", em uníssono, de forma exageradamente erótica. Ignorei-as e sentei no sofá com uma taça do meu Beaujolais, deixando claro que elas não eram bem-vindas e não tomariam nenhum gole daquela preciosidade.
Luiza, a loira, e Júlia, a morena, pareceram não se importar, como não tinham se importado em dizer seus nomes até aquele momento. Logo começaram a imitar o pior tipo de devassa, aquelas de filme policial vagabundo, num revezamento de lapdances grotesco. Tentei focar meu pensamento a todo custo em lembrar os anos das melhores safras de Bordeaux, mas logo a química corporal fez o inevitável. Sério, não me invejem pelos 27 centímetros. Júlia ficou mais uma vez boquiaberta e esbarrou na taça de vinho, virando-a sobre meu sofá branco. Luiza viu minha cara de raiva e, pela primeira vez, mostrou alguma educação: tirou o top e usou-o para tentar secar a mancha.
Minha simpatia pela loira logo arrefeceu, pois reparei no exagerado silicone de seus seios. Perfeitos, durinhos ao olhar e macios ao toque. Quem precisa de tanta artificialidade? Júlia, por outro lado, continuava boquiaberta. E assim prosseguiu por mais alguns minutos, realizando uma performance oral que classificarei condescendentemente como medíocre: engasgou demais e me constrangeu num momento em que quase feriu o olho esquerdo. Eu teria feito algo se Luiza não estivesse esfregando seus balões de borracha no meu rosto, impedindo-me de ver qualquer coisa. Aliás, foi assim que descobri que eram macios, afinal eu não tocaria naquelas coisas não-naturais. Além disso, estava muito preocupado com a mancha do sofá. Momentos depois, para piorar tudo, acabei manchando-o também.
Bastante contrariado, fui tomar um banho, ordenando que as meninas ficassem na sala e não mexessem em nada. Foi a senha para que me seguissem ao banheiro, onde entraram em êxtase ao verem a banheira de hidromassagem. "Não!", eu disse. Não adiantou. Ligaram o jato d'água no máximo e usaram um shampoo caríssimo que uso somente em ocasiões especiais para fazer espuma. Revoltado, gritei que estavam passando dos limites, enquanto tiravam a roupa e mergulhavam nos jatos de água quente. De propósito, certamente apenas para me irritar, Luiza e Júlia começaram a se beijar e a se tocar de forma ostensiva, ignorando o meu sermão. Quem também ignorou meu sermão foi meu pênis, que aparentemente não tem auto-controle e se excita com coisas grosseiras como o homossexualismo feminino.
Se elas queriam briga, teriam briga. Também apenas para perturbá-las, mergulhei na banheira, para diminuir o espaço e obrigá-las a se sentirem apertadas. O tiro saiu pela culatra. As garotaas me incluíram na devassidão, revezando-se em performances sub-aquáticas. Boquete de novo? Ô falta de criatividade... Verbalizei meu descontentamento e Júlia, com toda classe que lhe é peculiar, disse "então chupa você" e mandou minha cabeça lá pra baixo. Contrariado, dei mordidinhas em seu clitóris como protesto, mas aparentemente ela gostou, quase afogando-me ao me impedir de subir à superfície. Devo admitir que ela também estava ocupada com Luiza, então deixei passar.
Eu só queria acabar logo com aquilo. Insisti para que partíssimos logo para a penetração, algo com o qual as garotas alegremente concordaram. Logo veio o clássico problema, que sempre me acomete quando faço sexo na água: a lubrificação. O shampoo também não ajudava, embora meus pelos pubianos tenham ficados com ótima aparência. As meninas não os possuíam, algo que não tinha reparado até aquele momento e que não acho de bom valor estético. Enfim, enquanto introduzia meu membro de 32 cm (ao contrário dos outros homens, ele aumenta de tamanho na água, aumentando também meu embaraço) de forma burocrática em Júlia e Luiza, 1 minuto de cada vez contado no relógio em cada uma, notei que elas não se importavam com a situação e gemiam loucamente. Tive a impressão de orgasmos múltiplos. Ou seja, não sabiam o que era um bom sexo.
Perdi a paciência de vez quando sugeriram sexo anal. Aí já era demais. "Chega! Se tá sem graça agora na xaninha, imagina quando eu enfiar no fiofó!", gritei, tentando adequar-me ao vocabulário juvenil daquelas infelizes. Elas ficaram tristes, então deixei que resolvessem a questão da minha ereção massiva, pois tinham ficado boquiabertas ao perceberem o aumento de volume. Sim, sexo oral de novo. Tédio. Pelo menos dessa vez as duas o fizeram ao mesmo tempo, embora tenham se dedicado também ao escroto. Não gosto e não entendo como tem gente que gosta.
Terminada aquela esbórnia, pedi que fossem embora. Elas queriam deixar o telefone, e-mail, MSN, endereço, mas refutei. Estou em busca de um relacionamento sério, que me complete espiritualmente. Não posso perder tempo com amigas bissexuais com pouco ou nenhum valor moral, que não têm pudores em relação ao sexo e que atingem o clímax com frustrante facilidade. Não é o tipo de mulher que me interessa. Sentei no sofá desviando das manchas e finalmente botei o DVD da Diana Krall. Isso é que é mulher. Quando tinha acabado de me servir uma taça do Beaujolais, escuto um estrondo na cozinha. A caixa de Antarcticas tinha estourado no freezer. Que noite de merda.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Michael Collins: "Precisamos de outra aventura inútil para que me esqueçam!"
O LARANJAS não poderia ficar de fora da comemoração dos 40 anos da chegada do homem à lua. Quer dizer, até podia, vai, não seria assim uma grande falha. Seria foda se não tivéssemos falado nada sobre o Michael Jackson, que era um assunto que todo mundo estava falando. Se bem que, por outro lado, o Moonwalking do Michael Jackson não existiria sem a Apollo 11. Ou existiria? Vai saber. Bom, o fato é que resolvemos não ficar de fora. Conseguimos uma entrevista com o Michael Collins, o loser que foi até lá e ficou na nave, vendo o Neil Armstrong e o Buzz Aldrin dando saltinhos na superfície lunar.
LARANJAS - E aí, seu Michael? Quarenta anos hein bicho... Caralho, parece que foi ontem!
Michel Collins - Você não estava nem vivo pra dizer isso, seu moleque. Está só querendo puxar o meu saco. Sabia que essa merda ia ser uma perda de tempo!
L - Se a gente quisesse puxar o saco de alguém, tinha puxado do Armstrong e do Aldrin, que efetivamente estiveram lá.
MC - Vá a merda, seu insolente!
L - Eita, calma! Mas, 40 anos depois, o que o senhor sente a respeito da viagem?
MC - Eu sinto um desgosto enorme, já que a cada dez anos eu tenho que aturar equipes de reportagem como vocês, seus escrotos, pra falar de um negócio que não serviu pra porra nenhuma.
L - É, não serviu pra nada mesmo.
MC - Cala a boca, olha a respeito! Só eu posso falar isso! O fato é que eu quero ser esquecido. Eu nem andei na porra da lua! O governo americano precisa inventar outra aventura inútil, com outros personagens imbecis, para que me esqueçam!
L - Nhé nhé... Chama a mamãe, seu Michael! Bom, mas e aí? O que ainda não foi dito sobre essa grande aventura?
MC - Olha, eu não devia falar isso, mas foi tudo forjado.
L - O quê? Puta que pariu! Que furo! Sério?
MC - NOT! Jamais admitiremos isso! Ahn, quer dizer, jamais faria uma brincadeira dessas num blog que tivesse alguma audiência. No LARANJAS, tudo bem.
L - Temos audiência, sim. Quer ver nosso Google Analytics?
MC - Meu filho, eu fui a maior audiência da história da TV. Não me venha com esse papinho de novas mídias, o que importa é TV.
L - Ah, sim, aquela imagem de você descendo as escadas e caminhando na lua é realmente... Ah, putz, você ficou na nave, né? Não apareceu, coitado...
MC - ...
L - Hahahaha. Loser!
Nesse momento, Micheal Collins tentou agredir a reportagem do LARANJAS, mas pulou muito alto e começou a flutuar. Ao entrar no espaço aéreo de Nova York, foi confundido com um balão terrorista e abatido a tiros. Triste fim, para um quase-herói. E, pensando bem, sim, é claro que sim. Moonwalking quer dizer andando na lua. Se os caras, menos esse goza-fora do Michael Collins, não tivessem andado na lua, o Michael Jackson jamais teria inventado a dancinha. Cacete, é óbvio! No fim das contas, então, o broxa do Michael Collins é o menos culpado do pessoal da Apollo 11 de todo esse estardalhaço a respeito da morte da Michael Jackson. Porra, que foda, devíamos ter sido mais educados com ele.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Sarney renuncia após protestos online
O Twitter é um serviço de “microblog”, no qual o usuário envia mensagens de até 140 caracteres para um grupo de pessoas que “seguem” (os followers) seu perfil no serviço. As tags servem para identificar assuntos. O #forasarney é de autoria do grupo denominado “Os Piratas do Twitter”, constituído de celebridades semi-analfabetas que atuam nos rumos do sistema político brasileiro. Seus principais integrantes são gente influente na mídia e na indústria do entretenimento, como Marcos Mion, Repórter Vesgo, Júnior (da Sandy & Jr.), entre outros. Usando sua influência, conseguiram disseminar mensagens contra o bigodudo para milhões de usuários, inclusive o galã hollywoodano Ashton Kutcher (entenda o caso).
O episódio envolvendo o ator norte-americano ganhou tom de anedota quando o ator respondeu aos apelos brasileiros dizendo que não tem porra nenhuma a ver com a merda do senado brasileiro. Mas recentemente mostrou-se arrependido, e anunciou: nas próximas eleições será candidato ao senado. “Eu possuo mais de 2 milhões de followers, acho que consigo votos suficientes”, explica Kutcher.
Tirando o mérito dos Piratas, José Sarney justifica sua renúncia de outra forma. Para o senador, a justificativa foi a grande quantidade de no-follows (quando um follower deixa de seguir) recebidas nos últimos tempos em sua página pessoal no Twitter. Antes do ataque dos Piratas, a página twitter.com/zeh_sarney contava com 30 mil seguidores. Uma CPI apurou que mais de metade desse número correspondia a usuários contratados, da própria família de José Sarney. A sindicância entrou em contato com os administradores do serviço online, que excluíram todos os perfis fraudulentos. Sarney ficou desapontado e decidiu exluir tanto a conta no Twitter quanto o emprego no senado.
Em telefonema, José Sarney revelou ao LARANJAS seus planos pouco ambiciosos para o futuro: “gostaria de utilizar esse tempo de aposentadoria para ficar mais com a família. Vou abrir uma garrafa de whisky, sentar no sofá e assistir A Fazenda – apesar da saída do Theo Becker, continuarei assistindo até o final. A Mirella é muito gostosa”.
domingo, 12 de julho de 2009
Michael Jackson teria gravado versão de "Maria Chiquinha"
Em seus últimos dias, Michael Jackson vinha demonstrando interesse pela música brasileira. Fontes ligadas à Sony Music garantem que o cantor teria finalizado, no começo do ano, um disco de covers de artistas que o influenciaram. Chama a atenção, entre vários nomes do soul e do rock n roll, a presença da dupla brasileira Sandy & Junior, com a canção Maria Chiquinha, ou Chic Little Mary, em inglês.
"Michael se interessou pela temática da música, o amor entre crianças", diz a fonte, "mas um amor repleto de dúvidas e inseguranças". Ele teria se interessado pelo clipe, que mostra os cantores ainda crianças, e queria inclusive gravar um novo com a presença deles. Informado que hoje são adultos, Jacko teria lamentado o fato dos seres humanos envelhecerem e chorado bastante. Teria pedido também a presença de seu médico particular, com seus remedinhos mágicos e suas doses seguras.
Ainda de acordo com a fonte da gravadora, MJ teria se dedicado a adaptar a letra à sua realidade, com citações à Neverland, lhamas, cirurgias plásticas e muito Demerol, além de ter convidado Justin Timberlake para o papel de Genaro. Procurado pelo LARANJAS, Timberlake disse que só comentaria o assunto em seu twitter. Até o presente momento, ele não twittou nada a respeito, mas nosso correspondente em São Paulo e no Twitter, César Soto, está de olho.
Já a cantora Sandy demonstrou entusiasmo com a notícia. "É uma honra saber que Michael Jackson se interessou pela gente, mesmo que de maneira perturbadora e pervertida", diz a ex-eterna virgem. A cantora lembrou que isso pode explicar a aparente obsessão do falecido em ficar parecido com ela. "Lá por volta de 2003 ele estava com um narizinho e um queixinho iguais aos meus, mas depois se passou, né?", fuxica. Júnior, por outro lado, foi enigmático. "Visitei Neverland em meados dos anos 90, mas não quero falar sobre isso".
sábado, 27 de junho de 2009
As 10 twittadas mais gays de César Soto
Leia o post anterior para entender o contexto. Aqui vão as 10 twittadas mais homoafetivas de /cesarotos, o novo twitteiro de plantão. Foi extremamente difícil escolher 10 entre muitas. Estão em ordem cronológica:
o nome é jose gonzález, ele é sueco(!) e eu o descobri vendo um seriado americano. quer saber? nada mal. ah, to falando de MÚSICA.
11:56 PM Jun 14th from web
atirei o pau no gato. o phoda é que o bichano atirou de volta, eu tava distraído, e acertou meu olho!
5:07 PM Jun 16th from web
sempre que leio saramago, acabo até pensando da forma como ele escreve. assim, levo 10 minutos para montar uma frase.
11:03 PM Jun 17th from web
o joelho direito de césar soto adverte: chorar de dor em casa não é o mesmo que chorar de dor na fisioterapia.
1:26 PM Jun 18th from web
a distância, às vezes, é uma coisa que faz tão bem...
3:07 PM Jun 22nd from web
cara, odeio celular e afins, mas às vezes esses merdinhas tocam e é muito bom, não?
4:39 PM Jun 22nd from web
ALGUÉM TIRA O LIONEL RICHIE DA MINHA CABEÇA, PELAMORDAMÃEDOGUARDA?
7:05 AM Jun 25th from web
o tempo parece estar melhorando. e eu achando que conseguiria dar um gato na fisio hoje...
8:01 AM Jun 25th from web
cacete. seis avisos de que a farrah fawcett morreu aqui na minha página do twitter. imagina o que vai acontecer quando o obama morrer?
10:50 AM Jun 25th from web
uol: "Claudia Ohana e outras divas "cacheadas" dão dicas de cuidados". será que suas 'dicas' se limitarão às madeixas da cabeça?
9:10 PM Jun 25th from web
Comunicação interna
O clima de consternação e descrédito é alto. Acabamos de ser informados pelo Tomás sobre a última novidade: nosso colega César Soto está twittando, diretamente de seu sofá em São Paulo. Após uma reunião de emergência entre os membros da redação do LARANJAS em Florianópolis, chegamos à conclusão de que esse dia será lembrado, no futuro, como "strike number one".
Além disso, essa é a primeira de três atitudes que vão levar o César a assumir que é gay. Sabe como é:
1. "Ah, então, eu estava entediado e curti o Twitter do Vítor Fasano, então decidi criar um também".
2. "É, decidi não postar mais no LARANJAS, tenho muitos seguidores no Twitter e preciso me manter em contato com eles, são caras muito legais".
3. "Pois é, rapazes, virei gay, mas espero que isso não influencie a nossa amizade e que vocês continuem lendo meu Twitter".
P.S.: saiba como é a vida atribulada de um japonês coxo em São Paulo no endereço http://twitter.com/cesarotos.
sábado, 20 de junho de 2009
Cozinheiros protestam contra comparação idiota
No documento apresentado, a OCB considera ofensivas as comparações entre as duas profissões. Segundo o gourmet Claude Fontaine, autor da carta, nivelar a profissão milenar de cozinheiro com a de jornalista é denegrir a imagem do chef de cozinha e diminuir sua responsabilidade e relevância social. “Lead, pirâmide invertida, e outros conhecimentos jornalísticos podem ser aprendidos por qualquer um, e executados com facilidade. Mas preparar um bom Foie Gras com alcaparras, ou um Blanquette de veau, acertar o ponto de um filé de salmão grelhado, ou até mesmo selecionar boas trufas são serviços que não podem ser executados por amadores, e muito menos aprendidos em qualquer escola”.
O que mais ofende a classe dos gourmets não é exatamente a sentença do ministro, mas as reclamações dos estudantes de jornalismo. “Eles nem entraram no mercado de trabalho e acham que a profissão de jornalista é superior a todas as outras”, explica Fontaine. A OCB ainda não se posicionou na questão do diploma em si. Há uma reunião marcada para a próxima semana para decidir apoiar ou não a causa do diploma, mas até lá a entidade aguarda algum pedido de desculpas dos alvos da carta. A OCB também não irá acionar judicialmente os envolvidos.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
[EXCLUSIVO] Bruce Willis conta ao LARANJAS sua participação em Harry Potter
da redação do Laranjas em São Paulo
Na última segunda-feira, 15, adoradores de Harry Potter no mundo inteiro se deliciaram com a notícia de que a franquia - que originalmente teria o mesmo número de filmes que de livros, sete, e depois passou a ter oito - agora contará com nove produções. O anúncio foi feito por David Yates, diretor que pegou a série em seu quinto capítulo e assinará as histórias até o seu fim.
O nono filme, no entanto, se distanciará de seus predecessores por não se tratar de uma adaptação de um dos livros de J. K. Rowling. "Decidimos ouvir os desejos dos fãs e realizar este que deverá ser a maior aventura de Harry", declarou Yates enquanto comia seu peixe com batatas em um café próximo a seu apartamento. "Falei com Joan [Rowling] e ela disse que já tem a história em sua cabeça e em seu coração. Será incrível. Encontraremos Harry 35 anos mais velho, castigado pelas experiências de sua adolescência, amargurado pela perda de tantas pessoas que amava nas mãos de seu maior inimigo."
Quando questionado sobre quem viveria o bruxo em idade tão avançada, Yates foi vago. "Será alguém apto ao papel. Alguém que todos já conhecem muito bem. Podem ficar sossegados, Potter estará em boas mãos."
A dúvida permaneceu ao longo de toda a semana e, finalmente, o LARANJAS revela exclusivamente quem viverá o bruxinho mais amado do mundo. Por telefone, Bruce Willis nos concedeu uma entrevista a respeito do nono filme da série e como planeja encarar o desafio de atuar com sotaque britânico.
LARANJAS - O senhor é um astro incontestável de filmes de ação. Como foi o convite para viver um papel tão diferente em uma franquia tão grande quanto a de Harry Potter?
Bruce Willis - Porra, cara, foi demais. Eu tava aqui em casa, conversando com a Demi [Moore] e o Ashton [Kutcher] se já não era hora de parar de ter vergonha dessa relação tão bonita que nós três compartilhamos, quando o telefone tocou. Era o Dave [Yates]. Ele se apresentou e tava tão nervoso que falou tudo de uma vez. Eu não sabia o que falar. O sotaque daqueles filhos-da-mãe é tão confuso que eu não entendi porra nenhuma! Mas daí ele relaxou e a gente conversou por quase duas horas. Ele me falou que tinha esse projeto, que era mais ousado do que qualquer coisa que ele já tinha feito, e que só aceitaria continuá-lo se eu aceitasse participar. E, porra, cara! É o Harry Potter! Sempre que eu ficava sozinho aqui em casa, eu me pegava em frente ao espelho só de cueca, com um raio desenhado na minha testa, tentando a mágica de fazer minha varinha levantar só com o pensamento!
A notícia do nono filme veio como uma grande surpresa para todos os fãs do bruxinho. O senhor pode nos contar mais sobre a produção?
Olha, cara, não posso te adiantar muita coisa. Sabe como é. Cláusula de confidencialidade e o caralho. O que eu posso te adiantar é que o filme se passa muitos anos no futuro. Harry é um cara adulto agora, confuso com seu passado e a mágoa que carrega da perda de tanta gente que ele amava. Obviamente, ele está careca, também. No começo do filme, vemos que ele ganhou alguns quilos e foi abandonado pela mulher. Sua obcessão pela Defesa Contra As Artes das Trevas afastou sua amada e seus filhos. E é nessa confusão toda que estranhos boatos começam a circular; sua cicatriz volta a arder. E então ele sabe, Voldermort está de volta, baby! Corta pra as letras garrafais do título: "Harry Potter e o Duro de Matar - Dessa vez é pessoal".
Isso quer dizer que podemos esperar mais ação deste longa-metragem?
Com certeza! Qualquer um que acompanha a saga de Harry no cinema sabe que ela foi ficando cada vez mais densa a cada ano que passava em sua vida. Os desafios foram aumentando, assim como as trevas. Imagina como seria um filme que se passa 35 anos depois? Explosões, sangue e tiros para todos os gostos! Além disso, Harry é um homem agora, e também tem seus desejos e está mais seguro com sua masculinidade. Nada mais daqueles beijinhos sem-graça dos primeiros capítulos. Nada contra os outros filmes, mas em que escola mista, na qual os alunos passam um ano inteiro enclausurados, não rola uma putaria? Eu mesmo terei uma cena de cinco minutos em que ficarei completamente nu. Nada gratuito, claro.
David Yates acompanhou o desenvolver da história por muitos anos, mantendo um relacionamento forte com os atores da série. Como o senhor vê sua influência neste último capítulo?
Ah, o Dave me deu total liberdade, sabe? Essa era uma das condições pra eu entrar a bordo dessa loucura. Eu falei "Cara, você me chamou. Então me deixa fazer meu trabalho que eu te deixo fazer o teu" e ele foi muito maduro ao aceitar numa boa. Ele tem total confiança no meu trabalho. Por exemplo, sotaque de cu é rola! Eu lá vou perder meses de estudos e preparação analisando o sotaque britânico? Os fãs podem estranhar no começo, mas, assim que a primeira cabeça voar pelo ar e os primeiros membros forem incinerados por uma magia irada, ninguém vai nem lembrar desse tipo de detalhe.*
*tradução: Joel Santana
A entrevista durou mais duas horas, mas o ator pouco acrescentou sobre o filme. Percebemos que neste momento ele já estava tão bêbado que só conseguia falar sobre o quanto amava Demi Moore (sua ex-esposa), Ashton Kutcher (aquele pentelho que apresentava "Punk'd" e atual marido de Demi) e quanto o mundo era careta. Também passou a pedir que o chamássemos de "McClane". Para finalizar, Bruce convidou todo o pessoal aqui do Laranjas para passar uma semana com ele em Las Vegas. Por isso, não estranhem se novas atualizações demorarem a acontecer. Afinal, é Vegas, baby!
A estréia mundial de "Harry Potter e o Duro de Matar - Dessa Vez é Pessoal" está prevista para 2017.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
STF decide contra diploma para jornalistas
da redação do Laranjas em São Paulo
O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu contra, nesta quarta-feira, 17, o decreto-lei que obrigava o jornalista a ter diploma para exercer a profissão. A lei vigente desde 1969, decretada pela ditadura militar, foi derrubada por oito votos a um.
Ao jornal o Estado de São Paulo, o presidente do STF, Gilmar Mendes, declarou que "o jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada. Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada".
"Com a internet, se tornou quase impossível determinar se todas as publicações eram feitas por diplomados. Veja o caso do blog LARANJAS, por exemplo. Seu sucesso, originalidade e bom-humor são referência no jornalismo brasileiro, e seus integrantes, apesar de frequentarem o curso superior, ainda não são nem formados", concordou o ministro Carlos Ayres Britto. "Cara, às vezes passo horas só lendo e relendo o que aqueles gênios escrevem lá. Quando sai uma atualização, então, é do balacobaco!", exaltou-se o ministro, perdendo o fio-da-meada.
Esse é o LARANJAS, citado em casos controversos no STF, em rodinhas de samba em Xerém e residente fixo no coração dos brasileiros!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Professora que aliciava alunas em São Paulo revolta Laranjas
da redação do Laranjas em São Paulo
Uma professora e uma estagiária de uma escola estadual de São Paulo foram indiciadas ontem por corrupção de menores.
De acordo com a polícia, a professora, de 36 anos, e a estagiária, de 23, promoviam festas e passeios com alunas do colégio e, nestas ocasiões, todas "ficavam" entre si. Ambas teriam diversas namoradas entre as dez alunas que depuseram no caso.
A investigação teve início após a mãe de uma das garotas envolvidas ter dado queixa de seu desaparecimento. A polícia então concluiu que a estudante estava na casa da estagiária.
O Laranjas gostaria de notificar publicamente a revolta que a notícia trouxe à sua redação. A pergunta que não quer calar é: como não pensamos nisso antes? Tipo, girl-on-girl action, cara!
Brasil encontra destroços além do pré-sal
A frase de Lula, que causou polêmica pelo teor de autopromoção, revelou-se como um anúncio não oficial. Graças à primeira queda de um voo do novo acordo ortográfico, as sondas da estatal Petrobras identificaram uma grande área além dos 6000 metros. Ainda não foi divulgada a extensão exata, mas o anúncio do grande volume de destroços de avião promete fazer o Triângulo das Bermudas parecer bagunça de criança. Na próxima semana serão realizadas as primeiras perfurações para coleta de amostra, e espera-se encontrar pedaços de Fokker 100, Boings e até dos já extintos Concordes; além de inúmeros corpos a serem identificados.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Dia dos namorados: algumas coisas não mudam nunca
Depois dos brilhantes guias produzidos pelo Tomás e pelo César, senti-me compelido a escrever algo a respeito do dia de amanhã. Contudo, não consegui pensar em nada mais cretino e machista do que um texto que publiquei em 2004 no Jornal do DAAG, o centro acadêmico da ESAG, no qual, por motivos que até hoje não compreendo, eu tinha uma coluna.
Quando produzi a peça, tinha 21 anos. Além da mudança do meu estilo de escrever (ele está na formatação original, sem nenhuma alteração), é interessante notar a visão de mundo de um pós-adolescente meio ingênuo e imaturo. Óbvio que o texto é humorístico e não se pretende sério, mas relendo-o agora, lembrei de uma citação de Rob, personagem do meu filme/livro favorito, Alta Fidelidade, quando ele analisa os cinco piores foras de sua vida, começando pelo primeiro, aos 14 anos, quando viu a namoradinha beijando outro menino no parque da escola:
"It would be nice to think that since I was 14, times have changed. Relationships have become more sophisticated. Females less cruel. Skins thicker. Instincts more developed. But there seems to be an element of that afternoon in everything that's happened to me since. All my romantic stories are a scrambled version of that first one."
(trad: "Seria legal pensar que desde os meus 14 anos, os tempos mudaram. Relacionamentos ficaram mais sofiticados. Fêmeas, menos cruéis. Peles, mais grossas. Insitintos, mais desenvolvidos. Mas parece haver um elemento daquela tarde em tudo que aconteceu comigo desde então. Todas as minhas histórias românticas são uma versão bagunçada daquela primeira.")
* * * *
MÊS DOS NAMORADOS: GANHAR OU PERDER SEM ENGANO
É fato histórico que os homens têm enormes dificuldades em dizerem que amam uma mulher. As mulheres se utilizam há tempos desse nosso entrave emocional para desabonar as qualidades sentimentais de todo o gênero, como se tivéssemos orgulho disso. O medo que, supostamente, sentimos de dizer “eu te amo” já está reservado num lugar especial no cérebro das mulheres, conhecido como A.M.A.D.R.A.M.A. (Área Macroscópica de Argumentos para Discussões de Relacionamentos Amorosos, Momentâneos e/ou de Amizade), esperando o momento certo para usá-lo contra nós. E elas sabem como fazê-lo.
Bem, mas a verdade tem que ser dita: sim, nós temos medo de dizer a famosa frase. É uma mistura de insegurança e canalhice, o que não é nada anormal para um homem. O que ocorre é que só dizemos “eu te amo” em duas situações: quando estamos dizendo a verdade e quando estamos mentindo. Dã, óbvio! No entanto, são dois casos completamente diferentes, apesar de ambos terem em comum o fato de que pode dar merda. Vamos examiná-los:
VERDADE: Nesse cenário, o que impede o sujeito de dizer é a insegurança. É extremamente peculiar, porque, geralmente, é a mulher quem diz a frase primeiro. Ingenuidade ou auto-confiança feminina? Não sei, mas quando ela não o faz é que começa o drama para o homem. “Será que eu digo?”, “será que ela também me ama?”, “será que ignoro toda uma educação tradicional machista, abro meu coração e exponho meus sentimentos para uma mulher, a raça mais malvada e vil da Terra?”, “onde está meu uísque?”, enfim, vários pensamentos passam pela cabeça do macho sensível num momento como esse. Porque não há nada de pior do que você escancarar o amor por alguém e receber de volta algo como “eu também gosto muito de você”, “obrigada” ou, a pior de todas, “ai que fofo...”. Há, ainda, aquelas mulheres que dão um abraço afetuoso ou um beijo caloroso, o que constitui um bom disfarce. Afinal, o sujeito está meio abobalhado pelos litros de adrenalina que estão sendo despejados no sangue, que nem percebe que acabou de dar as rédeas do relacionamento para a mulher (o que, todos sabemos, não é nada bom...). A atitude mais comum, e a mais correta, que tomamos após a negativa da reciprocidade é terminar tudo. Contudo, o macho sensível esperto deixa o coração destroçado um pouco de lado e analisa a situação: “termino agora ou deixo pra amanhã?”. É tudo uma questão de observar o comportamento da mulher nos minutos pós-desastre. Se ela não estiver contendo o sorriso, aquele malévolo, com o cantinho da boca, terminamos na hora. Se por outro lado, percebemos que ela está meio tensa, tentando nos agradar, deixamos para o dia seguinte. Ela provavelmente está morrendo de pena e pensando em recompensar sexualmente seu novo cachorrinho, pois, no fundo, as mulheres sabem que somos sensíveis e que ficamos tristes. Não que uma noite de sexo selvagem, com a mulher que o sujeito ama sendo completamente devota ao prazer dele, cure a enorme dor em sua alma. Ajuda, porém.
MENTIRA: O “eu te amo” mentiroso é um subterfúgio que utilizamos somente com motivações abjetas e quando temos certeza que nossas mulheres nos amam. Ou seja, quando elas o dizem, pois somos muito desconfiados. Normalmente, é utilizado naqueles momentos clássicos de sofá em que o sujeito está desesperadamente tentando avançar o sinal e a mulher não deixa. Sabendo que ela só está se fazendo de difícil, o macho canalha reduz a marcha e pensa no que fazer: continua na ignorância ou ignora os riscos e diz que ama a garota? “Que riscos?”, você pergunta. Bem, o teatro acontece da seguinte maneira: pegamos a mão da mulher, olhamos bem no fundo de seus olhinhos apaixonados e dizemos algo como “sabe amor, eu gosto tanto de te beijar... blábláblá... queria estar sempre com você... blábláblá... acho que estou começando a sentir algo especial por você... blábláblá... acho que te amo”. Após o sorriso emocionado da garota, partimos para o rala-e-rola de novo. A partir daí, pode vir uma boa ou uma má notícia. A boa: ela se amarrou e... sinal verde!!! A má: ela se amarrou e... sinal vermelho!!! Explico: ela iria se amarrar de qualquer maneira, só que ela pode ficar tão encantada que, na sua concepção pseudo-moralista, um relacionamento mais carnal passa a ser algo impuro para duas pessoas que se amam tanto. Aí ferrou... Ela dá um tapa na sua mão, põe o sutiã e diz: “ai amor, que bom que você se abriu, agora podemos discutir nosso relacionamento”. E depois de três horas de dê-érre (leia-se um irônico monólogo sobre a importância do diálogo no relacionamento), ela dá o tiro final: “amanhã, em vez de vir aqui na sua casa, em que você mora sozinho, podemos ir no meu apê assistir aquela nova comédia romântica com a Meg Ryan; e assim você aproveita para conhecer os meus pais e a minha cadelinha, a Pipoca”. Sejamos justos, não é a mulher que dá o tiro, mas sim o tiro que o sujeito deu que saiu pela culatra. É de dar medo ou não?
Enfim, é por isso que temos medo: porque pode dar errado. Contudo, se der certo e houver a reciprocidade, é bem legal. Mas eu não vou falar sobre isso, né? Pra isso existem as escritoras mulheres. Até a próxima coluna, então. Isso se as minhas queridas editoras Elisa e Isabela não me demitirem por ser machista... Quem gostou do texto, torça por mim!